AIDS

 

 Por: Ana Marina Martins de Lima  / Ambientedomeio.com

Foto: ONU
Foto: ONU

Pessoal segue aqui mais um alerta do Meio: Dia Mundial de luta contra   AIDS, com certeza já ouviu alguém falar e sim conhece alguém que tem AIDS.

Neste dia lembramos pessoas famosas, Cazuza, Renato  Russo, etc., mas há tantos brasileiros desconhecidos, africanos, franceses, europeus.

O que eles tem em comum? Sexo promiscuo, uso de drogas, falta de informação. A AIDS é uma doença imunológica que traz consigo outros problemas, suas conseqüências comuns são a diarréia, infecções oportunistas por vírus, bactérias e fungos.

 Hoje há uma sobrevida maior por causa dos medicamentos retrovirais, que diminuem a virulência (ação do vírus no organismo), mas mesmo sabendo disso não devemos correr o risco, por isso devemos nos cuidar. L

embre-se menina você pode usar a camisinha e o preservativo oral, consulte sempre um médico, e os meninos devem se cuidar também, o uso da camisinha também previne o risco de contração de outras doenças.

Lembrando sempre o sexo deve ser prazeroso e seguro.

Leia:

http://www.agenciaaids.com.br/Noticias.asp?pagina=83

Documentando as Ruas

Por Caco Araújo

Nos dois últimos meses estive nas ruas de São Paulo, junto com os jornalistas Rodrigo Bruder e Walter Frank, gravando o documentário “Sob a mira da indiferença”, que trata da temática do jovem e a sua vulnerabilidade social, que o conduz à prática de delitos

. O documentário discute as circunstâncias em que o jovem se envolve na vida do crime, além de mostrar a difícil vida nas ruas. 

 Dentro de todo esse contexto encontramos Wanderson, 20 anos, ex interno da Fundação Casa, a antiga Febem, e morador de rua.  Sua casa é o Vale do Anhangabaú, no coração de São Paulo. Esse jovem tem no skate uma forma de se afastar do crime, não obstante ao fato de morar nas ruas e se sujeitar às situações adversas com as quais convive e o roteiro do documentário conta um pouco da história desse rapaz. Dentre inúmeras observações que poderia fazer, destaco uma: O impasse existente entre responsabilidade social para com os moradores de rua e a necessidade de limpeza pública, conflito existente na Prefeitura de São Paulo. É evidenciado que essas questões caminham em direções opostas, conforme constatamos após uma hora coletando entrevistas no Vale do Anhangabaú. Assistimos e documentamos a ação da prefeitura, tomando à força cobertores de moradores de rua, além de mais algumas atitudes desumanas e, como não poderia ser diferente, questionamos pessoalmente o Sr. Floriano Pesaro, secretário de desenvolvimento social da  a respeito dessa questão, como segue:

“Essa é a grande questão, esse é o grande dilema que vivemos entre a área social e o interesse público, nós temos sim uma responsabilidade social com essas pessoas e precisamos tirar eles das ruas, da mesma forma, a prefeitura tem uma responsabilidade de limpeza urbana, de forma coletiva de forma que todos possam se respeitar, e todos possam usufruir do espaço público.

Há uma determinação expressa, tanto do Ministério Público quanto da própria prefeitura de que as pessoas não vão morar nas ruas, nem embaixo de viadutos, ainda que algumas pessoas defendam que se tenha o direito de morar nas ruas, mas morar de forma a ter colchão, cobertor, sofá, papelão em tudo quanto é canto, não dá. A rua é um lugar de todos e, vou dizer mais, de certa forma até o trabalho que é feito pela limpeza urbana acaba ajudando a área social, de modo que as pessoas ao perderem parte de suas roupas, parte de suas doações, também se interessem em ir buscar ajuda muito mais efetiva, que são as ajudas que podem ser ofertadas nos equipamentos sociais da prefeitura”

Diante das imagens documentadas em vídeo observa-se algumas inconsistências entre o que fala o Sr. Secretário e a vida real, no entanto pretendo manter-me isento de opinião a respeito. Durante as caminhadas pelo centro de São Paulo com bastante frequência observamos crianças cheirando cola e jovens fumando maconha, em plena luz do dia, o que, acredito eu, não desperta tanta surpresa, afinal, a mídia sempre discutiu bastante esse assunto, no entanto, a experiência de sentar no Vale às 21h e conversar com os jovens que ali estão, é bem diferente do que vemos na TV. A dependência química e o desprezo da sociedade formam uma combinação terrível, chamada Crime.

Sebastião Salgado

“ …São pessoas mais pobres e simples e estão lutando pela sua evolução, porque não tem ninguém fazendo nada por elas. São pessoas que moram debaixo da ponte nesta cidade, são as pessoas sem terra, são os menores. Sinto muita pena dessa gente. O que queria falar é que esse é um país que tem tantos recursos, onde existe tanto discurso. Na realidade a superclasse no Brasil é muito pequena, mas se movimenta muito. Ela domina os recursos, ela domina os meios de comunicação, ela fala muito, mas gira em torno de si mesma. Ela não pensa em resolver problemas nenhum exceto o seu. No, fundo, quem resolve os problemas das pessoas simples são elas mesmas….”  

Fonte: Imagens da Fotografia Brasileira . Persischeti, Simonetti. Estação Liberdade.1997.

