Necessidade de Comunicação e Informação de qualidade em Saúde

Fotos e textos de Ana Marina Martins de Lima

Aconteceu em São Paulo a II Conferência Internacional em Epidemiologia que teve como tema: “Vigilância Epidemiológica” das ações à pesquisa buscando evidências; os pontos críticos e evidentes na maioria da fala dos palestrantes e profissionais de saúde foram à necessidade de uma estrutura educacional para formação de futuros epidemiologistas; as falhas no setor comunicação seja ela interna ou externa em relação ao relato de acontecimento e a influência da má comunicação em medidas de tomada de decisão por parte dos governos.

Outro ponto importante é a necessidade de elaboração de indicadores que possibilitem uma comunicação e melhor atuação na Vigilância de eventos relacionados ao meio ambiente.

Mesa Redonda: ” Novos Modelos de Vigilância e Desafios às Doenças Emergentes Globais. Mona Askar, Elaine Nsoesie, Eliseu Alves Waldman e Marcos Boulos.

Elanie Nsoise  da Harvard Medical Shool teve como foco em sua palestra algumas das ferramentas digitais utilizadas na Vigilância Epidemiológica, segundo ela através destas ferramentas é possível monitorar o comportamento de uma população, quando fala-se muito em uma doença na internet por exemplo é muito provável que o número de casos de tal doença tenham aumentado.

Dentre as ferramentas foram citados: o GeoSentinel  onde é monitorada a morbidade relacionada a viagens e é possível uma interação direta com “diretores” de saúde; o Distribuit ISDS minimiza as barreiras de participação e promove uma flexibilização dos sistemas locais.

O Heltmap e Epispider são utilizados para biovigilância já o Biocaster fornece informações sobre o tipo de doença, tipo de surto e desastres naturais.

De acordo com Elaine houve um caso no qual a tecnologia móvel como o Frontine SMS reduziu 53,8 % de mortes por malária no Camboja, sendo utilizado para relatos sobre surtos de doenças em locais rurais onde as informações foram originadas da população.

No Google Flu trends por meio de palavras chaves é possível obter informações sobre relatos de casos relacionados à influenza.

Questionei a Elaine qual seria melhor forma para que os profissionais de saúde conseguissem informações sobre as doenças por meio de pessoas leigas e ela respondeu que a educação é o melhor caminho.

Claudia Malinverni da Faculdade de Saúde Pública da USP palestrou sobre sua monografia que teve como tema: “Epidemia Midiática: Produção de Sentido e Riscos na Cobertura Jornalística de uma doença” segundo ela após analisar 118 matérias veiculadas pelo Jornal Folha de São Paulo no período de 21 de dezembro de 2007 a 29 de fevereiro de 2008 e 40 boletins emitidos pela Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde; este seria o responsável por mortes ocasionadas pela vacinação de malária um trabalho similar foi realizado por Maria Ligia Rangel-S. Doutora em Saúde Pública, Professora Adjunta da ISC/UFBA e profissional do Instituto de Saúde Coletiva da UFBA cujo tema foi: “Epidemia e mídia: sentidos construídos em narrativas jornalísticas” publicado em 2003.

Segundo Carlos Magno Professor da Faculdade de Medicina de Bauru ocorreram quarenta novas doenças na última geração, uma de suas preocupações é que as mudanças climáticas possam ter um impacto ainda maior sobre o “surgimento de novas doenças” ele afirmou que procedimentos burocráticos não limitam a existência de doenças provenientes de outros países sendo assim qualquer doença pode ser objeto de compartilhamento de informações internacionais e as medidas devem ser adaptadas à situação de forma a ampliar a resposta para notificações passivas.

“O ponto focal nacional deve ser áreas técnicas especializadas para comunicação com a OMS, sendo também importante a organização da informação e a organização de resposta laboratorial”.

Ainda segundo Carlos uma vez que profissionais de saúde podem ser a causa ou a vítima de doenças no ambiente de trabalho “os hospitais são fontes privilegiadas de informações”, como confirmado posteriormente pela fala de Marcos Boulos da Coordenadoria de Controle de Controle de Doenças, Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo há indícios de que a H1N1 tenha ocorrido muito antes do relatado em publicações, muitos profissionais de saúde foram acometidos por influenza.

Vanderlei França – Assessoria de Comunicação, Secretaria de Saúde do estado de São Paulo.

Vanderlei França da Assessoria de Comunicação da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo palestrou sobre a cobertura jornalística de saúde e a mobilização da imprensa realizada pela Secretaria de Estado para o Combate ao Álcool na Infância e Adolescência; segundo ele: “Nós devemos dar informações de qualidade para que nossos colegas jornalistas cometam menos erros”.

Durante o evento foi lançado pela Secretaria de Saúde de São Paulo o Guia de Vigilância Epidemiológica que visa à orientação para profissionais da área, a obra teve como base as nas normas, legislações e informações científicas para ações de Vigilância Epidemiológica.

 

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