Relatório de ativistas ambientais mortos em Honduras  

Um relatório da Global Witness expõe um número crescente de ativistas ambientais mortos, com particular incidência sobre as comunidades indígenas em Honduras.

  Por Global Witness

O novo relatório destaca o caso de Honduras, o país mais perigoso para os defensores do meio ambiente.

Os assassinatos de ativistas ambientais e terras que tiveram lugar em 2014 atingiu uma média de mais de dois por semana, um aumento de 20% em relação a 2013, de acordo com um novo relatório da Global Witness. Um número que representa quase o dobro do número de jornalistas mortos durante o mesmo periodoi: Em “Quantos mais» 116 mortes conhecidas no ano passado ocorreu em todo o mundo estão documentados. Graves constrangimentos de informação implica que não, sem dúvida, o número real é maior.

Quase três quartos dessas mortes ocorreram na América Central e do Sul, enquanto o Sudeste da Ásia foi a segunda região mais afetada. Honduras foi o mais per capita perigoso para os ativistas ambientais e país terra. A taxa alarmante de 40% dessas vítimas eram indígenas e as principais causas de morte foram a indústria de energia hidrelétrica, mineração e agronegócio.

Em “Quantos mais?” Tendências de estupro e de intimidação que ocorrem em países onde a perseguição sistemática dos defensores da terra e do meio ambiente é acompanhado por tentativas de criminalizar protestos analisados, liberdades e limite enfraquecer as leis de proteção ambiental. Além disso, tem havido uma tendência alarmante que alguns governos têm usado a legislação anti-terrorismo contra ativistas, descrevendo-os como “inimigos do Estado”.

Global Witness apela aos governos e à comunidade internacional para monitorar, investigar e punir esses crimes e Honduras para tratar esses abusos em seu próximo exame da situação dos direitos humanos no Conselho de Direitos Humanos da ONU.

“Tanto em Honduras e no resto do mundo, há ambientalistas que estão mortos a tiro em pleno dia, raptados, ameaçados ou tentaram para o terrorismo por causa de sua oposição ao que é chamado de” em desenvolvimento “, disse ele Billy Kyte, da Global Witness. “Os reais autores destes crimes, uma poderosa teia de interesses empresariais e governamentais, gozar de impunidade total. Imediatamente para proteger os cidadãos e levar os responsáveis ​​à justiça ação é necessária “, acrescentou.

Em Honduras houve 111 assassinatos entre 2002 e 2014. O caso do ativista indígena Berta Cáceres, vencedor do Prêmio Goldman Environmental 2015ii, é particularmente representativo da perseguição sistemática dos hondurenhos defensores enfrentam.

“Eu continuo. Eu ameaçar matar-me, para me sequestrar. Eles ameaçam minha família. Isto é o que enfrentamos “, disse Cáceres. Desde 2013 eles mataram três de seus companheiros de equipe para resistir à barragem hidroeléctrica Agua Zarca no rio Gualcarque que poderia interromper uma fonte vital de água para centenas de membros do povo Lenca.

 Principais conclusões do relatório “Quantos mais?” são as seguintes:

  • Em 2014, pelo menos 116 defensores do meio ambiente ea terra foram mortos: a maioria no Brasil (29), Colômbia (25), Filipinas (15) e Honduras (12).
  • De todas as vítimas, 47 eram membros de um grupo indígena, que representa 40% do total.
  • Em 2014, os números de assassinatos relacionados aos projetos hidrelétricos dispararam enquanto as disputas de terra foram o pano de fundo para a maioria das mortes.
  • Há pouca informação disponível ao público para confirmar que os suspeitos, mas a partir dos casos bem documentados, encontramos dez ligados a grupos paramilitares, oito policiais, cinco guardas de segurança privada e três com o exército.

A crise que está por trás dessas mortes não têm a atenção do público que merece por duas razões: ele não tem a supervisão suficiente e que muitos defensores que vivem em comunidades remotas e pobres com acesso limitado à comunicação e mídia de acesso. Dados limitados sobre assassinatos de que estão disponíveis em grande parte da África e áreas como a China, a Ásia Central e o Médio Oriente pode ser devido a supervisão reduzida pela sociedade civil e da supressão dos meios de comunicação e outros canais de informação.