 

Emissão de gases por navios mata 60 mil ao ano

 

Por Lindsay Beck – Fonte UOL

A emissão de poluentes provocada por navios oceânicos é responsável por cerca de 60 mil mortes ao ano decorrentes de doenças do coração e câncer de pulmão, afirmou um estudo divulgado na quarta-feira e que pede por medidas mais rígidas quanto ao controle dos combustíveis.

Os portos de Xangai, Cingapura e Hong Kong, três dos mais movimentados do mundo, devem sofrer um grande impacto devido às emissões vindas dos navios, afirmou o estudo, publicado pela “Environmental Science and Technology”, uma revista da Sociedade Norte-americana de Química.

“Durante um longo período de tempo, houve essa percepção de que as emissões vindas dos navios ficam lá nos oceanos e que não estão afetando ninguém em terra. Acho que este estudo mostra que essa idéia é totalmente falsa”, disse David Marshall, conselheiro da Força-Tarefa Ar Limpo, de Boston, um dos que encomendaram o estudo.

Segundo os cientistas, o fato de a navegação ocorrer em alto-mar –longe das populações que poderiam perceber o impacto dessas emissões– era um dos motivos pelos quais o controle sobre os combustíveis para embarcações não tem os mesmos padrões do controle sobre os voltados a veículos automotores.

Mas as emissões de enxofre realizadas pelos navios oceânicos representam cerca de 8 por cento do total de emissões de enxofre advinda da queima de combustíveis fósseis, afirmou James Corbett, um dos autores do estudo.

A maior parte das embarcações usa o chamado “bunker fuel” (combustível de navio), que é mais barato do que o óleo processado, mas também mais poluente.

“O processo de conclusão de um tratado internacional junto à IMO (Organização Marítima Internacional) é um processo lento por meio do qual se busca o consenso e não um processo em que as autoridades reguladoras podem fixar padrões que o setor precisa observar”, disse Corbett.

O número de mortes prematuras decorrentes das emissões provocadas pelos navios pode aumentar 40 por cento nos próximos cinco anos por causa da intensificação do tráfego de embarcações, afirmou.

A adoção de petróleo processado poderia diminuir a taxa de mortalidade decorrente dessas emissões, mas também poderia significar um aumento dos custos no setor.

 

Definição de Poluição

Por: Ana Marina Martins de Lima/ Ambiente do meio

O termo poluição é usado quando o ritmo vital e natural em uma área ou mais da biosfera é quebrado, afetando a qualidade ambiental, podendo oferecer riscos ao homem e ao meio, dependendo da concentração e propriedades das substâncias, como a toxidade, e da característica do ambiente quanto à capacidade de dispersar os poluentes, levando-se em conta não só as consequências imediatas, mas também as de longo prazo, tanto no ambiente como no organismo humano. (SCARLATO & PONTIN, 2006, p. 10-11).

OMM Alfred Lee
Foto: Alfred Lee/ OMM

Os problemas ambientais são causados por impactos originados por aspectos mais pontuais, mas que são ligados a um cenário maior, mais amplo. Este contexto maior abarca as atividades humanas que se encontra presente no meio urbano e rural e nos quais podemos mostrar seus efeitos geradores de impactos nos mais variados níveis do meio ambiente, tais como a poluição da água, do ar e do solo. Conforme descreve Valle (2004) “poluição ambiental pode ser definida como toda ação ou omissão do homem que, pela descarga de material ou energia atuando sobre as águas, o solo, o ar, causa um desequilíbrio nocivo, seja ele de curto, seja de longo prazo, sobre o meio ambiente… A definição do agente causador de poluição é dada como ser uma pessoa física ou jurídica de direito público ou privado, responsável direta ou indiretamente pela atividade causadora da degradação ambiental.”

O meio, sendo base para as condições de geração e manutenção da vida de uma maneira geral, quando sofre ações externas modificadoras, passa a ser agente de impacto à saúde dos seres vivos, como o homem, e conforme Philippi (2004):“quando se analisam os impactos ambientais sobre a saúde, entendidos aqui como efeitos da apropriação humana sobre a natureza, verifica-se que é possível distingui-los em duas escalas: uma global e outra regional…. e ainda, os efeitos de escala global constituem-se no efeito estufa, interferências na camada de ozônio, perda de biodiversidade, desertificação”. A poluição pode ser portanto definida como uma consequência doa atos humanos.

Referência:

SCARLATO, Francisco Capuano; PONTIN, Joel Arnaldo. Do Nicho ao Lixo: ambiente, sociedade e educação. São Paulo: Atual Editora, 2006.

PHILIPPI, Junior, Arlindo, Romero, ANDRADE, Marcelo de, COLLET, Bruna Gilda. Curso de Gestão Ambiental. São Paulo: Malone, 2004.

 VALLE, Cyro Eyer do. Qualidade Ambiental: ISO 14000. 5º ed.. São Paulo: SENAC, 2004.

História do Meio Ambiente 2

Por: Ana Marina Martins de Lima

“Pensando globalmente, agindo localmente”  essa é a frase que marcou a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento – UNCED/Rio-92, com a Agenda 21, um dos mais importantes instrumentos que serve de modelo na busca para se compatibilizar o desenvolvimento econômico com justiça social e sustentabilidade ambiental, e que contou com a participação de vários países. Esse documento contém consensos e propostas para que os países tomem medidas para garantir a conservação e o uso dos recursos naturais através de atividades de forma sustentável, tanto em relação aos padrões de produção como de consumo e para uma melhor qualidade de vida para as atuais e futuras gerações. Funciona como um guia de planejamento aborda transformações culturais e de valores, identifica problemas, propõe soluções e estima custos de investimento. Em 1997 foi realizado um novo encontro, o Fórun Rio+5, mas concluiu-se que a maioria dos países participantes da Rio 92 não haviam colocado em prática as resoluções da Rio 92.

