Palestra proferida por: Professor Doutor Eduardo Jorge Sobrinho no evento:
Poluição Atmosférica e seus Efeitos sobre a Saúde Humana
O estado atual do conhecimento científico
De acordo com Eduardo Jorge dentre as necessidades para os próximos passos em relação ao combustível para que se obtenha uma melhor qualidade de vida e também sejam evitadas as mortes ocasionadas pela toxicidade dos combustíveis atuais estão englobadas a nova fase para CO e HC em motos e para NOx em veículos pesados; um maior rigor para HC em todas as fontes; o nivelamento das especificações com os melhores combustíveis internacionais ou seja a utilização de limites de acordo com os padrões europeus que são mais rigorosos, a redução da reatividade e toxidez dos combustíveis olefinas (principalmente reatividade), aromáticos (principalmente toxidez) , utilização cuidadosa, reduzida ou total eliminação de algumas substâncias e a adoção dos mesmos limites de emissão para os veículos a diesel e a gasolina/álcool/gás que tenham o mesmo tipo de uso pois atualmente existem exceções, como o limite de NOx que é mais tolerante para os veículos leves a diesel.
Eduardo Jorge apresentou um panorama problema atual dos quais ele nos destacou os seguintes eventos: Seminário no IBAMA em 2000: AEA, ANFAVEA e Petrobrás propõem novas fases do PROCONVE baseadas em EURO 3 e EURO 4; 2002: ANP força a retirada das especificações do combustível da proposta ao CONAMA e assume a RESPONSABILIDADE pela sua publicação; 2007: MME propõe atraso na fase P6 porque ANFAVEA e Petrobrás “desconhecem as especificações” do diesel que elas mesmas prepuseram e constam da Diretiva Européia mencionada na Resolução CONAMA 315/2002; 2007: ANP finalmente publica especificações do óleo diesel; 2008: V Fórum Diesel SAE propõe liberação para automóveis a diesel: * Fabricantes anunciam Euro 5, mas expõem veículos Euro 3; * Petrobrás anuncia capacidade de fornecimento em 2011 para automóveis e 2014 para exportação, mas nega-se a produzir S10; semana passada: ANFAVEA alega não poder trabalhar com combustível europeu por ter diferenças na densidade na terceira casa decimal, porque a medição é feita a 15º C e não a 20º C. Eduardo Jorge apresentou alguns cenários para 2030 se não forem tomadas atitudes emergenciais.