Apenas quando o mundo se concentra a sua atenção nas negociações sobre o clima mais importante dos últimos anos (a conferência da ONU sobre o clima a ser realizada em Paris para tentar chegar a um acordo global sobre as emissões de carbono), o relatório « Quantos mais? “destacou um paradoxo sério de cimeiras sobre o clima: que as pessoas que estão na vanguarda da luta para proteger o nosso ambiente estão morrendo mortos.

“Os defensores do ambiente estão lutando para a proteção do clima contra um número crescente de adversidade”, disse Billy Kyte, acrescentando: “Agora, mais do que nunca devemos responsabilizar os governos e as empresas sobre o aumento do número de mortes nas extremidades luta ambiental. O segredo em torno do qual os acordos são negociados recursos naturais alimentam a violência que deve ser interrompido. A hora de a comunidade internacional a reagir e intervir “chegou.

Leia o relatório aqui:  ?Quantos mas

Pesquisa geoquímica aprimora modelos climáticos

Por José Tadeu Arantes-Agência FAPESP

Qual o impacto das oscilações naturais de longa e média durações na configuração climática? Como evoluiu, nos últimos 50 mil anos, aquela que é atualmente a maior floresta do mundo? Em que medida os dados do passado validam as projeções para o futuro?

Perguntas como essas compuseram o pano de fundo do projeto de pesquisa “Variabilidade do sistema de monção da América do Sul dos últimos três milênios integrando registros lacustres, espeleotemas e marinhos”, coordenado por Francisco William da Cruz Junior, do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (IG-USP), e por Renato Campello Cordeiro, do Instituto de Química da Universidade Federal Fluminense (IQ-UFF). O projeto foi apoiado por acordo de cooperação entre a FAPESP e a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

A pesquisa fez reconstituições do clima e do ambiente de milhares de anos atrás, no território que hoje é o Brasil, investigando o fundo de lagos e cavernas. Segundo Cruz, da USP, esse tipo de pesquisa, que investiga o chamado “paleoclima”, poderá ajudar os climatologistas atuais. “Hoje em dia, são bem conhecidos os ciclos de alta frequência, como os do El Niño e La Niña, que se repetem em intervalos de dois a sete anos. Mas existem ciclos naturais mais longos, que duram várias décadas, séculos ou até mesmo milênios, e há uma limitação estatística para detectá-los, pois nossas séries temporais não são extensas o suficiente, uma vez que dependem da idade das estações de coleta”, disse.

Conforme os autores, a pesquisa abrangeu um intervalo de tempo muito maior do que os 3 mil anos referidos no título do projeto. O trabalho realizado por Cruz foi analisar amostras de cavernas (espeleotemas), mais especificamente de estalagmites, que foram datadas pelo método de decaimento radioativo do urânio para o tório e depois submetidas a análises geoquímicas. Já a pesquisa de Cordeiro utilizou perfis sedimentares lacustres – o lodo parcialmente endurecido dos fundos dos lagos – e fez a datação das diversas seções dessas colunas mediante o método do carbono 14.

Uma das constatações foi a de que a Floresta Amazônica adquiriu a exuberância que a caracteriza hoje em época extremamente recente, nos últimos 4 mil anos.

Amostras de cavernas

No caso dos espeleotemas, como se trata de material inorgânico – carbonatos infiltrados pelas águas das chuvas e depositados nas cavernas –, não pôde ser aplicada a técnica mais conhecida do carbono 14, que é efetiva apenas para amostras orgânicas.

 “Medindo-se as concentrações de urânio e de tório, por meio do espectrômetro de massa, é possível estimar, pela relação entre os dois valores, a idade da amostra, com uma margem de erro de apenas 1%”, disse Cruz.

Uma vez datadas, as amostras foram submetidas a análises geoquímicas. A composição química de cada secção do material correlaciona-se com as condições ambientais prevalentes no período de formação da camada.

 “É difícil traduzir composição química em milímetros de chuva por ano. Mas é possível detectar oscilações de precipitações, caracterizando períodos mais ou menos chuvosos, e, com base nisso, construir um mapa de distribuição de chuvas em escala continental”, detalhou Cruz.

