AMBIENTE DO MEIO

Informação de qualidade sobre o Meio

Declaração Universal dos Direitos da Água

O consumo de água tem crescido no último século a um ritmo mais de doze vezes superior ao da população mundial. Por esse motivo, a gestão sustentável, eficaz e eqüitativa de recursos hídricos cada vez mais escassos será o desafio-chave para os próximos cem anos

No ano de 2025 , 1,8 bilhão de pessoas viverão em países ou regiões com falta de água e 2/3 da população poderão enfrentar a escassez total.

 

Em 22 de março de 1992 a ONU (Organização das Nações Unidas) instituiu o “Dia Mundial da Água”, publicando um documento intitulado “Declaração Universal dos Direitos da Água”. Eis o texto que vale uma reflexão: Leia mais »

16/12/2008 Publicado por cunhapress | saúde | , , | Sem comentários ainda

Operação do IBAMA impede queimada em Parque Nacional da Amazônia

Área no município de Aveiro, no Pará, já havia sido desmatada. Responsável foi multado em R$ 11 mil e foi detido.

Uma equipe do IBAMA impediu a queimada de 2,2 hectares de área no interior do Parque Nacional da Amazônia, em Aveiro, no Pará, quinta-feira (2). A ação ocorreu durante a Operação Correntão. A área já havia sido desmatada, mas o infrator pretendia atear fogo ao local, segundo os fiscais. O responsável foi multado em R$ 11 mil e detido na delegacia de Polícia Civil de Itaituba, onde prestou depoimento. De acordo com o coordenador da ação, Alessandro Queiro, o IBAMA está na região desde o último dia 22 e permanecerá na área por tempo indeterminado. O objetivo é verificar áreas de queimadas, danificadas e desmatadas que se encontram dentro dos limites da Unidade de Conservação – Parque Nacional da Amazônia e seu entorno. 

Texto: G1

18/10/2008 Publicado por cunhapress | meio ambiente, responsabilidade social | , , , | Sem comentários ainda

Garantia de preço para babaçu ajudará mais de 80 mil mulheres no MA

 

Quebradeiras de coco dependem da planta para renda. Valor pago pelo quilo de amêndoa subirá 46%.

O trabalho é pesado: no meio do mato, batendo o coco em um machado, as mulheres conhecidas como “quebradeiras” retiram a amêndoa do babaçu. Depois de mais de oito horas de trabalho, o resultado muitas vezes não passa de R$ 6,00. O quilo da amêndoa é vendido por um real.

Fábio André de Campos/www.reporterbrasil.com.br

Foto: Fábio André de Campos/www.reporterbrasil.com.br

O coco babaçu está na lista dos produtos extrativistas que terão preço mínimo estipulado pelo governo. A idéia é favorecer atividades desenvolvidas por comunidades tradicionais, gerando renda e ajudando a preservar o meio ambiente. Apenas no Maranhão,cerca de 80 mil mulheres serão beneficiadas pela medida. A quebradeira de coco Maria Celeste Ferreira reclama do preço atual. “Se eu quebrar seis quilos de coco não dá para levar três quilos de arroz. Então eu compro o arroz e cadê as outras coisas? Preciso do sal, do sabão, do café, do açúcar”, disse. Com o preço mínimo, as quebradeiras poderão vender o babaçu para o governo por R$ 1,46, valor bem maior do que o praticado nos comércios do Maranhão.  Leia mais »

18/10/2008 Publicado por cunhapress | cultura, meio ambiente, responsabilidade social | , , , , | Sem comentários ainda

