Gestão Ambiental em Laboratórios

Por: Ana Marina Martins de Lima

Conforme Paladini (2004, p.20) “A palavra qualidade apresenta características que implicam dificuldades de porte considerável para sua perfeita definição. Não é um termo técnico exclusivo (como citoplasma, por exemplo, um conceito que pouco se usa fora da biologia celular), mas uma palavra de domínio público. Isso significa que não se pode defini-la de qualquer modo, certo de que as pessoas acreditarão ser este seu significado, porque o termo é conhecido em nosso dia-a-dia”. Alem disso, não é um termo empregado em contextos bem definidos.”

Segundo Robbles & Boneli (2006, p.19) a qualidade ambiental consiste no atendimento aos requisitos de natureza física, química, biológica, social, econômica e tecnológica que assegurem a estabilidade das relações ambientais no ecossistema no qual se inserem as atividades da empresa.

“Denomina-se qualidade do projeto a analise que se faz do produto em termos de qualidade, a partir da estruturação de seu projeto. Como a qualidade representa a adequação ao uso, essa análise representa a avaliação de como os requisitos do mercado estão sendo atendidos pelas especificações do projeto”. (PALADINI, 2004, p.86).

A qualidade aqui prevista é referenciada pela ISO: 17025, relacionada com a qualidade de serviços prestados por laboratórios, busca-se também a satisfação do cliente, mas nos dias atuais torna-se necessário a implementação da qualidade visando a conservação e proteção do meio ambiente sendo assim faz-se necessário a implementação de Normas que estejam relacionadas com a Gestão Ambiental, neste caso a Norma em estudo é a ISO 14001:2004.

De acordo com Barbiere (2006, p.21): “Qualquer proposta de Gestão Ambiental inclui no mínimo três dimensões, a saber: (1) a dimensão espacial que concerne à área na qual se espera que as ações de gestão tenham eficácia; (2) a dimensão temática que delimita as questões ambientais às quais as ações se destinam; e (3) a dimensão institucional relativa aos agentes que tomaram iniciativas na gestão”.

A proposta de Gestão ambiental está diretamente relacionada com os impactos o qual uma instituição pode geral, sua área ocupada e a abrangência de responsabilidade da instituição.

De acordo com a Norma ISO 14001:2004 é necessário um estudo dos impactos, bem como as soluções para a minimização ou mesmo extinção das atividades que ocasionam os impactos. Segundo Tinoco (2004, p.109)

 “Gestão ambiental é o sistema que inclui atividades de planejamento, responsabilidades, processos e recursos para desenvolver, implementar, atingir, analisar criticamente e manter a política ambiental. É o que a empresa faz para minimizar ou eliminar os efeitos negativos provocados no ambiente por suas atividades”.

Outro objetivo importante e que pode ser obtido através da implementação do Sistema de Gestão Ambiental é a Ecoeficiência, segundo o Conselho Empresarial Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável – CEBDS (2007): o conceito de Ecoeficiência sugere uma significativa ligação entre eficiência dos recursos (que leva a produtividade e lucratividade) e responsabilidade ambiental. Portanto, Ecoeficiência é o uso mais eficiente de materiais e energia, a fim de reduzir os custos econômicos e os impactos ambientais.

São elementos da Ecoeficiência:

  • Reduzir o consumo de materiais com bens e serviços.
  • Reduzir o consumo de energia com bens e serviços.
  • Reduzir a dispersão de substâncias tóxicas.
  • Intensificar a reciclagem de materiais.
  • Maximizar o uso sustentável de recursos renováveis.
  • Prolongar a durabilidade dos produtos.
  • Agregar valor aos bens e serviços.

Os Laboratórios podem contribuir com a preservação do meio ambiente á medida em que atua de forma consciente evitando os possíveis impactos de sua atividade, para isso basta que sejam adotadas uma série de normas relacionadas á Gestão Ambiental.

No Sistema de Gestão Ambiental aqui proposto poderão ser utilizados os seguintes instrumentos da Gestão Ambiental:

  • Educação Ambiental
  • Produção Mais Limpa
  • Química Verde

Quanto ao estudo da aplicabilidade do Sistema de Gestão Ambiental em Laboratórios deverá considerar os seguintes procedimentos:

  1. Programa de Gerenciamento de resíduos
  2. Programa de Biossegurança
  3. Programa de Gestão de água.

BIBLIOGRAFIA

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NORMA ISO 14001. Sistema da gestão ambiental- Requisitos com orientações para uso. ABNT, 2004.