Segundo o cientista, o indicador mais seguro, no caso de suas amostras, é a razão dos diferentes isótopos do oxigênio – como a razão entre o oxigênio 18, que é raro, e o oxigênio 16, o mais abundante. Essa relação possibilitou determinar, inclusive, a procedência das precipitações, se foram geradas pela umidade proveniente da Amazônia ou do Atlântico, por exemplo.

Sedimentos de lagos

 “O estudo do paleoclima me fez rever alguns conceitos da Ecologia”, lembrou Cordeiro. “A Ecologia opera com a ideia de clímax, de que o ecossistema atinge um apogeu de complexidade, a partir do qual começa a declinar. No entanto, a ciência paleoclimática mostra que os sistemas mudam em estrutura e funcionamento em função do clima, estando sempre em equilíbrio com as mudanças climáticas.”

 “Os sistemas florestais amazônicos, tais como os conhecemos hoje em relação às suas biomassas, são um produto da relativa estabilidade climática dos últimos 4 mil anos. Nesse período, a biomassa aumentou de forma significativa e com crescente acumulação de carbono até os dias atuais, compondo hoje o mais importante bioma em estoques e captura de carbono da biosfera terrestre. Esse patrimônio encontra-se, agora, fortemente ameaçado pela ação humana”, disse o professor da UFF.

De acordo com Cordeiro, o nível dos lagos existentes na Amazônia apresentou um movimento descendente no período que vai de 50 mil a 18 mil anos atrás. E muitos lagos secaram entre 25 mil e 18 mil anos, em função da última era glacial, quando o regime hidrológico global diminuiu com a retenção de água nas geleiras.

Depois, entre 15 mil e 8 mil anos atrás, o clima voltou a ficar mais úmido. E, entre 8 mil e 4 mil anos, ocorreu novamente um período de diminuição da umidade, chamado de “fase seca do Holoceno Médio”.

 “Nessa fase, o clima foi extremamente variável, com épocas nas quais a floresta cresceu e outras em que sofreu intensos distúrbios, com a ocorrência de muitos incêndios. A partir de 4 mil anos – com períodos secos intercalados menos intensos que o do Holoceno Médio –, o clima tornou-se consistentemente mais úmido. Em especial nos últimos 400 anos, a floresta registrou um aumento expressivo em sua biomassa. Nas amostras mais recentes, percebemos o impacto da presença humana pelo grande aumento de partículas carbonizadas”, disse Cordeiro à Agência FAPESP.

 “A taxa de sedimentação varia de lago para lago. Uma coluna de 1 metro pode ter até 40 mil anos em um caso e apenas 100 anos em outro. Se a taxa de sedimentação for elevada, a amostra apresentará alta resolução temporal. Por outro lado, se a taxa de sedimentação for baixa, um mesmo comprimento de coluna, embora com menor resolução, possibilitará mergulhar muito mais profundamente no passado. Temos registros da Lagoa da Pata, que fica na Amazônia, perto da linha do Equador, quase na fronteira com a Venezuela, nos quais uma coluna de 1,20 metro nos permitiu recuar até 50 mil anos”, disse.

O cálculo da taxa de sedimentação é simples, ao menos do ponto de vista conceitual. Basta dividir a distância entre duas seções da coluna pelo intervalo de tempo compreendido entre suas respectivas idades, estimadas por meio do carbono 14. O quociente é expresso em centímetros por ano.

Mas o objetivo da pesquisa, que continua a ser desenvolvida por Cordeiro após o fim do projeto FAPESP-Faperj, é bem mais ambicioso. Consiste em colher a coluna de sedimentos, datar as diferentes seções e investigar, em cada seção, indicadores correlacionados com as condições ambientais. “Cada coluna demanda cerca de dois anos de trabalho”, comentou.

O conjunto dos indicadores engloba a granulometria (o tamanho dos grãos encontrados informa sobre a hidrodinâmica do meio), a geoquímica inorgânica (a partir da composição mineral é possível determinar as fontes dos sedimentos) e a geoquímica orgânica (por exemplo, se a vegetação existente em torno do lago no período considerado era de tipo florestal ou de gramínea), entre outros fatores.

