ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUA
Ana Marina Martins de Lima
Bióloga e Gestora Ambiental
1. Desinfecção
A desinfecção é uma etapa na qual se têm como objetivo a destruição de microrganismos patogênicos, neste caso o produto químico utilizado é o cloro que pode ser utilizado no inicio do tratamento (per cloração), na água decantada (inter cloração) e na água filtrada (pós cloração) (Sabesp, 2006).
2. Coagulação
Nas ETAs, a coagulação é realizada na unidade de mistura rápida, podendo ser hidráulica ou mecanizada, nesta etapa destacam-se mecanismos nos quais se têm a formação do ressalto hidráulico (vertedor Parshall ou retangular), injetores (tubos providos de orifícios) em tubulações forçadas ou em canais de água bruta, câmaras providas de agitadores mecanizados com diferentes tipos de rotores etc (Bernardo, 2002).
3. Floculação
Nesta etapa são fornecidas condições para facilitar o contato e a agregação de partículas previamente desestabilizadas por coagulação química, visando a formação de flocos com tamanho e massa específica que favoreçam sua remoção por sedimentação, flotação ou filtração direta. A eficiência da unidade de floculação depende do desempenho da unidade de mistura rápida, a qual é influenciada por fatores como o tipo de coagulante, pH de coagulação, temperatura da água, concentração e idade da solução de coagulante, tempo e gradiente de velocidade da mistura rápida, tipo e geometria do equipamento de floculação e qualidade da água bruta (Bernardo,2002).
1. Decantação
A decantação é o processo no qual se retiram os flocos formados pela agregação de impurezas durante a floculação. A separação entre o decantador e floculador é feita por uma cortina de madeira ou difusos, evitando assim que se propague para o decantador a turbulência criada no floculador, o flocos são depositados formando uma camada de lodo que é arrastada para um poço no cento do decantador (Sabesp, 2006). .
2. Filtração
A filtração é o processo de remoção de impurezas, na filtração rápida as impurezas são retidas ao longo do meio filtrante, em contraposição à ação superficial, em que a retenção é significativa apenas no topo do meio filtrante. Independente da condição de filtração, após certo tempo de funcionamento há necessidade da lavagem do filtro. A filtração pode ser realizada com taxa constante ou declinante, dependendo das características de entrada e saída das unidades de uma bateria. No caso da filtração com taxa constante no interior do filtro, de forma que equipamentos de controle podem ou não ser necessários. Como conseqüência negativa podem ocorrer a elevação da turbidez e o aumento do número de microorganismos (Bernardo, 2002).
3. Correção de PH
Para a correção do ph, é comum o uso de Cal que pode ser aplicada em três etapas: na pré-alcalização (água bruta), inter alcalinização (água decantada) e na pós alcalinização (água filtrada) ( Sabesp, 2006)
Na pré-alcalinização ajusta-se o pH de alcalinização, na inter alcalinização a cal auxilia o ajuste do PH final e facilita a remoção de compostos indejáveis e na pós- alcalinização ajusta-se o pH final da água evitando a corrosão das tubulações (Sabesp, 2006).
4. Produtos Químicos
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Produto |
Função |
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Carvão ativado em pó Carvão ativado granular |
Adsorvente |
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Ácido Clorídrico Ácido Súlfurico |
Acidificante |
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Cal Hidratada Cal Virgem Carbonato de Sódio Soda Cáustica Sólida Soda Cáustica Líquida |
Alcalinizante |
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Sukfato de Cobre |
Algicida |
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Polímeros Naturais Polímeros Sintéticos |
Auxiliares de Coagulação/floculação |
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Cloro líquido ou gasoso Hiplocorito de Sódio Dióxido de Cloro Ácido Peraacético Ozônio Permanganato de Potássio Peróxido de Hidrogênio |
Desifetantes e Oxidantes |
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Cloreto Férrico PA Cloreto Férrico Comercial Líquido Sulfato ferroso clorado líquido Sulfato Férrico PA Sulfato Férrico comercial Sulfato Férrico comercial líquido Hidróxi- cloreto de Alumínio líquido Hidóxi-cloreto de Alumínio em pó Sulfato de Alumínio PA Sulfato de Alumínio comercial líquido Tanato |
Coagulantes Químicos |
(Bernardo, 2002)
5. Distribuição
Após a filtração, a água passa por uma unidade de mistura onde são adicionados cal, cloro e flúor, sendo então distribuída para a população., devendo atender a parâmetros da portaria 518 do Ministério da Saúde.
Bibliografia:
BERNADO, Luiz di; Bernado, Angela di; Filho, Paulo Luiz Centrione. Ensaios de Tratabilidade de água e dos resíduos gerados em estações de tratamento de água . Rima. São Carlos. 2002.
SABESP. Estação de Tratamento de Água Guaraú. 2006.
Ministério da Saúde. Portaria 518, de 25 de março de 2004.