A seguir, estão relacionadas medidas que foram tomadas refletindo uma preocupação com o meio ambiente e com a necessidade de começar a agir para diminuir os impactos causados pelo homem, conforme descrito em Valle (2004, p.19)

1. No Brasil o sanciona mento de uma lei, em 1861 pelo imperador D. Pedro II para proteger a Floresta da Tijuca que se encontrava totalmente degradada;

2.  Na Inglaterra, primeira lei ambiental em 1863, o Alkali Act, para regular a emissão de poluentes no ar pela indústria de vidro da época;

3.  Nos EUA, em 1872, criação do Parque Yellowstone, o primeiro parque nacional;

4. Reunião de um grupo de cientistas, o Clube de Roma, na década de 1960, com a divulgação do relatório Limits to Growth (Limites do Crescimento), com projeções sobre os riscos e limites Década de 1960; criação dos primeiros grupos ambientalistas, preocupados com a contaminação da água e ar dos países industrializados;

5. Tratado Antártico, em 1961, determinando o uso do continente apenas para fins pacíficos;

6.  Publicação do livro Silent Spring (Primavera Silenciosa), em 1962, falando sobre a conseqüência do uso de pesticidas como o DDT, que não só matavam os insetos mas envenenavam os pássaros também ;

7.  Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, em 1972, em Estocolmo. Os países começam, então, a criar órgãos ambientais e leis para o controle da poluição;

8. Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies de Flora e Fauna Selvagens em perigo de Extinção (Cites), em 1973;

9. Estabelecimento da relação entre os CFCs (clorofluorcarbonos) e a destruição da camada de ozônio;

10. Década de 1970, crise do petróleo, com o aumento do preço, mostra a necessidade de racionalização do uso da busca de fontes renováveis de energia;

11. Década de 1980, leis em vigor exigem controle para as emissões nas indústrias; entram os estudos de Impacto Ambiental e Relatórios de Impacto sobre o Meio Ambiente (EIA-RIMA);

12.   Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, em 1982, para proteger o mar contra o despejo de rejeitos nucleares e resíduos tóxicos;

13.   Década 1980, a proteção ambiental passa de defensiva, com soluções apenas corretivas, para uma ação proativa e participativa, surgindo assim o conceito da eco eficiência, de maneira a produzir produtos de melhor qualidade com menor uso de recursos, poluindo menos e substituindo materiais que geram impactos relevantes;

14.   Acidentes na década de 1980 que chamaram a atenção para a necessidade de prevenção de riscos ambientais: Bhopal, na Índia; acidente nuclear em Chernobyl, antiga União Soviética;

15.   Criação, na Alemanha, em 1987, de um sistema para receber e destinar as pilhas e baterias descartadas após o uso;

16.   Protocolo de Montreal, em 1987, para a proteção da camada de ozônio, através da eliminação da fabricação dos CFCs;

17.   Relatório da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, o Relatório Brundtland, em 1987, que difundiu a idéia de Desenvolvimento Sustentável;

18.   Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio-92,

19.   Década de 1990, disponibilidade das normas internacionais em gestão ambiental da série ISO 14000, visando à conservação do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável;

20.   Protocolo de Kyoto, em 1997, para redução até 2012, das emissões dos gases que contribuem para o efeito estufa pelos países industrializados”.

E ainda, recente relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas-ONU (2007) sobre estudo feito pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC)  que constata que as atividades do homem têm contribuído para o aquecimento global, trazendo uma série de consequências ao meio ambiente, como inundações com derretimento de geleiras, desertificação, entre outras. Hoje já se fala em refugiados do clima, e sabe-se que aqueles que possuem maior recurso econômico poderão viver em regiões mais seguras, escolher os lugares que ofereçam menos risco à sua sobrevivência, cabendo à população de baixa renda as áreas mais expostas aos riscos de enchentes, frio, calor e  seca.

É necessário uma mudança de comportamento, pois a Geração Futura somos nós.

Para leitura: VALLE, Cyro Eyer do. Qualidade Ambiental: ISO 14000.5º ed.São Paulo: SENAC, 2004.

Cora Calorina

” Eu sou aquela mulher que fez a escalada da montanha da vida removendo pedras e plantando flores”

Flor de paineira
Cristian Spencer

 

Dia das crianças

Por Ana Marina Martins de Lima

Hoje é um dia muito importante, muitas crianças receberam presentes de seus pais, tios e avó, porém outras não.  Isto ocorre devido à desigualdade social, poucos têm tudo o que querem quando falamos em bens materiais, mas, no entanto muito não tem nada. Em todo o mundo ainda há uma grande quantidade de crianças que morrem de doenças, mas a doença que mais mata atualmente é a FOME, sem comer nosso organismo fica fraco, ou seja, o sistema imune não atual direito quando é solicitado. Essas crianças no qual eu me refiro vivem em condições precárias, não há saneamento básico onde moram.

Recentemente em reportagem na Revista Istoé foi colocado em pauta à atuação da Pastoral da Criança, a pediatra Clara Takaki Brandão afirma ser necessário o uso da multimistura, que foi responsável por salvar vidas. Simplesmente por uma questão política que ninguém explica a multimistura deixou de ser distribuída e hoje são distribuídos alimentos enlatados.