 “Trabalhamos em cooperação com pesquisadores que estudam a composição dos grãos de pólen depositados nos sedimentos. Se há pólens de vegetação arbórea, isso informa que o clima era mais úmido naquela época. Ao passo que pólens de gramíneas e outros vegetais adaptados a condições de estresse hídrico indicam um clima mais seco. E pólens de espécies cultivadas sinalizam a intervenção humana”, explicou Cordeiro.

Outro indicador bastante utilizado pelo pesquisador é a quantificação de partículas carbonizadas. São indícios de momentos nos quais a floresta sofreu distúrbios relacionados com a ocorrência de climas mais secos ou com a intervenção humana. “Cruzando dados geoquímicos com os dados de pólens, é possível interpretar se as queimadas foram eventos espontâneos ou resultados da ação humana”, acrescentou.

O passado desvendando o futuro

Tanto no caso dos espeleotemas de Cruz como dos perfis lacustres de Cordeiro, é a integração de uma grande massa de dados que possibilita construir cenários sobre o clima do passado. E, com base nisso, fornecer aportes valiosos para os modelos atuais.

 “Nossa expectativa é determinar padrões naturais, para que aqueles que trabalham com modelos possam diferenciar tais ocorrências daquelas causadas por fatores antrópicos e entender o acoplamento de uma coisa com a outra”, resumiu Cruz.

 “Começamos estudando os efeitos de fenômenos de longa duração, como os Ciclos de Milankovich, já bem descritos na literatura, que resultam de diferentes processos astronômicos [como a variação da distância Terra-Sol causada pelas interações gravitacionais da Terra com outros planetas e o Sol, gerando ciclos de precessão de 23 mil e 19 mil anos ]”, afirmou o pesquisador.

 “Depois, transitamos para ciclos de variação climática mais curtos, de poucos milhares de anos, de séculos e de décadas, como a Oscilação Multidecadal do Atlântico [Atlantic Multidecadal Oscillation ou AMO], gerada por mudanças na circulação oceânica. O desafio é chegar a ciclos cada vez mais curtos, com alta recorrência na atualidade”, continuou.

 “Em uma série temporal muito curta, a atual seca que aflige a região Sudeste do país tende a ser considerada um evento singular. Mas, com a incorporação de dados paleoclimáticos e a composição de séries mais longas, talvez possam ser detectados outros períodos de seca severa há centenas de anos. E, a partir disso, estimar o quanto a intervenção humana está magnificando os eventuais ciclos naturais.”

Os dados fornecidos pelo estudo do paleoclima podem contribuir não apenas para o aprimoramento dos modelos climáticos, mas também para a gestão ambiental. Isso fica claro, por exemplo, em uma linha de pesquisa desenvolvida atualmente por Cordeiro na Amazônia, que investiga a correlação entre as variações climáticas e a acumulação de carbono nos lagos de várzea.

 “Hoje, sabemos razoavelmente bem quanto carbono há na floresta em pé e quanto carbono existe nos solos. Foram publicados também, por colegas, dois trabalhos importantes sobre o transporte de carbono pelos rios amazônicos rumo ao mar. Mas ainda temos poucos estudos sobre a acumulação de carbono nos lagos de várzea”, disse.

 “Dos 6 milhões de quilômetros quadrados da Amazônia, cerca de 800 mil quilômetros quadrados correspondem a áreas inundáveis: é razoável supor que a acumulação de carbono nas várzeas constitua um fator muito importante em relação à dinâmica na biosfera desse elemento fundamental para o equilíbrio climático do planeta”, disse Cordeiro.

Estimar o montante dessa reserva torna-se especialmente urgente diante da perspectiva de construção de um numeroso conjunto de barragens na Amazônia.

 “O impacto poderá ser muito grande, pois as barragens, caso sejam concretizadas, mudarão fortemente o regime hidrológico, praticamente extinguindo os sistemas de várzeas, que no conjunto atuam como importante compartimento acumulador de carbono”, alertou Cordeiro.

