Mudanças para transformações socioambientais
Por: Ana Marina Martins de Lima / Ambiente do Meio

Se faz necessário uma mudança de comportamento de tomadores de decisão e de servidores públicos cujas atividades estão relacionadas ao impacto à saúde humana de crimes ambientais e a “desastres”, bem como acidentes não investigados e relacionados ao descarte inadequado de produtos perigosos e resíduos de serviços de saúde. Em se tratando de saúde ambiental as equipes de profissionais devem ser de colaboradores de áreas diferentes como por exemplo: médicos, biólogos, geógrafos, gestores ambientais, enfermeiros e psicólogos, coordenados por profissionais médicos com conhecimento em toxicologia.
Necessitamos em todo o mundo de rever nossas leis relacionadas ao tema Meio Ambiente, incluirmos a Saúde Humana como parte essencial de processos relacionados a questão principalmente quando ocorrerem impactos a saúde humana derivados de Crimes Ambientais a exemplo de Mariana, exploração de derivados de petróleo, utilização de tecnologias condenadas em alguns países como o Frackins que polui o solo e águas além de ocasionar desvios no solo e riscos de terremotos e descartes de resíduos industriais em áreas rurais próximos as comunidades e áreas de preservação ambiental.
O poder judiciário deve agir de forma a qualificação de pessoas para melhor julgar as causas ambientais onde os Termos de ajuste de conduta devem prever também benefícios para o sistema de saúde que irão tratar as consequências de doenças toxicológicas. Promotores de justiça da Saúde devem também estar presentes em causas ambientais junto aos promotores de justiça Ambiental quando forem constatados os riscos à saúde humana.
O impacto socioambiental em uma comunidade não pode ser desprezado pela mídia. As questões socioambientais devem estar presentes nas pautas de comunicadores pois a divulgação de uma informação correta pode facilitar ao poder judiciário uma melhor atuação.
A Sustentabilidade Ecológica não pode ser vista somente no contexto ambiental como um tema distante da Economia Global, empresas devem realizar sua contribuição para minimizar o resultado que já temos das atividades que geram impacto negativo a exemplo do aquecimento do planeta, menor disponibilização de alimentos e água potável para população.
A implementação da Gestão Ambiental em uma empresa requer ética e uma visão sistêmica onde fatores socioambientais são considerados como base e fatores econômicos serão as consequências de uma valoração moral de seus colaboradores.
Preservar a natureza humana é um dever de todos, se não houver respeito aos conhecimentos que já adquirimos sobre a Biodiversidade e a utilização deste conhecimento para elaboração de Políticas Públicas adequadas nós continuaremos a sofrer consequências de nosso consumo sobre o Clima do Planeta atrelados a problemas de Saúde Humana e outras questões sociais como por exemplo a morte de milhares de pessoas que ainda moram em locais de risco.
2016 foi uma no de muitos acontecimentos e de riqueza de conteúdo para pautas jornalísticas, nós tivemos vários eventos com temáticas de saúde ambiental, gestão ambiental, mudanças climáticas e desastres naturais, bem com empreendedorismo nestas áreas. Universidades e cursos técnicos tem matérias voltadas para estas temáticas e isto ocorre não só no Brasil, mas em todo o mundo é possível realizar bons cursos em Universidades de renome utilizando-se a internet.
Mas ainda é preciso retira-se as ideias e projetos dos papéis, um melhor gerenciamento de informações e conhecimentos, uma gestão adequada de pessoas para que haja em nossa sociedade uma grande virada sustentável com real benefício para nossas vidas e a sustentabilidade de nosso planeta.
Sem dúvida ao longo deste ano de 2017 retomaremos as questões polêmicas do uso de agrotóxicos, de uma forma não tóxica ao meio e as pessoas de expansão do agronegócio; da proteção das águas e da forma de monitorarmos os contaminantes presentes na água utilizada para consumo humano e a água presente no meio ambiente, disponível para os animais e a complexidade da manutenção da biodiversidade.
Retomaremos também o grande problema da diferença dos índices de poluição e dos níveis seguros destes no ar, o uso correto das leis em benefício da sociedade com visão de uma economia também do ponto de vista de evitar-se gastos com doenças que podem ser prevenidas mundialmente.
Haverá um crescimento do ponto de vista empresarial em investimentos de projetos que colaborem de fato com a manutenção do pouco de natureza que ainda resta ao planeta.
Documentos assinados e acordados por vários países que requerem uma revisão e uma colaboração internacional para sustentar-se as palavras ditas e escritas pelos nossos tomadores de decisão.
Teremos uma releitura de leis e novos atores colaborativos junto à sociedade para a grande mudança.
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