A crise da água- Pacto Azul

livropactoazulA CRISE GLOBAL DA ÁGUA E A BATALHA PELO CONTROLE DA ÁGUA POTÁVEL NO MUNDO

A M.Books trouxe para o Brasil o Best-Seller ÁGUA, O PACTO AZUL, da consagrada autora Maude Barlow. O livro aborda uma crise ambiental que — em conjunto com o aquecimento global — apresenta uma das ameaças mais graves à nossa sobrevivência. A autora, Maude Barlow, é chefe do Council of Canadians, a maior organização canadense de militância pública, e fundadora do Blue Planet Project. Recebeu o prêmio sueco Right Livelihood Award (o “Nobel Alternativo”) por seu trabalho no movimento pela justiça da água, é autora de 16 livros, incluindo (com Tony Clarke) Ouro azul (publicado no Brasil pela editora M. Books), que foi traduzido para 16 idiomas e publicado em quase 50 países. Barlow é membro do World Future Council e participa do conselho diretor do Food & Water Watch e do InternationalForum on Globalization. Ela mora em Ottawa, no Canadá
Além de três cenários que demonstram a direção da calamidade pela “ausencia da água potável”, a autora descreve em seu livro a situação Mundial da crise da água, cita os principais acontecimentos, palestras debate e manifestações, alem das novas tecnologias utilizadas para o tratamento da água como por exemplo:  a Nanotecnologia e a dessalinização nuclear, em um contexto de exploração e preservação do Meio Ambiente, um livro para consultas e formação de técnicos especialistas em água  que possui em  seu conteúdo boas referências.
Cenário um: O mundo está ficando sem água doce. Não é apenas uma questão de encontrar dinheiro para salvar os dois bilhões de pessoas que moram em regiões do mundo que apresentam estresse hídrico. A humanidade está poluindo, desviando e esgotando as fontes finitas de água da Terra, em um ritmo perigoso que aumenta constantemente. O uso excessivo e o deslocamento da água são o equivalente, em terra, às emissões de gases de efeito estufa e, provavelmente, uma das causas mais importantes da mudança climática.“ A população global triplicou no século XX, mas o consumo de água aumentou sete vezes. Em 2050, depois que adicionamos mais três bilhões de indivíduos á população, os seres humanos precisarão de um aumento de 80% nos suprimentos de água apenas para alimentação…”
Cenário dois: A cada dia, mais e mais pessoas estão vivendo sem acesso à água limpa. À medida que a crise ecológica se aprofunda, a crise humana também o faz. O número de crianças mortas devido à água suja supera o de mortes por guerra, malária, AIDS e acidentes de trânsito. A crise global da água se tornou um símbolo muito poderoso da crescente desigualdade no mundo. Enquanto os ricos bebem água de alto nível de qualidade sempre que desejam, milhares de pessoas pobres têm acesso apenas à água contaminada de rios e de poços locais.“ …a Organização de Saúde relata que a água contaminada é uma das causas 80% de todas as enfermidades e doenças em todo mundo.. na América latina e no Caribe mais de 130 milhões de pessoas não tem água potável não contaminada, e apenas 86 milhões (dos 550 milhões) estão conectados a sistemas de saneamento básico adequado. Setenta e cinco por cento da população sofre de desidratação crônica devido a má qualidade da água…cidades importantes como Cidade do México e São Paulo, estão enfrentando a dupla ameaça do excesso de água e da contaminação em massa….”.
Cenário três: Um poderoso cartel corporativo da água surgiu para assumir o controle de todos os aspectos da água a fim de obter lucro em benefício próprio. As corporações fornecem água para beber e recolhem a água residual; colocam enormes quantidades de água em garrafas plásticas e nos vendem a preços exorbitantes; as corporações estão desenvolvendo tecnologias novas e sofisticadas para reciclar nossa água suja e vendê-la de volta para nós; elas extraem e movimentam a água através de enormes dutos, retirando-a de bacias hidrográficas e aqüíferos com o objetivo de vendê-la para grandes cidades e indústrias; as corporações compram, armazenam e vendem água no mercado aberto, como se fosse um novo modelo de tênis de corrida. E o mais importante: as corporações querem que os governos desregulamentem o setor hídrico e permitam que o mercado estabeleça uma política para a água. A cada dia, elas se aproximam mais desse objetivo.“ …existem três tipos básicos de privatização dos serviços hídricos públicos: os contratos de concessão: dão a empresa privada licença para administrar o sistema hídrico e cobrar dos clientes para obter lucro…os contratos leasing no qual a empresa é responsável por administrar o sistema de administração e por fazer investimento necessários para reparar e renovar os patrimônios existentes, mas o governo local continua responsável por novos investimentos…os contratos de administração tornam a empresa privada responsável apenas por administrar o serviço hídrico, mas não pelos investimentos….”

Ana Marina Martins de Lima/
http://www.ambientedomeio.com

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