Dor entre os brasileiros

Por Ana Marina Martins de Lima/Ambientedomeio

Este é o momento certo para empresários demonstrarem que suas empresas praticam a responsabilidade social. Nós que trabalhamos com comunicação e possuímos o conhecimento da Gestão Ambiental sabemos que para conseguir a certificação seja ela de qualidade ou ambiental é necessário à comprovação documentos e a verificação de algumas atividades. Durante anos são promovidos eventos para debates e apresentações de questões ambientais como, por exemplo: o descarte correto de resíduos, a boa gestão, a responsabilidade social, a responsabilidade ambiental e a comunicação empresarial. Fica aqui uma sugestão para que as Empresas auxiliem nosso Governo Federal para um grande movimento de solidariedade. Sabemos que muitas doenças são ocasionadas após tragédias como esta que vivemos nestes pais, por exemplo, já é de conhecimento o aumento dos casos de dengue nos pais, mas além destas teremos pela frente as verminoses, a leptospirose e meningites; dentre outras além de problemas psicológicos como a depressão e traumas difíceis de serem tratados por causa da má qualidade de alguns de nossos serviços de saúde pública e privada.  Para prevenção das doenças em um primeiro momento é que sejam doadas botas para a população de voluntários que auxiliam na busca de sobreviventes e corpos, além da água, alimentos, roupas e cobertores. Necessita-se também de uma grande força dos trabalhadores da saúde, médico, laboratoristas, peritos. Na área da justiça a que se fazer uma apuração correta dos fatos para que em casos nos quais não só houve um reflexo da natureza, mas um descaso político.

Finalizando em um momento deixo a sugestão para que hoje as 22hs façamos uma corrente de orações por aqueles que necessitam de conforto espiritual e material.

Política Climática no Brasil

Falta coerência à política climática no Brasil, dizem ONGs

(36 organizações civis reunidas em Brasília querem colaborar para a regulamentação da Política Nacional sobre Mudança do Clima)

Por: Jaime Gemisisky

O governo vive uma profunda contradição em relação à política de clima no Brasil. Ao mesmo tempo em que anuncia metas de redução de emissões de gases de efeito estufa e de desmatamento, age para alterar o Código Florestal, projeta obras civis de grande impacto socioambiental na Amazônia e ainda deixa de fora a sociedade na hora de tomar as decisões principalmente sobre a matriz energética nacional. Essas foram algumas das principais críticas feitas pelas 36 ONGs que atuam na questão climática durante o seminário realizado ontem em Brasília pelo Observatório do Clima. O evento reuniu 200 participantes entre especialistas e membros do governo na tentativa de abrir espaço para que a sociedade civil possa participar do processo de regulamentação da lei que estabelece a Política Nacional sobre Mudança do Clima (12.187/09), sancionada no final do ano passado. A promessa do governo era a de que a regulamentação se daria por meio de grupos de trabalho até o final de março deste ano, o que não ocorreu até agora. Para contribuir, o Observatório do Clima prepara um documento com sugestões ao governo a ser colocado em consulta pública nas próximas semanas. De acordo com o coordenador do Observatório do Clima, André Ferretti, as discussões públicas sobre a implementação da lei estão atropeladas pela corrida eleitoral. ‘’Não se pode comprometer a qualidade do plano de ação climática do país – que orientará o futuro desenvolvimento econômico nacional – pelos interesses eleitorais imediatos’’, afirmou. Continuar lendo “Política Climática no Brasil”

Produção Mais Limpa 2010

 Empregos verdes, redução de gases estufa e a situação de São Paulo são os focos centrais da P+L 2010

 Na 9ª Conferência de Produção Mais Limpa e Mudanças Climáticas da Cidade de São Paulo evento que ocorre anualmente desde 2001 será discutida a “Economia Verde frente às mudanças climáticas”. O tema, bastante atual, e os novos parceiros possibilitarão discussões muito interessantes e proveitosas para quem busca alternativas sustentáveis de produção. Este ano, ela será realizada no dia 12 de maio, das 8h às 17h, no Memorial da América Latina. Nas palestras serão abordados assuntos como relação entre economia e meio ambiente, redução de gases do efeito estufa, empregos verdes e a situação da cidade de São Paulo dentro desse panorama. Um exemplo dessa realidade é o trabalho desenvolvido pela ONG – Oxigênio Desenvolvimento de Políticas Públicas e Sociais que criou o Centro de Recondicionamento de Computadores (CRC), que transforma equipamentos obsoletos ou sem uso em máquinas recondicionadas. Com elas, a ONG promove ações de inclusão digital em telecentros e escolas.“Na Conferência será realizada a Campanha Atitude Sustentável que arrecadará computadores, CPUs, teclados, mouses, notebooks e acessórios de informática. Recomendo que as pessoas participem da Campanha levando esse tipo de materiais para serem recondicionados e depois devolvidos à sociedade por meio dos programas de inclusão digital”, comenta Gilberto Natalini, o idealizador do evento.

