Parecer do Ibama sobre Hidreelétrica de Belo Monte
Se aprovado o Projeto mais uma vez iremos perder o pouco da Biodiversidade que ainda nos resta.
Fonte: Flávia Vilela – Agencia Brasil
Rio de Janeiro – O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, informou há pouco que às 16h vai anunciar o parecer do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para a licença ambiental para a instalação da Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará. “Com certeza esta será a licença que terá o maior número de exigências da história. A empresa terá que gastar cerca de R$ 1, 5 bilhão em projetos de mitigação [ações para conter danos ao meio ambiente].” As declarações foram feitas durante um evento no Instituto Estadual do Meio Ambiente do Rio de Janeiro.
São Paulo: vetada lei sobre substituição de frota menos poluente
Movimento Nossa São Paulo
Kassab veta lei que visava substituir frota de ônibus da cidade por veículos menos poluentes Prefeitura argumenta que texto é inconstitucional e que a Política de Mudança do Clima prevê a redução gradual do uso de combustíveis fósseis nos ônibus até 2018 O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, vetou o projeto de lei que obrigaria os veículos de propriedade do município ou que prestam serviços públicos à população, incluindo a frota de 15 mil ônibus da cidade, a utilizarem combustíveis menos poluentes do que o diesel e a gasolina. Como alternativa para reduzir a poluição, a proposta relacionava o gás natural, o etanol, o biodiesel e a eletricidade. O projeto de lei (PL 440/07), que havia sido aprovado pela Câmara de Vereadores no dia 10 de dezembro, previa que os poderes Executivo e Legislativo teriam um ano para elaborar um cronograma detalhado para a substituição ou adaptação dos veículos. No caso específico dos ônibus e micro-ônibus que fazem o transporte público de passageiros na capital paulista, a exigência de adaptação à nova lei seria feita na renovação dos contratos de concessão dos serviços. Para estimular a mudança, a administração municipal deveria ainda oferecer isenções fiscais e tributárias às empresas e cooperativas que operam o sistema. Entre as razões para o veto, que foram publicadas no Diário Oficial do sábado (23/1), o prefeito afirma que o texto é inconstitucional, ilegal e contrário ao interesse público. De acordo com Kassab, o projeto de autoria do vereador Senival Moura (PT) trata de matérias de competência exclusiva do Executivo, entre as quais a concessão de incentivos fiscais às empresas que atuam no transporte coletivo. Ou seja, somente a prefeitura poderia ter a iniciativa de propor a lei. Outro argumento de Kassab é que a legislação em vigor e as ações em andamento já contemplam as preocupações contidas no projeto de lei vetado. Como exemplo, o prefeito cita a Lei 14.933, de 5 de junho de 2009, que instituiu a Política de Mudança do Clima no Município de São Paulo. O artigo 50º da mencionada lei prevê, a partir de 2009, a redução progressiva do uso de combustíveis fósseis pelos ônibus do sistema de transporte público da cidade em, pelo menos, 10% ao ano, até atingir 100% da frota, em 2018. O prefeito informa ainda que, atualmente, a maior parte dos veículos pertencentes ao município é dotada de motor bicombustível, que pode utilizar álcool ou gasolina. As razões do veto divulgadas pelo Executivo não convenceram o autor da proposta de lei, vereador Senival Moura (PT), que vê motivação política na decisão. “Acho que o prefeito vetou porque o projeto foi apresentado por um vereador da oposição”, criticou. Questionado sobre o fato de o Diário Oficial ter publicado no mesmo dia (23/1), o veto total de Kassab a outros 10 projetos, oito dos quais de autoria de vereadores que compõem a base do prefeito na Câmara, o parlamentar petista rebateu: “Tem que verificar o contexto de cada projeto, pois acredito que o meu era uma coisa importante para a cidade”. Senival Moura lembra que a proposta de substituir o combustível utilizado pelos veículos de propriedade do município ou que prestam serviços públicos foi apresentada em 2007, “antes de a Prefeitura apresentar o seu projeto [sobre a lei de mudanças climáticas]”. Ele avalia que o grande problema da humanidade, atualmente, é a poluição. “Minha proposta, caso fosse sancionada pelo Executivo, iria contribui muito com o meio ambiente. Não tenho dúvida disso
Petrobras nega exploração de petróleo em reserva ambiental peruana
Brasília – A Petrobras negou no dia último dia 27 que esteja desenvolvendo, atualmente, qualquer operação no bloco 117, na fronteira entre o Peru, o Equador e a Comlômbia, conforme denunciou, no Fórum Social Mundial, o líder indígena peruano Henderson Hualinga, da Associação Interétnica de Desenvolvimento da Selva Peruana. Na ocasião, ele chegou a pedir a saída da Petrobras da área de exploração de petróleo, que fica em uma região de floresta, situada no Noroeste do Peru. O fórum se realiza até o próximo dia 29, em Porto Alegre. Por meio da assessoria de imprensa, a Petrobras respondeu que “a empresa, no momento, apenas realiza levantamentos aerogravimétricos, autorizados pelos órgãos competentes daquele país. Ou seja, a companhia somente faz sobrevoos na região do bloco, sem qualquer presença física em terra”. O líder indígena peruano afirmou que “os povos Quechua estão dizendo, bem claro, que não querem a Petrobras. Ali, é uma reserva natural e nós queremos nosso território são”. Segundo Hualinga, a estatal explora petróleo em uma área concedida pelo governo peruano sem consultar os povos indígenas que vivem na região. Ele também denunciou a perseguição de líderes indígenas da Amazônia peruana.
