OS “ECOCHATOS” E SUAS FUNÇÕES AMBIENTAIS
Publicado por Ana Marina Martins de Lima em 16/01/2008

foto: http://conservablogs.com
O que tinha tudo para ser mais um caso de amor entre mãe e filhote ganhou contornos dramáticos quando a ursa polar Tosca rejeitou sua cria. Os tratadores não tardaram em adotar o ursinho, o que acabou gerando reações controversas de especialistas.
Acredito que Albrecht tenha argumentos plausíveis para justificar tal afirmação, mas não é o que estamos discutindo. O que é discutível é sua postura radical que o torna, definitivamente, um “Ecochato”.
Mas quase todas as situações podem ser vistas de ângulos diferentes e, indiscutivelmente, os “Ecochatos” têm sua função ambiental, pois, no mínimo, instigam a sociedade para determinados assuntos nunca antes pensados; Vezes com a razão e inúmeras outras vezes fazendo apenas um barulho sem sentido algum.
Como exemplo, oque os Ecochatos do Greenpeace têm feito pelo mundo é, entre outras coisas, dar visibilidade às questões ambientais nos ângulos mais diversos. Quer seja escalando o Cristo Redentor, quer seja tentando impedir a morte de uma baleia, entre outras ações “malucas”.
Foto: Greenpeace (www.greenpeace.org)
A função de “alarme” dos ambientalistas radicais é indispensável para a preservação da vida, sobretudo a nossa própria, pois a partir do movimento dessas organizações e/ou pessoas a responsabilidade pelo problemas ambientais deixam de ser de um pequeno grupo e passam a uma esfera global.
Existe um poder de mobilização muito grande quando aliamos as “organizações”, aos meios de comunicação em massa, quer seja TV, Internet e Mídia impressa.

foto: www.caribu.sampasite.com
É indispensável que a sociedade aperfeiçoe seu senso crítico a fim de ter condições de distinguir os verdadeiros ambientalistas dos picaretas que se aproveitam do momento em que vivemos para apenas ampliar as fronteiras do seu marketing pessoal.
Caco Araújo