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FAO realiza conferência regional para definir prioridades no combate à má nutrição

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A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) anunciou nesta segunda-feira (19) que realizará sua 35ª Conferência Regional para a América Latina e o Caribe em Montego Bay, Jamaica, de 5 a 8 de março de 2018.

O encontro reunirá representantes dos 33 países-membros da agência da ONU na região e definirá prioridades para o trabalho do organismo ao longo dos próximos dois anos.

“A conferência deste ano não poderia acontecer em um momento mais importante. Pela primeira vez em duas décadas, a fome cresceu na região, enquanto a obesidade e suas doenças associadas se tornaram a principal causa de morte em vários países. A hora de agir é agora”, alertou o representante regional da FAO, Julio Berdegué.

A reunião, que é a mais alta instância decisória da FAO a nível regional, terá três temas centrais: erradicar a fome, o excesso de peso e a obesidade; acabar com a pobreza rural; e promover uma agricultura sustentável que seja resiliente às mudanças climáticas.

“Mais de 42 milhões de pessoas dormem com fome todas as noites”, disse Berdegué, que lamentou os retrocessos na luta contra a fome na região. “Até recentemente, o mundo olhava para a região para replicar nossas políticas contra a fome. Mas, nos últimos anos, vimos um aumento da fome. O que queremos discutir com os países é como colocamos nosso pé de volta no acelerador.”

O outro lado da má nutrição – a obesidade – é um problema que já afeta 96 milhões de pessoas.

O dirigente explicou que, de acordo com uma estimativa feita pelo Escritório Regional da FAO, em 26 países latino-americanos e caribenhos, as doenças associadas à obesidade são responsáveis por 300 mil mortes por ano. O número contrasta com as 166 mil pessoas mortas por assassinatos.

Além do aumento da fome, nos últimos anos, o ritmo de redução da pobreza rural caiu na região e, inclusive, foram observados aumentos em alguns países. Mais de 40% dos habitantes do campo são pobres e mais de 20% não conseguem sequer comprar uma cesta básica de alimentos.

“Devemos prestar atenção nos territórios onde a pobreza rural é mais difícil (de ser eliminada) e desenvolver novas ferramentas e políticas inovadoras de desenvolvimento rural para dar uma resposta urgente”, explicou Berdegué.

A migração é outro tópico que estará no centro das discussões da Conferência. “Que as pessoas não precisem migrar por causa da pobreza, da insegurança ou de catástrofes climáticas. Que aqueles que migrem sejam acolhidos em comunidades inclusivas e igualitárias. E que aqueles que retornem aos seus países de origem possam desenvolver todo o seu potencial. Esse é o nosso objetivo”, completou o dirigente.

De acordo com Berdegué, a região da América Latina e Caribe é uma das maiores produtoras de alimentos no mundo, o que a torna um ator de importância planetária. Mas a expansão agrícola também gerou grandes custos para as nações latino-americanas e caribenhas: poluição da água, degradação da terra, desmatamento, monoculturas e emissões de gases do efeito estufa.

Segundo a FAO, a região deve expandir sua produção de alimentos por meio de práticas sustentáveis, adaptando seus sistemas de produção às novas condições climáticas. “O que acontecer com a agricultura nesta região afetará todo o mundo”, concluiu Berdegué.

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