Arquivo para novembro 14th, 2009

14/11/2009

Substituição de Aparelhos com Mercúrio em hospitais

 HOSPITAIS DA REDE PUBLICA DE SAUDE DA PREFEITURA DE SÃO PAULO FINALIZAM A SUBSTITUIÇÃO DE TODOS OS APARELHOS COM MERCÚRIO

Dra. Cecília Zavariz/ Saúde sem dano

 A Prefeitura de São Paulo é a primeira do país a eliminar o uso de aparelhos com mercúrio na área hospitalar pública. Dos estabelecimentos municipais inspecionados entregamos Menções Honrosas pela eliminação de aparelhos com mercúrio a 34 (trinta e quatro) hospitais/pronto-socorros e a 85 (oitenta e cinco) centros de atenção básica à saúde.

 Como no Brasil ainda não há nenhuma legislação proibitiva do uso de aparelhos com mercúrio, nosso trabalho de conscientização sobre a necessidade da troca dos aparelhos com mercúrio por outras tecnologias livres deste agente tóxico tem sido bastante intenso.

Nossas atividades junto aos estabelecimentos públicos de saúde, com a realização de reuniões, tanto diretamente com representantes dos estabelecimentos, como de direções de órgãos municipais, visitas locais, palestras sobre mercúrio na área hospitalar, elaboração e encaminhamento de instruções sobre o tema, aliado ao empenho de pessoas tanto dos próprios hospitais, como de outros níveis hierárquicos da Prefeitura chegou-se ao banimento do uso de aparelhos que continham mercúrio, tais como esfigmomanômetros e termômetros clínicos, de geladeira, freezer, estufa, banho-maria e ambiente, em todos os hospitais e pronto socorros do município de São Paulo.

14/11/2009

O crescimento bom, segundo Capra

 Por Ricardo Voltolini/ Idéia Sustentável

Entre as muitas perguntas que chegam todos os dias a este analista, uma é bastante freqüente não apenas por parte de estudantes e professores, mas também de gestores de empresas interessados em aprofundamento. Ela se refere aos autores que precisam ser lidos para uma compreensão melhor do que é sustentabilidade.

Eis uma pergunta difícil, sobretudo, porque a sustentabilidade, além de um conceito amplo, é um campo de conhecimento em construção. Para não fugir da resposta, no entanto, tenho parafraseado o sábio conselho de um antigo mestre que, uma vez, perguntado sobre que autores deveriam ser lidos para entender o poder da literatura, disparou: “Os clássicos, meu filho, leia os clássicos.”

Lester Brown e Peter Senge, certamente, integram a minha lista de clássicos pensadores do tema. Mas não poderia deixar de citar muito especialmente Fritjof Capra. Físico austríaco, Capra ganhou fama mundial com o Tao da Física (1975), um best seller em que, para explicar a realidade, estabeleceu um paralelo entre a física quântica e o taoísmo, o budismo e o hinduísmo.  Sua tese, como era previsível, desagradou os gregos das ciências modernas e os troianos de diferentes religiões. Foi rapidamente taxado de místico, à época um adjetivo usual para designar gente que só podia ser levada a sério por hippies.