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Com Informações da SECOM sp.gov | Edição: Ana Marina Martins de Lima

Estado repassará R$ 200 milhões aos municípios – Painel de Monitoramento atualizará casos diariamente

O Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES) apresentou, nesta quarta-feira (15), o Plano de Contingência das Arboviroses Urbanas 2025/2026, com as principais estratégias, ações e recomendações de combate à dengue, chikungunya e Zika. Com uma nova metodologia para acompanhamento dos casos e de resposta no atendimento aos pacientes, o plano foi apresentado na Sala de Situação montada pela Pasta.

Com a presença de representantes da Defesa Civil, OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde) e Cosems (Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo), o secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva, destacou que, desde o ano passado, o governo estadual mantém ações contínuas para apoiar os municípios no combate às arboviroses

“Estamos pautando iniciativas efetivas e continuaremos esse diálogo em todo o território paulista, com os nossos Departamentos Regionais de Saúde (DRS), reforçando o papel da vigilância e controle, além de ampliar a rede assistencial. Nosso objetivo é reduzir a incidência e mortalidade causada pelas doenças e coordenar a resposta estadual de forma integrada entre todos os níveis de atenção à saúde”, afirmou Eleuses Paiva.

Coordenado pela Secretaria da Saúde (SES), o COE reúne outras sete secretarias estaduais – Casa Civil, Casa Militar e Defesa Civil, Segurança Pública, Desenvolvimento Social, Comunicação, Educação, Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística -, além do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems).

O plano foi detalhado pela área de Vigilância Epidemiológica, que apontou, ainda, a prevalência do sorotipo 3 circulando desde o fim do ano passado, identificado pelas 71 unidades sentinelas que monitoram a circulação do vírus da dengue, do tipo 1 ao 4, em todo o território paulista.

“São novos cenários, inclusive, com novas metodologias de avaliação, trabalhando com os grupos de vigilância epidemiológica e os departamentos regionais de saúde”, esclareceu Regiane de Paula, coordenadora em Saúde, da Coordenadoria de Controle de Doenças.

Segundo a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da SES, Tatiana Lang, o plano considera cenários de mobilização e alerta regional, conforme o número de casos suspeitos e confirmados em períodos de quatro semanas consecutivas. “A classificação dos cenários considera a média histórica de casos dos últimos dez anos nas regiões. Temos um painel em tempo real mostrando todos os números, gerando mapas por semanas epidemiológicas e tudo isso dá mais transparência de como o Governo do Estado tem lidado com o combate às arboviroses”, explica.

Para o representante da OPAS, Rodrigo Said, as atualizações do Plano de Contingência de Arboviroses representam uma novidade, promovendo o envolvimento intersetorial e de todas as regiões na prevenção, controle e vigilância. “Isso reduz o impacto desse desafio que teremos pela frente”, afirmou.

A primeira medida adotada no âmbito do COE foi a destinação de R$ 200 milhões do tesouro estadual às prefeituras dos 645 municípios paulistas para o enfrentamento direto ao mosquito.

Os recursos provenientes do programa IGM SUS Paulista (Incentivo à Gestão Municipal) se somam às medidas de intensificação de suporte aos municípios, em especial as ações de campo como a nebulização, o chamado fumacê. Mais de 600 equipamentos portáteis e pesados estão disponíveis para a utilização das cidades. Esse trabalho será coordenado pela Defesa Civil Estadual, que também intensificará em parceria com as Defesas Civis Municipais o trabalho de visita as residências e orientação aos cidadãos em todo o Estado.

“O enfrentamento à dengue é uma ação conjunta das secretarias de Estado, que passam a fazer parte do Centro de Operações de Emergências, e os municípios. Com apoio técnico do Governo de SP e os recursos liberados hoje, as prefeituras poderão investir em suas redes de saúde e emergência, além de realizar ações de limpeza e comunicação em suas cidades”, destacou o governador em exercício, Felicio Ramuth.

Já durante o carnaval, o Governo de SP terá ações de orientação e conscientização nas redes sociais e nas mídias do Metrô, CPTM e canais do Detran. O bloco simbólico “Unidos contra a Dengue” vai orientar quanto a importância de eliminar os criadouros e não deixar água parada. Nos próximos dias também haverá uma campanha de saúde pública orientado a população sobre a importância do combate ao mosquito, uma vez que 80% dos focos do Aedes aegypti estão no interior das residências.

 Também serão realizadas ações educativas em escolas da rede estadual, rodovias e pontos de grande circulação de pessoas como estações de trem e metrô. Em outra frente, a Secretaria de Saúde está capacitando todos os agentes de endemias por meio de cursos e treinamentos online para manejo e atendimento para arboviroses. O Instituto Adolfo Lutz (IAL) também está recebendo investimentos para reduzir o tempo de resposta para o resultado de testes sorológicos e ampliação de sua capacidade.

 “Este será o maior apoio aos municípios no combate à dengue da história. Estamos investindo em capacitações e treinamento para toda a rede de saúde, e estendendo também aos professores e todos os cidadãos. Este é o momento certo para a sociedade se unir no combate à dengue”, afirmou Eleuses Paiva, secretário de Saúde do Estado.

Painel de Monitoramento da Dengue

Disponível no endereço do Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde NIES a ferramenta permite consultar todas as informações relativas aos casos notificados, em investigação, os confirmados e os descartados, além de dados como casos de dengue grave e os óbitos em todo o território paulista. Estes dados também auxiliarão a gestão estadual na definição de novas políticas públicas de enfrentamento à doença e estão disponíveis para todos os usuários e são atualizados em tempo real, mostrando números detalhados das doenças, inclusive por região e por sorotipo da dengue. As informações poderão ser filtradas por data, município e Grupo de Vigilância Epidemiológica.

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ambientedomeio@outlook.com

O “Ambiente do Meio” foi criado em 2007 e a autora teve como objetivo inicial auxiliar jornalistas e leigos nas informações de qualidade sobre o Meio Ambiente resultante de preocupações com as poucas informações jornalísticas de qualidade sobre o tema atreladas a conhecimentos acadêmicos e evidências científicas.

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