Vale é condenada a pagar pensão de R$ 650 mil para índios no Pará

O juiz Carlos Henrique Borlido Haddad, da Justiça Federal de Marabá, condenou a Vale a repassar mensalmente mais de R$ 650 mil a duas comunidades indígenas xikrin que habitam a região sul do Pará. Além disso, a empresa também deve reparar uma estrada que liga aldeias indígenas. Da sentença, cabe recurso ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília (DF).
A decisão é um julgamento de mérito em ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Fundação Nacional do Índio (Funai) contra a empresa. Os recursos, segundo a sentença judicial, deverão ser despendidos pela mineradora até que os próprios índios alcancem a autonomia financeira. Na mesma decisão, o juiz condenou a Vale a recuperar a estrada indígena PA-279, com extensão de 160 quilômetros, que interliga aldeias. Se as obras não iniciarem, a Vale ficará sujeita à cobrança de R$ 100 mil, “a cada 15 dias de inércia da ré.” Para o juiz federal, compete à Vale amparar as populações indígenas existentes nas proximidades da área que explora, de acordo com os termos de convênio formalizado com a Funai. A empresa, segundo o magistrado, “tem a obrigação de prestar assistência às comunidades indígenas”, o que vinha sendo feito, durante anos, com o repasse de recursos financeiros, para atender a regulamentação contida em decreto de março de 1997. Em nota oficial, a Vale afirma que “continua entendendo que não está obrigada a prestar apoio às comunidades xikrin” e reitera que deixou de prestar a assistência às comunidades após a invasão dos índios à Mina de Ferro de Carajás, em outubro de 2006. A empresa pretende recorrer da decisão. Leia a nota oficial na íntegra: “Nota de Esclarecimento Sobre a decisão da Justiça Federal em Marabá (PA) no processo judicial movido pela Funai e MPF envolvendo comunidades indígenas Xikrin, a Vale esclarece: 1 – A decisão judicial determina que as partes deverão apresentar ao juiz as propostas de novo modelo de gestão das comunidades indígenas e que a compensação financeira que a Vale deve fornecer até a auto-sustentabilidade deste novo modelo “não é infinita e tem limites na razão”. Determina, portanto, que a empresa mantenha, por período certo, embora ainda não determinado, o apoio que vem prestando as comunidades indigenas Xikrin; 2- A Vale sustenta que, embora contenha esta limitação temporal para a manutenção do apoio às comunidades indígenas Xikrin, a sentença destoa dos fatos, já que o decreto número 2.486, de 1998, encerrou a possibilidade de celebração de um contrato de concessão de direito real de uso em favor da Vale; 3 – O decreto transformou a área que seria concedida à Vale na Floresta Nacional de Carajás, não exigindo da empresa qualquer obrigação legal de prestar assistência aos indígenas. Portanto, a Vale continua entendendo que não está obrigada a prestar apoio às comunidades Xikrin; 4 – A Vale reitera que deixou de prestar a assistência, voluntária, às comunidades Xikrin, após a invasão à Mina de Ferro de Carajás, em outubro de 2006. Na ocasião, os indígenas quebraram o convênio existência com a Vale, trazendo grandes perdas à empresa. Nos dois dias de paralisação, deixaram de ser embarcadas cerca de 650 mil toneladas de minério de ferro, um prejuízo de cerca de US$ 10 milhões, além de danos materiais causados nas instalações da empresa. O impacto na receita foi de US$ 23,6 milhões; 5 – A Vale irá recorrer da decisão judicial apresentando os recursos judiciais que forem pertinentes.”

Fonte: G1

Enviada por Antonio Cunha

 

 

24/09/2008 Publicado por cunhapress | meio ambiente, responsabilidade social | , , , , , | Sem comentários ainda

Cacique Raoni pede apoio de Minc para homologação de terra indígena no MT

Agência Brasil

Brasília - O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e o cacique Raoni, que apresentou a primeira brigada de bombeiros indígenas. O grupo atua há dois anos dentro de uma reserva kayapó na divisa entre os estados de Mato Grosso e do Pará. FOTO: Agência Brasil

O cacique Raoni, líder indígena da etnia caiapó, solicitou apoio do ministro Carlos Minc para a aprovação da proposta de homologação de uma terra indígena, em São José do Xingu (divisa do Mato Grosso com o Pará), de aproximadamente 400 mil hectares, que tramita na Casa Civil. Ele esteve reunido com o ministro nesta segunda-feira (22), no Ministério do Meio Ambiente.

 

Raoni também apresentou ao ministro o trabalho da primeira brigada indígena de combate a incêndios. Formada por 35 caiapós, ao longo de um ano, com apoio do Corpo de Bombeiros, a brigada desenvolveu técnicas próprias para identificar os focos de calor na mata. Desde que iniciaram suas operações, há 2 meses, houve uma redução de 80% nos focos de incêndio na reserva do Parque do Xingu, uma área de 11,2 milhões de hectares, afirmou o cacique.

Minc se entusiasmou com a idéia da brigada indígena e defendeu sua ampliação, inclusive com a possibilidade de apoio financeiro por parte do Ministério do Meio Ambiente. “Esse resultado que eles obtiveram é muito significativo e como há muitas queimadas e desmatamento em terra indígena e em parques nacionais essa experiência é muito boa e deve ser passada para outras comunidades indígenas”, disse Minc.Eles também pediram ao ministro que interceda junto ao ministro da Justiça, Tarso Genro, para solicitar que sejam incluídos no curso de formação da brigada indígena módulos de vigilância e segurança. Atualmente, os índios são capacitados em três módulos de 45 dias cada com lições de primeiros-socorros e de confecção de abafadores e bombas costais para apagar focos de incêndio.

Desmatamento - no encontro com os caiapós, o ministro Carlos Minc afirmou que a preservação da floresta e o combate aos crimes ambientais são uma preocupação constante do ministério e que, independentemente do período eleitoral, quando há uma redução nas fiscalizações por parte dos governos estaduais, é preciso ação. “Nós temos que criar outros mecanismos de cooperação que não dependam somente do apoio dos governos estaduais”, defendeu.

Como exemplo, ele adiantou que está em articulação com a Advocacia Geral da União uma operação pente-fino para punir os cem maiores desmatadores do país. “A gente quer fazer um trabalho conjunto com a AGU e o MP Federal para que seja uma ação exemplar contra os desmatadores”, disse Minc.

Fonte: MMA    Enviado por Antonio Cunha

24/09/2008 Publicado por cunhapress | cultura, meio ambiente, responsabilidade social | , , , , , | Sem comentários ainda