Lançamento do Satélite Amazônia I: Ciência não existe sem Equipe

Por: ASCON/INPE * Edição de Ana Marina Martins de Lima

Dia de emoção para brasileiros a mensagem principal da equipe foi: ” Ciência não existe sem equipe” , a valorização do ser humano e a oportunidade de capacitação de jovens sem dúvida é a melhor opção para realizar o sonho de um Brasil justo para todos.

Quando pesquisadores e técnicos se desarmam de vaidades pessoais a Ciência é amplamente desenvolvida e o benefício será de todos os povos.

Parabéns a todos os técnicos e pesquisadores envolvidos no projeto, satélite com tecnologia 100% brasileira.

Momento da decolagem

Sobre o Satélite

Com seis quilômetros de fios e 14 mil conexões elétricas, o Amazonia-1 será o terceiro satélite brasileiro de sensoriamento remoto em operação junto ao CBERS-4 e ao CBERS-4A. O Amazonia-1 é um satélite de órbita Sol síncrona (polar) que irá gerar imagens do planeta a cada 5 dias. Para isso, possui um imageador óptico de visada larga (câmera com 3 bandas de frequências no espectro visível VIS e 1 banda próxima do infravermelho Near Infrared ou NIR) capaz de observar uma faixa de aproximadamente 850 km com 64 metros de resolução.

Sua órbita foi projetada para proporcionar uma alta taxa de revisita (5 dias), tendo, com isso, capacidade de disponibilizar uma significativa quantidade de dados de um mesmo ponto do planeta. Sob demanda, o Amazonia-1 poderá fornecer dados de um ponto específico em dois dias. Esta característica é extremamente valiosa em aplicações como alerta de desmatamento na Amazônia, pois aumenta a probabilidade de captura de imagens úteis diante da cobertura de nuvens na região.

Os satélites da série Amazonia serão formados por dois módulos independentes: um Módulo de Serviço, que é a Plataforma Multimissão (PMM), e um Módulo de Carga Útil, que abriga câmeras imageadoras e equipamentos de gravação e transmissão de dados de imagens.

As últimas etapas técnicas:

Em trabalho conjunto com os técnicos da ISRO, a equipe do INPE concluiu com sucesso mais uma importante etapa, o carregamento do tanque com hidrazina. Os passos dessa etapa foram os seguintes:

  1. o tanque de combustível do Amazonia 1 foi pressurizado com gás Hélio, na pressão de 22 bar, sendo essa pressão mantida por 24 h. Esse é o procedimento de segurança adotado pela ISRO como passo que antecede o carregamento com hidrazina. Com isso, se tem total segurança de que o subsistema de propulsão cumpre com os requisitos de estanqueidade;
  2. uma vez aprovado no teste de estanqueidade, o tanque foi despressurizado e o processo de ventilação (com nitrogênio) foi realizado para se remover os resíduos de hélio;
  3. o Amazonia 1 passou pelo processo de medida de massa a seco. Como o requisito de massa de hidrazina que pode ser carregada no tanque é bastante restrito, o processo de medida de massa necessita ser criterioso;
  4. a atividade de carregamento do tanque com hidrazina foi então iniciada, com posterior pressurização até 22 bar, que é a pressão inicial de operação do subsistema de propulsão;
  5. com o tanque carregado, foram aplicados os procedimentos de segurança, para se assegurar que não existia nenhum vazamento;
  6. com os procedimentos de segurança concluídos, o Amazonia 1 teve, então, novamente sua massa medida e foi liberado para que a equipe do INPE realizasse as verificações de saúde do satélite e também a verificação da medida do sensor de pressão.

O Amazonia 1 está preparado para ser integrado, juntamente com os satélites secundários, no dispositivo do PSLV chamado MSA (Multi Satellite Assembly). Após essa integração, o Amazonia 1 e as cargas secundárias serão transportados para a torre de lançamento e integrados ao quarto estágio do PSLV. Dessa forma, até o momento, todas as atividades planejadas estão sendo executadas conforme o cronograma e concluídas com sucesso. O Amazonia 1 segue seu caminho rumo ao lançamento, no dia 28 de fevereiro de 2021.

O Amazonia 1 foi integrado ao MSA (Multi Satellite Assembly) do lançador PSLV no dia 18 de fevereiro de 2021. Juntamente com o Amazonia 1, foram integrados os satélites Sindhu Netra (India), Nanoconnect-2 (USA) e SpaceBee (12 ) (USA). O Amazonia 1, que é a carga útil principal do lançamento C 51 do PSLV, será colocado numa órbita Sol síncrona com altitude média de 752 km acima da superfície da Terra. Os outros satélites, considerados cargas secundárias, serão colocados numa órbita com altitude média de 511 km acima da superfície da Terra. No dia 19 de fevereiro de 2021, o Amazonia 1 foi transportado para a torre de lançamento e integrado ao quarto estágio do PSLV. Entretanto, antes do transporte, os indianos têm, por tradição, realizar uma cerimônia que visa desejar boa sorte para a missão. Essa cerimônia é realizada já com o container que contêm os satélites sobre o caminhão que os transportará e consiste em se quebrar alguns cocos num dispositivo posicionado à frente do caminhão. Assim, seguindo a tradição, algumas pessoas do Brasil e outras da Índia quebraram os cocos. Com esse último ato, o Amazonia 1, deixou o laboratório chamado de SP 2 B e foi transportado para a torre de lançamento.

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