Na literatura cientifica encontrei dados que afirma, em sua formulação uma quantidade de vitamina e sais minerais menos do que a indicada para crianças, eu concluo que não se trata de receber a multimistura, mas ter acesso à alimentação foi uma condicionante para os bons resultados da Pastoral da Criança.

Fica aqui a minha observação, é de nossa responsabilidade cuidar das crianças, mas também é preciso cobramos dos nossos “políticos” uma atuação mais coerente, pois se tratam de vidas, vidas que se perdem por tão pouco, é incrível o desenvolvimento da sociedade, temos acesso à informação rápida, uma tecnologia na qual se tem um braço a nanotecnologia, a saúde tem seus avanços, enfim temos o conhecimento e com ele adquirimos a responsabilidade por nossos atos.

 Leia:

http://www.tvcultura.com.br/caminhos/37quaseopeso2/quaseopeso1.htm

Mergulho e Meio Ambiente

Palavras de Jacques Yves Cousteau

Como mergulhador e cinegrafista subaquático vivo em contato com o meio ambiente e com freqüência me vem à mente as palavras do pai do mergulho autônomo, Jacques Cousteau.No meu modo de ver, essas palavras expressam com fidelidade o que é o mergulho, a interação do homem nesse novo mundo e esse espírito de fraternidade existente nos praticantes do mergulho.

“Como todos os seres humanos, nascemos no coração da mãe-terra. Temos braços e pernas, respiramos oxigênio que entra em pequenos pulmões. Passamos grande parte da nossa vida na posição vertical que nos dá uma maior autonomia e conforto na terra. Vistos superficialmente somos iguais a todos os seres humanos.

Mas analisando um pouco mais fundo, alguma coisa nos faz diferente. Nascemos com os olhos acostumados ao azul das águas. Temos um corpo que anseia pelo braço do mar e, um pulmão que aceita grandes privações de ar apenas para prolongar a nossa vida no mundo azul.  Somos homens e mulheres de espírito inquieto.

Buscamos na nossa vida mais, do que foi dado. Passamos por grandes provas para nos aproximar dos peixes.

Transformamos nossos pés em grandes nadadeiras, seguramos o calor do nosso corpo com peles falsas e chegamos até a levar um novo pulmão em nossas costas.  E tudo isto para quê?  Para podermos satisfazer uma paixão, um sonho. Porque nós, algum dia, de alguma forma, fomos apresentados a um mundo novo. Um mundo de silêncio, calma, mistério, respeito e amizade. E esta calma e silêncio nos fizeram esquecer da bagunça e agitação do nosso mundo natal. O mistério envolveu nosso coração sedento de aventura.

O respeito que aprendemos a ter pelos verdadeiros habitantes desse mundo.  Respeito esse que, só depois de ter sentido a inocência de um peixe, a inteligência de um golfinho, a majestade de uma baleia ou mesmo a força de um tubarão, podemos compreender.  E a amizade. Quando vamos até o fundo do mar, descobrimos que ali jamais poderíamos viver sozinhos. Então levamos mais alguém. E esta pessoa, chamada de dupla, companheiro ou simplesmente amigo, passa a ser importante para nós. Porque, além de poder salvar nossa vida, passa a compartilhar tudo que vimos e sentimos. E em duplas, passamos a ter equipes, e estas passam a ser cada vez maiores e mais unidas. E assim entendemos que somos todos velhos amigos mesmo que não nos conheçamos. E esse elo que nos une é maior que todos os outros que já encontramos.  E isso faz com que nós mais do que amigos, sejamos irmãos. Faz de nós, “mergulhadores.”

História do meio ambiente 1

Aqui coloco alguns dados, que nos permite perceber que o homem, este ser racional, sempre esteve destruindo o Meio em que vive.

Período

Local
Ocorrências
2600 a C. até hoje  Líbano: Exploração e uso excessivo da floresta de cedro. A exploração do cedro pelos fenícios e egípcios durou séculos, pequenos bosques ainda existem.
2500 a C. até 900    Império Maia: Erosão do solo, perda da viabilidade dos agroecossistemas e assoreamento dos recursos hídricos. Partes do atual México, Guatemala, Belize e Honduras; agricultura era criativa e intensiva; em algum momento a demanda aumentou e o sistema agrícola entrou em colapso.
800 a C. até 200 a C.   Grécia: Desflorestamento e uso intenso do solo. Florestas foram derrubadas para fins agrícolas, utilização de madeira para cozinhar e aquecer.
50 a C. até 450 a C.   Império Romano: Desertificação e perda de viabilidade de agroecossistemas no norte da África. Demanda intensa por grãos em todo o império exauriu essas terras, que tinham um alto potencial de erosão.
1800 até hoje    Austrália e Nova Zelândia: Perda da biodiversidade e proliferação de espécies invasivas. Cem anos de introdução de ovelhas e gado aniquilaram gramíneas nativas e, conseqüentemente muito da biodiversidade local.
1800 até hoje   América do Norte:  Conversão de habitats para agricultura e pastagens. Manada de bisões estimados em mais de 50 milhões, chegaram próximas da extinção.
1800 – 1900   Alemanha e Japão: Envenenamento industrial-químico dos sistemas de água doce. As conseqüências da Revolução industrial provocaram um grande impacto nas águas doces desses países.
1928 até hoje    Planeta Terra: Substâncias químicas industriais degradam a camada de ozônio protetora. Agrotóxicos acumulam-se em toda a cadeia alimentar. Os clorofluorcarbonos (CFCs) são compostos voláteis usados em aparelhos de refrigeração, solventes e aerossóis. A previsão para o fim de sua produção é 2010. O DDT já foi detectado em leite materno.