A grande preocupação dos organizadores é realizar a promoção de ações que incentivem o respeito ao meio ambiente e possibilitem à sociedade discutir e implantar políticas públicas inteligentes; no final de cada edição é redigida uma Carta de Compromisso, a qual contém propostas a serem colocadas em prática na metrópole.

Neutralização
Em 2006 foi inserida a prática da neutralização do evento realizada por dois parceiros, a PricewaterhouseCoopers Advisory e a Secretaria do Verde e Meio Ambiente. 86 árvores foram plantas na cidade de São Paulo, no Parque Severo Gomes, nos arredores da Represa Guarapiranga e na Subprefeitura da Lapa. A execução do inventariado de gases de efeito estufa emitidos pelas
atividades e processos das Conferências, ocorre a partir da elaboração de metodologia específica, do levantamento de dados antes, durante e depois do evento. A quantificação em Carbono equivalente as emissões do evento, a geração de relatório de inventariado de emissões, a quantificação do número de mudas a serem plantadas, a especificação, fornecimento das mudas e estudo dos locais adequados para plantio.

Inscrições: http://www.anggulo.com.br/hotsite_pl/default.htm

Cartilha sobre Mudanças Climáticas

 Por: Jaime Gesisky/ IPAM

A Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB) acaba de lançar a cartilha Mudanças Climáticas e Povos Indígenas. Escrita e ilustrada por vinte e um jovens indígenas da região amazônica, a cartilha será usada para promover o debate sobre o tema nas aldeias. A cartilha aborda aspectos técnicos, científicos e de direitos indígenas. O trabalho foi conduzido pelo Instituto de Pesquisa da Amazônia (IPAM) como parte das atividades do Centro Amazônico de Formação Indígena (CAFI) e apoio da organização The Nature Conservancy (TNC). A versão eletrônica da cartilha está disponível para download no http://www.ipam.org.br/biblioteca/livro/Cartilha-Mudancas-Climaticas-e-Povos-Indigenas/508 

A cartilha foi criada para suprir a carência de materiais educativos sobre temas como mudanças climáticas e REDD (Reduções de Emissões por Desmatamento e Degradação) voltados exclusivamente para as comunidades indígenas. A publicação servirá para multiplicar o conhecimento nas aldeias em capacitações realizadas com organizações indígenas pelos alunos do CAFI. A intenção é que os povos indígenas estejam informados e possam participar de modo qualificado das discussões e debates em âmbito mundial.

Entender e desenvolver uma relação com a complexidade do tema das mudanças climáticas tornou-se uma questão fundamental para os povos indígenas, considerando os impactos diretos que esse fenômeno tem na vida das aldeias – seja na produção de alimentos ou na manutenção dos ritos culturais. “Nós que vivemos nas comunidades, percebemos que as coisas já estão diferentes. Já não existe tanto alimento quanto antes”, afirma Maria Baré, da comunidade Taperera, no Amazonas e que participou da elaboração da cartilha.

Sobre o CAFI: O Centro Amazônico de Formação Indígena (CAFI) é uma iniciativa da COIAB, desenvolvida em parceria com a TNC. O objetivo do centro é capacitar jovens lideranças indígenas da região amazônica. Durante o curso, jovens escolhidos pelas próprias comunidades e organizações indígenas recebem treinamento intensivo em temas como políticas públicas e gestão ambiental. Desde sua criação, em 2006, o CAFI já formou 83 jovens indígenas.

O impacto do clima sobre moradia e enchentes

 

  “Água, Clima e Cidade”: O impacto do clima sobre moradia e enchentes

Nesta quinta- feira, dia 08 de abril, das 18h30 às 21h, no Auditório Prestes Maia da Câmara Municipal de São Paulo, contamos com a presença de todos para discutir as condições da cidade de São Paulo no enfrentamento de impactos associados a eventos climáticos, especialmente enchentes, no que diz respeito à habitação, mobilidade e gestão de recursos hídricos.