BARBIERI, José Carlos. Gestão Ambiental Empresarial: Conceitos, Modelos e Instrumentos. São Paulo: Editora Saraiva 2006.

CEBDS– Conselho Empresarial Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável. Disponível em http://www.cebds.org.br/cebds/. Acesso em 9 de março de 2007.

CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente Resolução 306/2002

DIAS, Reinaldo. Gestão Ambiental: Responsabilidade Social e Sustentabilidade. São Paulo: Atlas, 2006.

PALADINI, Edson Pacheco. Gestão da Qualidade Teoria e Prática. 2º. ed. São Paulo: Atlas, 2004.

PHILIPPI, Tatiana Tucunduva. Avaliação ISO 14001: Estudo de Caso no Setor Automotivo. Dissertação (Mestrado em Saúde Pública). Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, 2003.

ROBLES Junior Antonio BONELLI, Valério Vitor. Gestão da Qualidade e do meio Ambiente: Enfoque econômico, financeiro e patrimonial. São Paulo: Atlas, 2006.

SÁNCHEZ, Luiz Enrique. Avaliação de Impacto Ambiental: conceito e métodos. Oficina dos Textos: São Paulo, 2006.

SLACK, Nigel. CHAMBERS, Stuart. JONHSTON, Robert. Administração da Produção. São Paulo: Atlas, 2002.

SIMONS, Mônica Osório. Apostila de Educação Ambiental (Curso de Pós Graduação em Gestão Ambiental). São Paulo: SENAC, 2006.

TINOCO, João Eduardo Prudêncio, KRAEMER, Maria Elisabeth Pereira. Contabilidade e Gestão ambiental. São Paulo: Atlas. 2004.

VALLE, Cyro Eyer do. Qualidade Ambiental: ISO 14000. 4º ed.. São Paulo: SENAC, 2002.

Programa Mundial de Alimentos divulga aplicativo de doações em regata que chega ao Brasil

Por: ONUBr

Transat Jacques Vabre é uma regata internacional que parte da França e percorre rotas de café. Na edição de 2017, os velejadores partiram no início de novembro (5) de Le Havre, na França, e chegarão no fim do mês a Salvador, na Bahia.

Para chamar a atenção dos atletas e dos fãs do esporte para a questão da fome no mundo, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) fez uma parceria com o evento para divulgar o aplicativo ShareTheMeal, com a campanha “O PMA navega contra a fome”.

O ShareTheMeal é um aplicativo de celular que facilita a doação de pessoas físicas para iniciativas de segurança alimentar e nutricional do PMA. Criado em 2015, nasceu da constatação de que alimentar uma criança não custa mais do que 1,60 real por dia. Com cerca de 850 mil usuários, o ShareTheMeal já possibilitou alimentar 16 milhões de crianças.

Dentro do aplicativo, o PMA criou a iniciativa “Time Transat Jacques Vabre”, que desafio os velejadores e fãs do esporte a compartilhar uma refeição para cada milha náutica percorrida. A iniciativa está sendo apoiada pelo Centro de Excelência contra a Fome, aproveitando que a chegada da regata será no Brasil. Com isso, o PMA espera ampliar o número de usuários do ShareTheMeal tanto na França quanto no Brasil.

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Solidariedade

Para Gildas Gautier, organizadora da regata, a solidariedade é parte essencial do evento. “A regata Transat Jacques Vabre sempre esteve engajada em causas ambientais, sociais ou humanitárias, por isso, foi simplesmente natural apoiar o PMA. A vela é uma forma magnífica de solidariedade e estamos honrados com essa parceria”.

Geneviève Wills, representante do PMA na França e ex-velejadora, manifestou seu contentamento. “Velejadores e trabalhadores humanitários compartilham os mesmos valores de solidariedade e espírito de equipe. Estamos entusiasmados em fazer parte dessa aventura e contamos com este evento para ampliar a conscientização sobre nossa missão em todo o mundo”, declarou.

O último relatório das Nações Unidas sobre a segurança alimentar e nutricional no mundo mostrou o agravamento da fome no mundo, com 815 milhões de pessoas enfrentando fome crônica.