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Educar para a Paz

Por:Ana Marina Martins de Lima / Ambiente do Meio

Foto: Ana Marina Martins de Lima

No dia Internacional da Paz em 21 de setembro de 2007 ocorreu o lançamento do livro: Educar para a Paz em Tempos Difíceis, de autoria do Prof. Dr. Xesús R. Jares, de autoria do Prof. Dr. Xesús R. Jares, publicado pela Palas Athena Editora.

Xesús Jares, é  Professor Catedrático de Didática e Organização Escolar da Universidade de A Coruña, na Espanha. Desde 1983 coordena o Coletivo Educador pela Paz da Nova Escola Galega e é presidente da Associação Galego-Portuguesa de Educação para a Paz.Autor e coordenador de diversos programas de Educação para a Paz e Convivência. Conferencista internacional e autor de inúmeros livros sobre o assunto, entre eles: Educação para a paz: teoria e prática, Artmed, 2002; Educar para a paz e a esperança em tempos de globalização, Guerra preventiva e terrorismo, Artmed, 2005.

Em palestra proferida por Xesús ele falou sobre temas com: injustiça social, negligência, racismo e pobreza. Segundo Xesús a violência impacta o cotidiano de crianças pequenas, através da mídia, uma alternativa seria adotar uma nova abordagem sobre o aprendizado da paz vivendo a não violência. O Autor também comentou sobre a riqueza musical da Colômbia, dizendo que existe a relação entre a música e a paz.

Quanto ao papel do educador é necessário que este transmita o amor aos livros, pois os que amam livros têm cultura e segundo o mesmo “a liberdade é a cultura e pensamento, o livro tem o seu papel fundamento na construção da paz”. Afirmou que sua profissão é uma das mais nobres pois o educador trabalha com o futuro e a esperança de crescimento na vida, a consciência de problemas sociais  salvam vidas, não sendo uma solução mágica, isto poderia ser um discurso hipócrita.Criticou a desvalorização do professor pelo governo brasileiro: “O Brasil tem uma divida grande  com os educadores brasileiros, é necessário pagar bem os professores… o professor têm que ser bem pago e bem formado”.  

Nelson Mandela

“Nosso medo mais profundo não é o de sermos inadequados. Nosso medo mais profundo é de sermos poderosos além da medida. É a nossa luz, não nossa escuridão, o que mais nos assusta. Nós nos perguntamos, quem sou eu para ser brilhante, interessante, talentoso e fabuloso? Na realidade, quem é você para não ser? Você é um filho de Deus. Fazer papel pequeno não serve ao mundo. Não tem nada de iluminador em se encolher de forma que outras pessoas em volta de você não se sintam inseguras. Nós nascemos para manifestar a glória de Deus que está dentro de nós. E não está só em alguns de nós, está em todo mundo. E quando deixamos a nossa própria luz brilhar, inconscientemente, damos a outras pessoas, permissão para fazerem o mesmo. Quando nos libertamos dos nossos medos, nossa presença automaticamente liberta os outros!”

 

Importância do saber

Por: Ana Marina Martins de Lima/ Ambiente do Meio

“Não há saber mais ou saber menos: Há saberes diferentes!” (Paulo Freire)

Teu saber é importante, teu conhecimento é tão importante quanto o de qualquer outra pessoa. Hoje vivemos em um mundo conturbado pela violência, há um caos instalado neste  planeta, aguardamos as piores conseqüências previstas pelos cientistas devido ao aquecimento global. Estamos diante de várias epidemias, já estão correndo terremotos, maremotos,etc… Eu me pergunto diante disso tudo o que podemos fazer para que o nosso pequeno planeta mantenha sua existência,pois  nesta vida apreendi que o conhecimento te leva a sabedoria e a novas formas de vivência. Concluo que com os nossos saberes diferentes podemos sim pelo menos procurar viver dignamente e conservamos o pouco que nos resta deste Planeta.

Angra 3

Por: Marcelo Medeiros

Guilherme Leonardi, diretor de campanhas sobre clima e energia do Greenpeace Brasil, relata os riscos do emprego da energia nuclear no país. Para ele, a usina não é segura e tampouco necessária.

O diretor de campanhas sobre clima e energia do Greenpeace Brasil, Guilherme Leonardi, está preocupado. Há muito o governo cogitava a hipótese de retomar a construção de usinas nucleares, mas foi só no fim de junho que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou a liberação das obras de Angra 3. Como o próprio nome diz, será a terceira usina da cidade do litoral sul fluminense. “Angra 3, ao invés de trazer benefícios, trará diversos problemas”, afirma Leonardi. Nesta entrevista, feita por email, o ambientalista revela as fontes de sua preocupação e rebate os argumentos favoráveis à energia nuclear. Segundo ele, além de caras, as usinas são desnecessárias e arriscadas tanto para o meio ambiente quanto para as pessoas – do entorno de Angra e todo o país.Leonardi diz que a indústria nuclear mundial esconde acidentes e os minimiza quando necessário, o que daria a falsa impressão de segurança dessa fonte de energia. Para ele, o Brasil ganharia muito mais apostando na eficiência energética e no aproveitamento de fontes renováveis, como a eólica.

Rets – O governo declarou que vai construir Angra 3. Qual é o risco de mais uma usina nuclear no país?

