×

Por: Antonio Cunha

O consumo de água tem crescido no último século a um ritmo mais de doze vezes superior ao da população mundial. Por esse motivo, a gestão sustentável, eficaz e eqüitativa de recursos hídricos cada vez mais escassos será o desafio-chave para os próximos cem anos

No ano de 2025 , 1,8 bilhão de pessoas viverão em países ou regiões com falta de água e 2/3 da população poderão enfrentar a escassez total.

Em 22 de março de 1992 a ONU (Organização das Nações Unidas) instituiu o “Dia Mundial da Água”, publicando um documento intitulado “Declaração Universal dos Direitos da Água”. Eis o texto que vale uma reflexão:

1.- A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão, é plenamente responsável aos olhos de todos.

2.- A água é a seiva de nosso planeta. Ela é condição essencial de vida de todo vegetal, animal ou ser humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura.

3.- Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

4.- O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

5.- A água não é somente herança de nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como a obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

6.- A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

7.- A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

8.- A utilização da água implica em respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

9.- A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

10.- O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

Deixe sua opinião

Autor

ambientedomeio@outlook.com

O “Ambiente do Meio” foi criado em 2007 e a autora teve como objetivo inicial auxiliar jornalistas e leigos nas informações de qualidade sobre o Meio Ambiente resultante de preocupações com as poucas informações jornalísticas de qualidade sobre o tema atreladas a conhecimentos acadêmicos e evidências científicas.

Posts relacionados

Aedes aegypti: 49% dos municípios avaliados estão em situação de alerta ou risco

Dados mostram que a maioria dos focos do mosquito está em recipientes dentro e ao redor das residências. As informações ajudam estados...

Leia tudo

Expedição do SUS amplia acesso de indígenas do Alto Rio Negro a consultas e exames especializados

Ação em São Gabriel da Cachoeira prevê 743 atendimentos e procedimentos em clínica médica, pediatria, saúde da mulher, ultrassonografia e exames laboratoriais...

Leia tudo
flames on black background

NOTA À IMPRENSA: Sobre as ações de combate aos incêndios florestais no Amazonas

Sobre as ações de combate aos incêndios florestais no Amazonas, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima esclarece que: Atualizado...

Leia tudo

17 unidades da Federação indicam áreas prioritárias para prevenção e combate aos incêndios florestais

Informações de 16 estados e do Distrito Federal subsidiam o planejamento para o período de maior risco de incêndios, considerando o cenário...

Leia tudo

OPAS avalia como muito alto o risco de disseminação do sarampo diante de eventos religiosos de massa na região

Lacunas na vacinação e aumento da circulação de pessoas podem favorecer uma maior transmissão do vírus, o que ressalta a necessidade de...

Leia tudo

Reunião regional de ministros da Saúde da OPAS é concluída com novas medidas para enfrentar ameaças à saúde

Autoridades aprovaram novas estratégias regionais para fortalecer a preparação para emergências, enfrentar a resistência aos antimicrobianos, reduzir a dengue e outras arboviroses...

Leia tudo