Nestes últimos meses a cidade São Paulo enfrentou um regime de chuvas diferenciado dos últimos anos. Mesmo que associados a variabilidades climáticas, os impactos apontam a necessidade de se rever formas e planos de uso e ocupação do território metropolitano. Os relatórios científicos sobre mudanças climáticas apontam para o que chamamos de eventos extremos, ou seja, a mudança climática exacerba a variabilidade climática, com ocorrências de situações climáticas nunca vistas.

Ainda não é possível afirmar que o vivido no final do ano passado e início deste ano sejam provocados pelas mudanças climáticas, mas é fundamental discutirmos”, afirma o cientista Carlos Nobre.

Atualmente o Brasil aparece como o quinto país mais populoso do mundo, ficando atrás da China, Índia, Estados Unidos e Indonésia. A maior parte de nossa população está nos centros urbanos, mais de 80%. As consequências mais devastadoras dos fenômenos ambientais extremos ocorrem nos centros urbanos, demonstrando a grande vulnerabilidade social a que estamos submetidos.

Será necessário um grande processo de adaptação, ou seja, prepararmos a infraestrutura de nossas cidades e as políticas de nossa sociedade para lidar com as consequências de novas dinâmicas climáticas. Deste modo, precisamos agilizar este processo político que necessita de instrumentos como: um novo olhar para o zoneamento territorial, um código de obras adequado, uma defesa civil que responda os desafios enfrentados e a eficiência na conservação e no uso da água.

Por tudo isso, o Vitae Civilis e o GT de Meio Ambiente do Movimento Nossa São Paulo entendem como urgentes a busca e o acúmulo de conhecimento nos fatos apresentados aqui.

 Com este evento, esperamos os seguintes resultados:

·       Fortalecimento/ampliação das redes sociais ligadas ao tema.

·       Identificação de potenciais atividades/grupos.

·       Calendário de encontros para discussão/atualização coletiva no tema.

·       Estabelecimento de juízo e conhecimento na temática de mudanças climáticas nos centros urbanos.

REDE: Forúm Amazônia Sustentável – Acordo Climático

Sociedade civil quer ser ouvida sobre mecanismo de REDD para novo acordo climático

 (Carta de Princípios sobre REDD será entregue nesta terça em Brasília. Documento é assinado por 168 entidades do Fórum Amazônia Sustentável)

Belém – 4/8/09 – O Fórum Amazônia Sustentável entrega nesta terça-feira (4/8) aos ministérios da Ciência e Tecnologia, das Relações Exteriores e do Meio Ambiente um documento com sugestões do que a sociedade civil espera do governo tanto internamente quanto nas negociações internacionais que envolvem o mecanismo de REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação) para o novo acordo climático a ser definido em Copenhague (COP 15). A Carta de Princípios para REDD traz sugestões para que o Brasil defenda posições que representem os anseios da sociedade civil no âmbito do acordo que deverá vigorar pós-2012.  O Fórum é formado 168 organizações civis e empresas de todo o país. A carta está no site   www.forumamazoniasustentavel.org.br

O REDD é um mecanismo que pode ajudar a conter o desmatamento e a degradação florestal, duas das principais fontes de emissões de gases do efeito estufa (GEE) no país. Apenas o desmatamento representa quase a metade das emissões nacionais e contribui para uma emissão per capita de GEE muito alta (estimada entre 12 e 13 toneladas de CO2), superior a países industrializados europeus (em média 10 toneladas de CO2). Continuar lendo “REDE: Forúm Amazônia Sustentável – Acordo Climático”

Rede de Atitude: DEGELO NOS POLOS

A UMAPAZ (Universidade Aberta do Meio Ambiente e Cultura de Paz) promove no dia 16 de julho, das 19h às 22h, uma mesa redonda com o objetivo de conscientizar sobre o aquecimento global e as consequencias do derretimento das geleiras para o nosso planeta. A participação é gratuita, aberta aos interessados.

