Quando falamos de Preservação Ambiental, assim como em todo tipo de ideologia, existem 3 espécies de indivíduos: Os simpatizantes, os engajados e os fanáticos. Esses últimos, em geral, são pessoas chatas para a sociedade, não sendo difícil identificá-los, afinal, sua postura, geralmente voltada ao radicalismo, são explícitas e buscam a adesão de novos adeptos à sua forma de pensar.
Quem não se lembra que há pouco mais de um ano nasceu, no zoológico de Berlim, na Alemanha, um ursinho polar, que parecia mais uma pequena bola de pêlos branca, que foi chamada de Knut.
O que tinha tudo para ser mais um caso de amor entre mãe e filhote ganhou contornos dramáticos quando a ursa polar Tosca rejeitou sua cria. Os tratadores não tardaram em adotar o ursinho, o que acabou gerando reações controversas de especialistas.
O ativista alemão Frank Albrecht chegou a pedir o sacrifício de Knut por considerar que “a criação por seres humanos é ilegal e desrespeita a lei de proteção aos animais”.
Acredito que Albrecht tenha argumentos plausíveis para justificar tal afirmação, mas não é o que estamos discutindo. O que é discutível é sua postura radical que o torna, definitivamente, um “Ecochato”.
Evidentemente que, embora eu lute pela preservação do meio, não posso concordar com a execução de um animal como forma de preservar o meio-ambiente. Isso caminha contra o bom-senso.
Mas quase todas as situações podem ser vistas de ângulos diferentes e, indiscutivelmente, os “Ecochatos” têm sua função ambiental, pois, no mínimo, instigam a sociedade para determinados assuntos nunca antes pensados; Vezes com a razão e inúmeras outras vezes fazendo apenas um barulho sem sentido algum.
Como exemplo, oque os Ecochatos do Greenpeace têm feito pelo mundo é, entre outras coisas, dar visibilidade às questões ambientais nos ângulos mais diversos. Quer seja escalando o Cristo Redentor, quer seja tentando impedir a morte de uma baleia, entre outras ações “malucas”.

Foto: Greenpeace (www.greenpeace.org)
A função de “alarme” dos ambientalistas radicais é indispensável para a preservação da vida, sobretudo a nossa própria, pois a partir do movimento dessas organizações e/ou pessoas a responsabilidade pelo problemas ambientais deixam de ser de um pequeno grupo e passam a uma esfera global.
Existe um poder de mobilização muito grande quando aliamos as “organizações”, aos meios de comunicação em massa, quer seja TV, Internet e Mídia impressa.
É indispensável que a sociedade aperfeiçoe seu senso crítico a fim de ter condições de distinguir os verdadeiros ambientalistas dos picaretas que se aproveitam do momento em que vivemos para apenas ampliar as fronteiras do seu marketing pessoal. Caco Araújo
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Posted on 16/01/2008 at 16:06 in gestão, Meio ambiente | Feed RSS
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