Guilherme Leonardi – Angra 3, ao invés de trazer benefícios, trará diversos problemas. Angra 3 não garante o suprimento de energia para o país, o que seria sua função. Se tudo fosse como planejado, a usina entraria em operação apenas em 2014, tarde demais. Se fossem investidos em energia eólica, os mais de R$ 7 bilhões [que é a previsão de investimento na usina] produziriam o dobro de energia em no máximo um terço do tempo e gerariam 32 vezes mais empregos. O Programa de Conservação de Energia Elétrica (Procel) do governo federal investiu R$ 850 milhões e economizou 5.124 MW. Isto significa que, investindo em eficiência energética, com apenas 12% do custo de Angra 3 foi disponibilizado o equivalente a quatro vezes o potencial de Angra 3.

O lixo radioativo é um problema ainda sem solução e tratado de forma provisória pelo governo federal. A possibilidade de acidentes é inerente a todos os reatores atômicos no mundo. No ano passado um problema em uma usina na Suécia quase provocou um acidente de altíssima gravidade, levando à suspensão da operação em quatro das 10 usinas suecas. Neste ano, um incêndio na usina alemã de Krummel causou sérios danos à segurança do reator, apesar de a indústria nuclear haver afirmado inicialmente que não havia problemas. A usina japonesa de Kashiwazaki-Kariwa sofreu várias liberações de radioatividade após um terremoto, e novamente o setor nuclear tentou omitir o vazamento.

Além de tudo isso, o Programa Nuclear Brasileiro surgiu durante a ditadura militar e sempre deixou clara a íntima relação entre o uso da energia nuclear para fins energéticos e para fins militares. O domínio do ciclo do urânio vem sendo desenvolvido pelo governo federal e possibilita o uso do urânio tanto para produzir eletricidade como para fabricação de uma bomba nuclear como a de Hiroshima.

Rets – O fato de esta ser a terceira usina no mesmo local, e dando a decisão como tomada, é uma escolha acertada? A localização influencia o fator segurança?

Guilherme Leonardi – A Constituição Federal estabelece que é necessária a aprovação de uma lei federal determinando a localização da usina. A rota para fuga de Angra dos Reis em caso de emergência é a rodovia Rio-Santos, onde ocorrem, com grande freqüência, deslizamentos de terra interrompendo o fluxo de veículos. Além disso, não há rotas alternativas. Não bastassem os riscos inerentes, a segurança nuclear no Brasil é muito problemática e apresenta diversos problemas, conforme mostrou o relatório sobre o tema lançado pela Câmara dos Deputados em março de 2006. Apenas como exemplo, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) tem a dupla e contraditória função de garantir a segurança nuclear e fomentar o avanço da energia atômica, o que é inclusive vetado pela Convenção Internacional de Segurança Nuclear. Não há fiscais de segurança nuclear no país nem leis que definam crimes e penas para irregularidades que sejam verificadas. Uma usina nuclear é um risco desnecessário para Angra ou qualquer outro lugar do país e do mundo.

Rets – Alguns ambientalistas, inclusive ex-membros do Greenpeace, defendem a energia nuclear por ela ser menos poluente. Esse argumento é válido?

Guilherme Leonardi – O Greenpeace e todos os nossos mais de três milhões de colaboradores, voluntários e funcionários mantêm sua posição histórica contrária à energia nuclear, assim como as demais organizações ambientalistas e energéticas. O Grupo de Trabalho de Energia do Fórum Brasileiro de Ongs e Movimentos Sociais (FBOMS) e as entidades que o compõem também reiteradamente manifestam sua oposição à energia nuclear e ao Programa Nuclear Brasileiro. Assim, não há qualquer mudança de posição do Greenpeace nem do movimento ambientalista sobre o tema. O argumento de que a energia nuclear é menos poluente se refere apenas a emissões de dióxido de carbono em comparação com outras fontes extremamente poluentes, em especial carvão e óleo. Contudo, para que a construção de reatores atômicos tivesse algum impacto positivo nas reduções de emissões dos gases do efeito estufa, seria necessária a construção de pelo menos mil reatores, o que é absolutamente impossível e inviável econômica e ambientalmente. Além disso, ainda que, embora o processo de fissão nuclear não gere dióxido de carbono, o ciclo do urânio emite esses gases. Importante lembrar que a energia nuclear é suja e gera lixo radioativo que permanece perigoso por centenas de milhares de anos. Até hoje não há solução para esse material. A matriz energética deve caminhar para fontes renováveis, como a eólica, solar e biomassa, que são limpas, seguras e capazes de suprir a nossa demanda.

Rets – Muito se fala da falta de segurança das usinas nucleares. Porém, recentemente, no Japão, um terremoto foi registrado na área de uma usina e não houve vazamentos. Isso comprova a segurança atual?

Guilherme Leonardi -Infelizmente isso não é verdade. A Tokyo Electric Power Company (Tepco) inicialmente negou que havia vazamentos de radioatividade. Depois, reconheceu que um pequeno vazamento havia contaminado a água. Em seguida, admitiu que a extensão do vazamento era muito maior do que o originalmente reportado e que a água estava com 50% mais radioatividade do que o informado. A Tepco depois informou que centenas de barris com lixo atômico haviam tombado e que dezenas deles apresentavam vazamentos. Por fim, a empresa admitiu que elementos radioativos como cobalto-60 e cromo-51 foram lançados na atmosfera. No total, a Tepco finalmente confirma que foram 15 incidentes relacionados à radioatividade e 52 que não estariam relacionados. Diante do fechamento da usina causado pelo acidente, o governo japonês foi obrigado a pedir às indústrias que economizassem energia, por conta da ameaça de falta de eletricidade nos horários de pico. Assim, esse péssimo episódio confirma que o risco de acidentes é real e demonstra que a indústria nuclear tenta esconder seus problemas, como já aconteceu diversas vezes.

