Editorial

Sobre o Ambiente do meio:

Criado em 2007 por uma necessidade de cooperar com os jornalistas e educadores bem como pessoas leigas em sua necessidade de encontrar informações sobre questões socioambientais.

Missão:

Informar com qualidade, visando a ação para um meio ambiente sustentável baseado na Cultura de Paz e compartilhar uma nova visão de meio ambiente, norteados pela simplicidade e objetividade com qualidade e respeito aos direitos autorais.

Conquista: 

Sem receber contribuições  financeiras ou cobranças por serviços prestados a sociedade desde sua primeira publicação este conteúdo tem sido base para trabalhos acadêmicos; novas pautas para outros meios; mudanças na política de qualidade de algumas empresas; documentos de governo e estruturação de documentos judiciais no âmbito do direito ambiental e socioambiental.

Ana Marina Martins de Lima
Foto: Lúcio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados

Sobre a autora e editora:   

  • Bióloga e Jornalista,  é Bacharel  e Licenciada  em Ciências Biológicas com enfoque em Melhoramento Genético de Plantas Medicinais (FACIS).  
  • Pós Graduação em Gestão Ambiental  (SENAC) e Gestão e Controle Ambiental em Serviços de Saúde ( UNIFESP).    
  • Comunicação de Risco (OPAS-OMS).

 

Palavras da Editora 

Ao Longo deste ano de 2017 houve muita oportunidade de crescimento profissional e pessoal.

Dando continuidade aos trabalhos voluntários por mim exercido junto aos Ministérios Públicos e Defensorias tive a oportunidade de conhecer pessoas que como eu são da sociedade civil e representam parte da parcela da população que saem das redes sociais, deixam suas famílias e lutam pelo direito de termos água de qualidade nossas necessidades básicas de beber e de banhar-se  bem como a necessidade de preservação deste bem comum junto a natureza, um direito que pode ser cerceado diante da cobrança por ele e de acesso negado a grande parte da população não só em nosso país mas no mundo; o direito ao alimento livre de contaminantes químicos e  uma assistência à saúde.

Em março de 2018 dois importantes eventos irão ocorrer no Brasil o Fórum Mundial da Água e o Fórum Alternativo da Água.  O Fórum Mundial é organizado e tem como integrantes multinacionais que se preocupam com a necessidadome de acesso deste produto necessário para manutenção econômica de seus sistemas já o Fórum Alternativo foi organizado pela população por meio de ONGS e movimentos sociais tendo seus objetivos políticos direcionado a necessidade de conscientizar a população para o direito ao bem comum da água potável e do saneamento básico para toda a sociedade.

Com relação a questão água junto ao Projeto Qualidade da Água e Conexão Água ocorreram várias discussões onde pontuaram-se as questões da proteção do recurso hídrico , a responsabilidade técnica  da qualidade da água servida a população e a atuação de atores públicos e privados neste sistema sendo importante a transparência de informações sobre a qualidade da água e a atuação dos setores públicos e privados nos fornecimento da água e o impacto do Licenciamento Ambiental. 

Não posso deixar de citar aqui a experiência junto ao Fórum Paulista de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos e Transgênicos no qual também conheci pessoas com diferentes realidades e necessidades, tendo acesso a informações sobre a forma negativa de operação da pulverização aérea, uma polemica cercada de diferentes atores como Sindicatos, Industrias fabricantes de agroquímicos e de aviões que a defendem mesmo diante de evidências de seus malefícios para sociedade quanto ao saúde e ao impacto direto sobre a contaminação dos mananciais e biodiversidade sendo estes impactos citados na literatura cientifica e visualizado e com a qualidade questionada como podemos evidenciar em noticiários sobre a atuação de órgãos como IBAMA e Polícia Federal na Operação Deriva.

Muito ainda há por fazer quanto aos impactos já sofridos pela população no Setor Saúde mesmo diante dos dados já apresentados em literatura e evidenciados ainda se faz necessário o cumprimento de programas que envolvem a estruturação de Laboratórios de Toxicologia e treinamento de médicos para diagnósticos e tratamentos de doenças decorrentes destes impactos.

Ainda engatinhamos quanto a monitorização dos impactos Biodiversidade, em nossa rotina evidenciamos que a atuação pontual nosso governo só será realizada após gerados mais resultados acadêmicos, contudo diante da política instalada de deixar-se de investir em ciência e a abertura para participação de empresas que fabricam produtos agroquímicos como financiadoras há possibilidade de conflitos de interesse nos resultados.

A Sustentabilidade Ecológica não pode ser vista somente no contexto ambiental como um tema distante da Economia Global, empresas devem realizar sua contribuição para minimizar o resultado que já temos das atividades que geram impacto negativo a exemplo do aquecimento do planeta, menor disponibilização de alimentos e água potável para população.

A implementação da Gestão Ambiental em uma empresa requer ética e uma visão sistêmica onde fatores socioambientais são considerados como base e fatores econômicos serão as consequências de uma valoração moral de seus colaboradores.

A degradação de um produto químico na natureza significa uma não detecção por alguns mecanismos de monitoramento e não necessariamente implica na segurança deste produto para biodiversidade e saúde humana, pois a degradação pode ser uma absorção do produto em elementos naturais não monitorados.

Se faz necessária uma atenção especial para o sigilo de informações e uso adequado da tecnologia para comunicação em redes sociais em se tratando de questões que colocam em risco a Vida.

Contato e sugestões de pauta : 

WhatsApp – (11)989338998      e-mail:- ambientedomeio@uol.com.br