Reportagem de Observatório Social Em Revista é finalista do Prêmio Esso

Matéria concorre à categoria Informação científica, tecnológica e ecológica. Vencedores serão anunciados no dia 8 de dezembro.

Nossa São Paulo

A reportagem Quem se beneficia com a devastação da Amazônia, publicada na última edição de Observatório Social Em Revista, está entre as finalistas do Prêmio Esso de Jornalismo 2009. A premiação, existente há 54 anos, é uma das mais importantes do jornalismo brasileiro. A reportagem está entre as três finalistas da categoria Informação científica, tecnológica e ecológica. Os vencedores serão anunciados no dia 8 de dezembro, em cerimônia no Rio de Janeiro. Quem se beneficia com a devastação da Amazônia é uma reportagem especial, resultado de nove meses de investigação jornalística que mostraram como funcionam redes de negócios implicadas em crimes ambientais e trabalhistas. As informações colhidas permitiram fechar os elos de uma corrente perversa, que começa no interior da floresta e termina na casa de consumidores em todos os continentes. Organizada em duas partes, a reportagem mostra as fraudes e os esquemas de desrespeito ao meio ambiente e aos trabalhadores dentro e fora do Brasil. Na primeira parte, é revelado um esquema milionário de exportação de madeira retirada ilegalmente da Floresta Amazônica, envolvendo as maiores empresas mundiais dos setores de pisos e móveis. A segunda parte mostra como funciona o comércio interno da devastação florestal, detalhando as irregularidades relacionadas aos mercados de madeira, soja e pecuária no Brasil.

Histórico

A apuração da reportagem começou no primeiro semestre de 2008, graças à iniciativa do Fórum Amazônia Sustentável e do Movimento Nossa São Paulo. As duas organizações patrocinaram uma ampla pesquisa, realizada por jornalistas da ONG Repórter Brasil e da Papel Social Comunicação, para determinar exemplos de empresas com negócios em São Paulo que financiam a destruição da floresta. Os resultados apareceram em outubro de 2008 no Seminário Conexões Sustentáveis, quando foram lançados três pactos para tentar deter quem lucra com a destruição da floresta e de sua gente: soja, madeira e carne. Os pactos estão em vigor e dele fazem parte dezenas de corporações. Posteriormente, para a publicação desta reportagem, a apuração foi aprofundada e as empresas envolvidas, novamente procuradas. A reportagem é de autoria de Marques Casara, Paola Bello, Dauro Veras, Sérgio Vignes, André Campos, Carlos Juliano Barros e Leonardo Sakamoto. Também colaboraram com a pesquisa Ana Iervolino, Antônio Biondi, Bianca Pyl, Iberê Thenório, Marco Sayão Magri, Maurício Hashizume, Maurício Monteiro Filho e Verena Glass.

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