Rets – O governo brasileiro não deixou claro, ainda, qual será o destino do lixo atômico produzido por Angra 3. O Greenpeace monitora esses dejetos?

Guilherme Leonardi – O governo brasileiro não deixou claro porque não há solução para esse material. Os rejeitos de Angra 1 e Angra 2 ainda estão armazenados em depósitos iniciais e não há depósito definitivo no país para esses materiais. Esse é um grande problema sem solução e essa será a herança ingrata e perigosa deixada para as futuras gerações caso o governo efetivamente construa Angra 3, o que esperamos que não ocorra.

Rets- Um argumento contrário à energia nuclear é seu preço. Porém, o Brasil possui grandes reservas de urânio. Isso pode baratear os custos de produção? Até que ponto?

Guilherme Leonardi – A indústria nuclear não sobrevive sem subsídios em lugar nenhum do mundo e é possível gerar mais energia em menos tempo a partir de fontes limpas. A mineração para obter o urânio é apenas uma parte do ciclo do combustível e traz diversos problemas. A população e as organizações de Caetité (BA), de onde é extraído o minério, relatam diversos vazamentos, problemas ambientais, problemas de saúde e incertezas quanto ao futuro. A mineração de urânio é mais um problema para o país.

Rets- Quais seriam as alternativas para a energia nuclear no país, levando em conta a necessidade de rápido crescimento da oferta de energia?

Guilherme Leonardi- O Greenpeace lançou em fevereiro desse ano o relatório Revolução Energética, que mostra como é possível atender à demanda crescente de energia e ao mesmo tempo substituir e abandonar as fontes sujas de energia migrando para outras limpas. Assim, em uma projeção feita até 2050 poderíamos abrir mão totalmente da energia nuclear, carvão e óleo, substituindo-as por energias limpas como eólica, solar e biomassa aliadas eficiência energética. Essa combinação não apenas supriria a demanda energética como ainda alcançaria uma economia de R$ 117 bilhões anuais em 2050. O Brasil não precisa de energia nuclear.

Rets – A resistência do Ministério do Meio Ambiente à obra foi forte?

Guilherme Leonardi-O Ministério do Meio Ambiente foi o único a votar contra Angra 3 no Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), embasado nas questões ambientais. Outros Ministérios anteriormente se manifestaram contrários, mas mudaram sua posição.

Conceito de meio ambiente

Por :  Ana Marina Martins de Lima – Ambiente do Meio

 

Parque do Ibirapuera (6)De acordo com a resolução CONAMA 306:2002:“Meio Ambiente é o conjunto de condições, leis, influencia e interações de ordem física, química, biológica, social, cultural e urbanística, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas”
Encontra-se na ISO 14001:2004 a seguinte definição sobre meio ambiente: “circunvizinhança em que uma organização opera, incluindo-se ar, água, solo, recursos naturais, flora fauna, seres humanos e suas inter-relações.”
Uma organização é responsável pelo meio ambiente que a cerca, devendo, portanto, respeitá-lo, agir como não poluente e cumprir as legislações e normas pertinentes (ISO 14001).
Apesar de se encontrar na Norma referência sobre a responsabilidade das organizações com o meio, muitas fábricas que possuem principalmente atividades ou processos danosos ao meio ambiente e que passam a sofrer restrições no seu país de origem devido as  leis locais, acabam se transferindo ou mudando essa produção para outro país onde não haja impedimento ou lei específica. A maior parte destes países está em desenvolvimento, e seus governantes, interessados na entrada de capital na sua economia, acabam submetendo a população aos riscos ambientais que são gerados. Isso está começando a mudar, com a conscientização de que tudo está interligado no planeta, e mesmo com a pressão de grupos ambientalistas e organizações internacionais que trabalham pela igualdade e respeito à vida.
No Art. 225 da Constituição Federal há a seguinte frase: “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à qualidade de vida impondo-se ao Poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”.
A sociedade como um todo é responsável pela preservação do meio ambiente, então, é preciso agir da melhor maneira possível para não modificá-lo de forma negativa, pois isso terá consequências para a qualidade de vida da atual e das futuras gerações, entendendo que: “O meio ambiente concebido, inicialmente, como as condições físicas e químicas, juntamente com os ecossistemas do mundo natural, e que constitui o habitat do homem, também é, por outro lado, uma realidade com dimensão do tempo e espaço. Essa realidade pode ser tanto histórica (do ponto de vista do processo de transformação dos aspectos estruturais e naturais desse meio pelo próprio homem, por causa de suas atividades) como social (na medida em que o homem vive e se organiza em sociedade, produzindo bens e serviços destinados a atender “as necessidades e sobrevivência de sua espécie”  (EMÍDIO, 2006, p.127).
O espaço ocupado pelo homem está a todo o momento sofrendo modificações relacionadas ou impostas pelo próprio homem, que podem ser danosas ao meio quando não administradas corretamente.

Mais informações em:

TCC SENAC GESTÃO AMBIENTAL – PDF

Palestra Realizada no Centro Universitário do SENAC

Lembramos que é  autorizada a reprodução  parcial mas a fonte deve ser citada.