Informações em:

https://sharethemeal.org/pt/

http://centrodeexcelencia.org.br/wfp-setting-sail-hunger/

Cooperação Triangular e Sul-Sul é crucial para erradicar fome e pobreza e transformar comunidades rurais nos países em desenvolvimento

Por ONUBr

Mais de 300 participantes representando governos, organizações internacionais, academia, institutos de pesquisa, setor privado, ONGs e sociedade civil participam, nos dias 20 e 21 de novembro na capital do Brasil, da Conferência Internacional de Cooperação Triangular e Sul-Sul Impulsionando Inovações do Sul Global para Apoio à Transformação Rural.

A Conferência será aberta pelo ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, no Centro de Convenção do Meliá Brasil 21, em Brasília.

 “Em um País em que a agricultura é tão importante para economia, e que ainda vivencia cenários de pobreza, é fundamental conhecer novas experiências e mecanismos de combate às desigualdades. Estamos empenhados em promover condições propícias ao desenvolvimento e a geração de emprego e renda e entendemos a atividade como uma força brasileira nesta luta”, afirmou o ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão do Brasil, Dyogo Oliveira.

A Conferência, organizada pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) em cooperação com o Brasil e outros parceiros, incluindo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), a Cooperação Sul-Sul do Escritório das Nações Unidas e a Coalizão Internacional para o Acesso à Terra, (ILC, na sigla em inglês) tem por objetivo identificar a discutir soluções inovadoras, com foco especial em aumento da produção e da produtividade agrícola.

Em dois dias de evento, os participantes discutirão incentivo de promoção de investimentos entre países em desenvolvimento para apoiar financiamento de pequenos agricultores e desenvolvimento rural, e promoção de tecnologias de comunicação e informação com foco específico em engajamento de jovens e mulheres.

Também serão discutidas parcerias e oportunidades de cooperação entre países de baixa, média e alta renda que possam apoiar desenvolvimento rural e de agricultura para melhor prosperidade.

“Cooperação Triangular e Sul-Sul é crucial para uma modalidade de desenvolvimento para promover os objetivos da Agenda 2030 e alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Complementar a mais tradicional modalidade norte-sul para desenvolver cooperação”, afirmou Ashwani Muthoo, Diretor da Divisão de Engajamento, Conhecimento e Estratégia do FIDA. “Este tipo de cooperação permite que os países em desenvolvimento assumam responsabilidade, liderança e propriedade de seu próprio desenvolvimento para melhorar as vidas e a segurança alimentar de suas populações”.

Durante a Conferência, mais de dez ministros dos países em desenvolvimento participantes trocarão experiências em dois painéis ministeriais de alto nível: O papel e a contribuição para a Cooperação Triangular e Sul-Sul na Agenda de Desenvolvimento Sustentável e O Papel da Cooperação Triangular e Sul-Sul em apoiar transformação rural inclusiva. Os painéis serão seguidos por três sessões temáticas com moderação.

Desde 1980, o FIDA já financiou 12 programas e projetos de desenvolvimento rural no Brasil, somando 864,5 milhões de dólares. Isto inclui 565 milhões de dólares (279,4 milhões de dólares de investimento direto do FIDA) para operações nos estados do Nordeste, que beneficiam aproximadamente 400 mil famílias rurais. Enquanto os investimentos iniciais do FIDA estavam focados em atividades de desenvolvimento no Nordeste, na região do Semiárido conhecida como Sertão, hoje as operações do FIDA se expandiram para a região de transição amazônica no Maranhão, áreas do agreste pernambucano e de mata atlântica.

Ao longo dos anos, os aprendizados das operações do FIDA no Brasil foram compartilhados com governos, sociedade civil, setor privado e famílias de agricultores através de fóruns de diálogo e do programa de compartilhamento de conhecimento Semear (http://www.portalsemear.org.br/).

FIDA – O Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) investe na população rural, empoderando-a para reduzir a pobreza, aumentar a segurança alimentar, melhorar a nutrição e fortalecer a resiliência. Desde 1978, forneceu mais de US$ 18,9 bilhões em doações e empréstimos a juros baixos para projetos que beneficiaram cerca de 470 milhões de pessoas. O FIDA é uma instituição financeira internacional e uma agência especializada das Nações Unidas com sede em Roma – o centro mundial de alimentação e agricultura da ONU. Para mais informações, visite www.ifad.org.

 

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