O evento contará com a participação de Laura Valente de Macedo, diretora regional do ICLEI (Conselho Internacional para Iniciativas Ambientais Locais), Homero Luis Santos, vice-presidente do Conselho Deliberativo do NEF – Núcleo de Estudos do Futuro e Cyro Leão, psicólogo e representante do Xamanismo na URI – Iniciativas das Religiões Unidas e conselheiro no ConPaz – Conselho Parlamentar para uma Cultura de Paz, da ALESP. Continuar lendo “Rede de Atitude: DEGELO NOS POLOS”

Plantio Estadual de Arvores

A Direção da ong Brasil Eco Planetário está articulando núcleos de pessoas em todos os municípios paulistas para a realização do projeto: Plantio Estadual de Árvores. Será no dia 20 de setembro, as 11h00, em comemoração ao dia da árvore, 21/09. Uma ação simultânea e descentralizada. Um gesto de solidariedade, pois é a natureza que sustenta a vida.Cada núcleo definirá quantas mudas de árvores poderá plantar, providenciará as mudas e o local do plantio.Uma carta aberta já foi encaminhada a todas as prefeituras e câmaras municipais paulistas. 21 prefeituras já responderam afirmativamente, assim como 10 câmaras municipais. Dois vereadores fizeram moção de apoio ao projeto e enviaram cópias para a direção da ong. O projeto,no Município de São Paulo, conta com o apoio da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, que providenciará mudas para quem participar do evento. 9 Instituições educacionais, na capital, já estão engajadas. Além disso, a direção da ong está organizando uma equipe de coordenação com 645 pessoas: cada pessoa coordenará um Município, utilizando emails, telefonemas e fax. É preciso garantir a participação de pessoas em todos os Municípios para que o projeto seja um sucesso e alcance os seus objetivos. Alem de convidar você a plantar árvores no dia 20 de setembro, as 11h00, a direção da ong quer contar com seu apoio na equipe de coordenação. Favor entrar no site: www.brasilecoplanetario.org.br link: campanha. E contatar: helioamorim@uol.com.br tel: 11 99701819 ; 11 31584671.

Minc leva ao Conama proposta para antecipar para 2012 adoção do diesel S-10

 

Texto original do: http://www.mma.gov.br/

 

10/09/2008

 

Lucia Leão

 

O ministro Carlos Minc apresentou ao Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) proposta de resolução que antecipa para 2012 a adoção do diesel S-10 no abastecimento da frota de veículos pesados (ônibus e caminhões) em circulação no Brasil. No pronunciamento que fez nesta quarta-feira (10) na abertura da 91ª Reunião do Conselho, Minc pediu pressa na apreciação da matéria pelas câmaras técnicas e solicitou a convocação de uma reunião extraordinária para submetê-la ao plenário em outubro.

Pelo cronograma em vigor, as indústrias automobilísticas e de combustíveis têm até 2016 para se adaptarem às novas normas técnicas, disponibilizando no mercado brasileiro diesel e motores nos padrões que já são adotados na Europa, onde os veículos movidos a diesel emitem uma quantidade de enxofre até 200 vezes menor do que é lançado pelos ônibus e caminhões brasileiros.

“Os europeus podem ter mais tecnologia, mas nossos pulmões são iguais aos deles. A qualidade atual do nosso diesel é inaceitável. O diesel usado nas nossas regiões metropolitanas é o S-500. No interior, o S-2000, o que quer dizer que os veículos emitem uma fumaça com duas mil partes de enxofre em cada milhão de partículas. Em bom português, isso é veneno”, afirmou Minc.

Minc reafirmou aos conselheiros que essa antecipação é a única proposta que o MMA apresentará de alteração no cronograma de mudança das normas técnicas do diesel. Assim, o Ibama só licenciará, a partir do início de 2009, os veículos que saírem de fábrica adaptados para utilizar o combustível do tipo S-50 (cinqüenta partículas de enxofre por milhão). Qualquer mudança nesse cronograma deverá ser autorizado pela Justiça que, por meio do Ministério Público, pode fechar um termo de ajustamento de conduta e dar à indústria petrolífera e às montadoras mais prazo para se adaptarem às exigências. Neste caso devem ser exigidas compensações capazes de mitigar os prejuízos inevitáveis à saúde humana e ao meio ambiente.

ASCOM