Fonte: Lima, Ana Marina Martins de, Silva, Antonio Carlos da, Silva, Luciani Costa. Proposição de Implementação de um Sistema de Gestão Ambiental no Instituto Adolfo Lutz. (Monografia de conclusão do curso de Pós Graduação em Gestão Ambiental). SENAC. São Paulo 2007.

EU SEI QUE A GENTE SE ACOSTUMA…MAS NÃO DEVIA

Por: Marina Colasanti

Tatiana Clauzet

Agente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as  janelas ao redor.

E porque não tem vista, logo se acostuma a não abrir de tudo as cortinas.

E porque não abre as cortinas logo se acostuma a acender cedo a luz.

E à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora.

A tomar café correndo porque está atrasado.

A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem.

A comer sanduíche porque não da para almoçar.

A sair do trabalho porque já é de noite.

A cochilar no ônibus porque está cansado.

A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre guerra.

E aceitando a guerra aceita os mortos e que haja números para os mortos.

E aceitando os números aceita não acreditar nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números da longa duração.

A gente acostuma esperar o dia inteiro e ouvir ao telefone: hoje não posso ir…

A sorrir para as pessoas sem perceber um sorriso de volta, a ser ignorado quando tanto precisavaser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita.

E a lutar para ganhar dinheiro com que pagar e a pagar mais do que as coisas valem.

E a saber que cada vez pagará mais e a procurar mais trabalhos para ganhar mais dinheiro para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios.

A ligar a televisão e assistir comerciais.

A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser desligado, conduzido, desnorteado, lançado na rua  infindável dos produtos.

A gente se acostuma à poluição, às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarros.

A luz artificial de ligeiro tremor.

Ao choque que os olhos levam na luz natural.

As bactérias na água potável.

À lenta morte dos rios.

Se acostuma a não ouvir passarinhos, a não ter galo na madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher frutas no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer.

Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali,  uma revolta acolá.

Se o cinema está cheio, a gente sente na primeira fila e torce um pouco o pescoço.

Se a praia está contaminada a gente só molha os pés e sua no resto do corpo.

Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana.

E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito  porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma a não ralar na aspereza, para preservar a pele.

Se acostuma a evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta para poupar a vida que aos poucos se gasta, se gasta de tanto acostumar.

Se perde de si mesma. Eu sei que a gente se acostuma …MAS NÃO DEVIA ! ! !

 

Palavras de Leonardo Boff

“Sentir que somos Terra nos faz ter os pés no chão. Faz nos desenvolver nova sensibilidade com a Terra, seu frio e calor, sua força, às vezes ameaçadoras; ás vezes encantadora. Sentir a Terra é sentir a chuva na pele, a brisa refrescante no rosto, o tufão avassalador em todo o corpo. Sentir a Terra é sentir a respiração até as entranhas, os odores que nos embriagam ou nos enfastiam. Sentir a Terra é sentir seus nichos ecológicos, captar o espírito de cada lugar, inserir-se num determinado local, onde se habita. Habitando, nós fazemos de certa maneira prisioneiros de um lugar, de uma geografia, de um tipo de clima, de regime de chuvas e ventos, de uma maneira de morar trabalhar ou fazer história. Ser Terra é ser concreto, concretismo. Configura o nosso limite. Mas também significa nossa base firme, nosso ponto de contemplação do todo, nossa plataforma para poder alcançar vôo para além desta paisagem e deste pedaço de Terra.”

BOFF, Leonardo. Saber cuidar, ética do humano, compaixão pela Terra. Vozes. São Paulo, 1999.

TEXTO NIZAN GUANAES

“Dizem que conselho só se dá a quem pede. E, se vocês me convidaram para paraninfo, estou tentado a acreditar que tenho sua licença para dar alguns. Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja, aqui vão alguns, que julgo valiosos. Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo o coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como consequência. Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser um grande bandido, nem um grande canalha. Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro. E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham porque são incapazes de sonhar. E tudo que fica pronto na vida foi construído antes, na alma.  A propósito disso, lembro-me de uma passagem extraordinária, que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse:- Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo. E ela responde:- Eu também não, meu filho. Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar em realizar tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna. Meu segundo conselho: pense no seu País. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si.  Afinal é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem como bichos, e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega a viver como homens. Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguaçu. Que era ficção, mas hoje é realidade, na pessoa  de Geraldo Bulhões, Denilma e Rosângela, sua concubina.  Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É Exatamente isso que está escrito na carta  de Laudiceia: seja quente, ou seja, frio, não seja morno que eu te vomito. É preferível o erro à omissão. O fracasso, ao tédio. O escândalo, ao vazio. Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso. Colabore com seu biógrafo. Faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido.  Tendo consciência de que, cada homem foi feito para fazer história. Que todo  homem é um milagre e traz em si uma revolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro. Você foi criado, para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, e caminhar sempre, com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra. Não use Rider, não dê férias a seus pés. Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: “eu não disse!”;, “eu sabia!” Toda família tem um tio batalhador e bem de vida. E, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele faria, se fizesse alguma coisa. Chega dos poetas não publicados! Empresários de mesa de bar. Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar.  Porque não sabem trabalhar.  Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12, de 12 às 8 e mais se for preciso. Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio, que é a morada do demônio, e constrói prodígios.  O Brasil, este país de malandros e espertos, dá vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses. Porque aqueles trouxas japoneses que trabalham de sol a sol construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta. Enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho. Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão. “E isso se chama sucesso.” Seja sempre você mesmo, mas não seja sempre o mesmo.

Palavras do Pessoa

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crises.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um não.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo.