A Ministra saiu, mas a Política Ambiental do Brasil será a mesma!

Caros leitores,

Eu Marina, como amante de natureza que sou fiquei muito abalada quando soube da saída da Ministra do Meio Ambiente Marina Silva, o fato aconteceu assim, saindo de uma aula na terça-feira na UMAPAZ, sobre Meio- Ambiente, resolvi pega: um táxi, e como dizem meus amigos que sou uma “RP” – relações públicas, conversando com o motorista ele me disse: “…e então você que gosta de meio- ambiente, soube que a Ministra entregou o cargo, eu acabei de ouvir no radio uma entrevista na CBN, ela disse que não voltará atrás de sua decisão” .e continuou; “ É uma pena ela tinha um bom contato com as pessoas, é uma pessoa humilde, e estava trabalhando bem, mas o governo não a apoiou, agora será difícil encontrar alguém que possa dar continuidade ao seu trabalho”.  Fiquei impressionada com a sensatez do humilde taxista de sua cultura e sua paixão pela natureza. Eu Bióloga, Gestora Ambiental, com alguns conhecimentos, mas precisando apreender muito, decidi me informar um para entender o que houve, depois fiquei novamente abalada com a fala de nosso presidente: “ A Ministra saiu, mas a Política Ambiental do Brasil será a mesma!”  e então recebemos por e-mail de Sandra Inês Barraglio Granja; um artigo publicado pela NathionaL Geographic  que assim se inicia: “O Brasil foi considerado o país mais sustentável do mundo em pesquisa realizada pela National Geografic, utilizando um índice denominado Greendex. Pela composição do índice, essa posição se deve as condições de vida e aspectos naturais do Brasil do que a uma grande conscientização de sua população.  Todavia , as conclusões de pesquisa mostram o grande potencial que o país tem de se tornar efetivamente líder em sustentabilidade, já que as condições básicas são muito favoráveis e que os brasileiros são os mais preocupados com as questões ambientais”   e em seguida Carlos Minc , diz: “terei dificuldades por que só entendo de ecologia urbana, não conheço a Amazônia” , nosso colega Gustavo Rampini deixou o seu recado, comentou um pouco das dificuldades encontradas em Petrópolis (cidade serrana do Rio de Janeiro) as ações de Marina Silva e conduta do ambientalista Carlos Minc.

Bom feriadão da semana passada eu finalizando minha mudança, resolvi colocar os meu queridos livros em ordem quando encontrei um livro que eu comprei quando tentei organizar um movimento ecológico para proteger o “verde”, que ainda restava no entrono do Conjunto Habitacional Preste Maia, localizado na Zona Leste de São Paulo, que hoje não por opção dos moradores, em meio a problemas de transporte coletivo, faz parte da Cidade Tiradentes que hoje possui 280 mil moradores e é considerada pelos urbanistas uma cidade dormitório, porque a população atravessa a cidade de São Paulo para chegar ao trabalho após demorar até 40 minutos para chegar ao metro no bairro vizinho .

Quanto ao Livro de Carlos Minc intitulado; “Como Fazer Movimento Ecológico e Defender a Natureza e as Liberdades” (editora Vozes, Petrópolis, 1987), deixo aqui alguns trechos para Reflexão e Ação:

A Ecologia Política no Brasil: “As características da chamada questão ecológica no nosso país são bastante diferentes daquelas dos países do mundo desenvolvido. Aqui a questão ecológica se entrelaça com um drama de exploração e de miséria em grande parte desconhecidos dos países ricos. As legislações de proteção ambiental existentes no Brasil são maios recentes, em muitos casos menos rígidas, e raramente muito mais burláveis. Isto não apenas pela falta de fiscalização e pela corrupção, mas também, e principalmente, pela menor participação popular no controle e vigilância permanentes sobre este nosso tesouro vivo, que é a natureza, nosso patrimônio ambiental que vem sendo dilapidado por interesses econômico de curto prazo, que contam com a cumplicidade governamental”.

Políticas Ambientais: “…a legislação ambiental não é tão ruim assim, e tenta em muitos casos copiar outras de países desenvolvidos. Mas o controle efetivo é muito insatisfatório”.

A Defesa da Amazônia: “.. a CNDA ( Campanha Nacional de defesa e pelo desenvolvimento da Amazônia tem lutado por um programa em defesa da ecologia e dos habitantes da Amazônia, bem como da soberania nacional nesta região….vejamos os principais pontos:

  1. a) desapropriar para fins de interesse nacional e ecológico a totalidade da mata amazônica, condicionando sua exploração a um planejamento aprovado e dirigido pelo Serviço Florestal, em conformidade com suas escorregões.
  2. b) demarcação imediata de Grandes reservas Indígenas, com vigilância dos povos indígenas e apoio dos batalhões da selva, sempre que forem ameaçados por invasões. Interditar a mineração nestas reservas, como forma de preservar a cultura e a integridade física dos povos indígenas.
  3. c) Programas de eco desenvolvimento com camponeses e cooperativos, integrando economia agrícola e silvicultura, com apoio técnico e formação de viveiros de madeiras nobres.
  4. d) Controle e fiscalização rigorosa dos atuais grandes projetos agropecuários. Os que devastarem além d média permitida devem ser obrigadas a promover o reflorestamento das áreas comas espécies nativas, a própria custa.
  5. e) Todas as serrarias devem ser abastecidas e controladas por cooperativas e entidades publicas articuladas com sistemas de exploração, racional da floresta.
  6. f) proibir em toda a Amazônia a importação e venda de desfolhantes químicos, inclusive na Zona Franca de Manaus. Colocar fora da lei o uso de correntão, impondo multa ao seu uso ilícito.
  7. g) investigar e coibir as práticas de repressão e métodos policialescos contra trabalhadores na Amazônia. Proceder a uma devassa para apurar a legitimidade dos títulos de terra de todos os grandes projetos agropecuários e agroflorestais, financiados ou não pela SUDAM. Desapropriação de todas as terras ilegalmente apropriadas”.

O transporte paralisante: “ A poluição por óxido de enxofre originada dos veículos é a principal causa da poluição do ar nos centros urbanos, como Rio de Janeiro e São Paulo. O ajustamento dos motores e a utilização de filtros de descarga diminuíram a poluição em cerca de 30%, mas há poucos fiscais, muito suborno, e nem os ônibus do Estado estão dentro das normas aceitáveis. A única forma de melhorar efetivamente  a poluição urbana do ar, seria a transformação da política de transportes, privilegiando o transporte público de boa qualidade, e uma política de localização da população e das atividades que diminuísse as distancias entre a moradia e trabalho e o uso de fontes de energia menos poluentes, como o gás natural”.

Termino, aqui agradecendo em nome da Equipe do Meio, as pessoas que colaboraram no mês de  maio com artigos e informações , bem como opiniões enviadas por e-mails, depoimentos e sugestões de pautas, algumas destas estarão presentes nas próximas matérias e convidando você para colaborar realizando Ação sustentável em sua Vida e divulgando a informação correta e ética sobre Saúde Pública e o Meio Ambiente.

 

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