Fonte: Agencia Brasil/ Nielmar de Oliveira
Indicadores de Bem Estar do Município de São Paulo
Amanhã o Movimento Nossa São Paulo vai apresentar à população o IRBEM – Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município. O lançamento IRBEM apartir das 10h às 12h30, no Teatro Anchieta do Sesc Consolação. O evento contará com a presença de especialistas para comentar os temas abordados nas pesquisas.O conjunto de indicadores está sendo elaborado a partir da consulta realizada entre junho e outubro de 2009, da qual participaram cerca de 36 mil pessoas – mais de 12 mil pessoas com mais de 16 anos e mais de 23 mil crianças e adolescentes de 10 a 15 anos. A pesquisa on-line e na versão impressa tiveram resposta espontânea e não proporcional à distribuição da população por região. Por isso, os itens escolhidos na consulta pública como mais importantes para a qualidade de vida e o bem-estar estão sendo validados em nova pesquisa de satisfação com os paulistanos, desta vez em um recorte proporcional ao perfil e número de moradores por região. A pesquisa encomendada pelo Movimento para o Ibope também verifica a percepção dos paulistanos em relação aos serviços públicos, a prefeitura, a câmara e a confiança nas instituições. Os interessados em participar devem enviar e-mail para zuleica@isps.org.br.
Caça às baleias
ONG’s brasileiras pedem ação do Itamaraty contra caça às baleias
Colaboração: Instituto Aqualung
Por iniciativa do Sr. José Truda Palazzo, Jr , do Centro de Conservação Cetácea – Brasil, 31, divulgaram em 13 de janeiro uma Carta Aberta ao representante do Brasil junto à Comissão Internacional da Baleia (CIB), o diplomata Fábio Vaz Pitaluga, exigindo um posicionamento forte contra a continuidade da matança de baleias na Antártida, que apesar da moratória estabelecida pela Comissão em 1986 e da declaração de um Santuário Antártico de Baleias em 1994, está em franca escalada sob o pretexto de “captura científica”. Apesar da frequente condenação da maioria dos países da CIB, o Japão recusa-se a parar com a matança. O Brasil integra um pequeno grupo de negociação que tem se reunido há varios meses a portas fechadas e que em tese busca uma saída para acabar com a matança, mas informações obtidas pelos ambientalistas dão conta de que, frente à intransigência do Japão, a Comissão poderia aceitar a continuidade da caça antártica. Segundo José Truda Palazzo Jr, ex-Vice-comissário do Brasil à CIB e atual Presidente do Conselho Superior da Rede Marinho-Costeira e Hídrica do Brasil, “isso é um absurdo total”. Truda, que é o brasileiro com mais longa participação nas atividades da Comissão, afirmou que “aceitar os termos do Japão e legitimar a continuidade da caça na Antártida vai contra tudo o que o Brasil sempre defendeu na conservação dos cetáceos, em particular o direito dos países do hemisfério sul ao uso não-letal desse animais através do turismo de observação, que pode ser seriamente afetado pelo roubo de nossas baleias pela indústria baleeira japonesa. Precisamos por um fim a esse crime, e esperamos que nossos diplomatas mantenham a posição firme que fez do Brasil uma liderança positiva na CIB”. Truda também acrescentou que a atividade baleeira do Japão não atende nem a verdadeiros interesses científicos, e nem a nenhuma necessidade alimentar da população daquele país, mas sim ao interesse político da JFA, a agência de pesca japonesa, em manobrar subsídios da ordem de milhões de dólares que mantém as atividades baleeiras mesmo na ausência de um mercado interessado na carne.O “grupo secreto” de negociação da CIB no qual o Brasil participa deverá se reunir novamente no final de janeiro no Havaí para mais uma rodada de negociação com o Japão. Segue abaixo o texto da Carta Aberta das ONG’s ao Comissário do Brasil na CIB: Clique aqui e leia mais…