Percepção de crianças e adolescentes sobre a vida na cidade de São Paulo

Texto e fotos de Ana Marina Martins de Lima * Ambiente do Meio

Mauricio Bronize - Rede Nossa São Paulo
Mauricio Bronize – Rede Nossa São Paulo

Em 23 de julho foi apresentada pela Rede Nossa São Paulo e IBOPE o resultado da pesquisa sobre a qualidade de vida de crianças e adolescentes, foram realizadas entrevistas com 805 crianças e adolescentes na faixa etária de 10 a 17 anos.

A pesquisa foi uma iniciativa do GT Criança e Adolescente da Rede Nossa São Paulo em parceria com o IBOPE e apoio do Instituto ALANA e Instituto C&A.

A abertura foi realizada pelo grupo Matéria Rima e houve a leitura de um texto pelo adolescente Douglas Ferreira no qual ficou a seguinte mensagem: “Crianças e Adolescente não são apenas números devem ter os seus direitos respeitados”.

Apresentação de Abertura

Foram realizadas questões referentes à educação; relações humanas; direitos sociais; participação política; saúde; transporte e mobilidade; meio ambiente e segurança e proteção.

Com relação à educação constatou-se que há uma valorização do conhecimento do professor, ainda neste tema quando questionados sobre o uso da internet, 76% utilizam celular, 56% computadores em casa, 4% na escola e 11% tablete; 9% afirmaram não utilizar internet.

Douglas Ferreira - Fundação Tide Setubal
Douglas Ferreira – Fundação Tide Setubal

O que nos chama atenção é que nos tempos atuais principalmente em escolas públicas ainda há a necessidade de instrução por parte do professor de saber interagir e utilizar ferramentas da internet para auxiliar no aprendizado.
Existe na cidade uma política de popularização da internet com a difusão da rede wi-fi, mas em alguns bairros não há possibilidade de acesso por causa da falta de segurança em alguns locais como praças e ponto de ônibus onde ocorrem roubos.
Os direitos sociais foram atrelados principalmente ás questões de segurança pública e saúde.

Isabela Henrrique - Instituto Alana
Isabela Henrique – Instituto Alana

De acordo com o resultado da pesquisa é grande a sensação de insegurança na cidade de São Paulo, 61% dos entrevistados disseram ter medo de assalto 33% tem receio dos fatores relacionados ao tráfico de droga, 21% afirmaram que não saem á noite e 20% afirmaram ter medo da polícia.
As questões acima nos chamam atenção, é necessário realizar-se um trabalho junto à comunidade e a polícia para importância de uma política de segurança pública onde haja um melhor relacionamento entre a sociedade e a polícia.

Maior parte dos jovens que temem a ação da polícia está entre negros e jovens que moram em regiões da periferia da cidade.
Com relação ao transporte e mobilidade os entrevistados referem-se à pouca utilização entre aqueles que utilizam escola pública 71% utilizam apenas uma vez por semana; mas quando a pregunta é realizada para jovens de escolas particulares 75% utilizam no dia-a-dia.
A questão de necessidade de consumo por produtos e não possibilidade de tê-los pode estar relacionado ao grande número de assaltos um destaque é o roubo de celulares e tênis que são de alta incidência; 53% dos entrevistados afirmaram ficar chateados por não poderem consumir alguns produtos este percentual chega a 58% entre as crianças.
Quando a questão foi meio ambiente 74% mostraram-se descontentes com a preservação de rios, lagos e represas. Muitos bairros necessitam de um maior cuidado das praças e parques.

Alguns números desta pesquisa não refletem a realidade total, pois os números não permitem a interpretação correta um exemplo são os números obtidos pela questão saúde onde as notas obtidas para questão alimentação foi de 7,1, conhecimento sobre prevenção de gravidez e DST 7,1 e a  questão tempo de atendimento está coerente 4,4 com a realidade, pois ainda há um grande número de adolescentes que engravidam ou tem doenças sexualmente transmissíveis.

Participantes do debate
Participantes do debate

Outro fator que nos chama atenção está relacionado ao tempo utilizado fora da escola onde as meninas dedicam parte do tempo as tarefas domésticas enquanto os meninos jogam futebol, este está é uma realidade que pode influenciar no tempo destinado a tarefas escolares por exemplo e no desenvolvimento quanto ao relacionamento entre as crianças.

Por fim durante o debate com participação de Eduardo Suplicy e Ana Ester Hadad houve um alerta para as modificações no Código Penal sobre a questão da maior idade, houve uma aparente consenso entre a plateia e demais participantes de que existe obrigação constitucional da federação, governo e cidade no acolhimento e preparação do jovem para vivência em sociedade e que a “prisão” do jovem pode leva-lo a descobertas errôneas como por exemplo um “poder” de força que futuramente pode destina-lo a realizar atos criminais de grande impacto para sociedade.

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