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Foto: Marcos Rodrigues

Informações Ministério da Saúde

No final de agosto de 2019 foram identificados pontos de contaminação por petróleo cru na costa do nordeste brasileiro, ainda de fonte desconhecida.

Em 30 de agosto, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente – Ibama, realizou investigação sobre localidades com avistamento de oleada/vestígios esparsos conforme abaixo:

Dados atualizados até 27/10, publicados pelo IBAMA, indicam que a investigação retrospectiva concluiu que a primeira localidade afetada no Nordeste foi a Praia de Gramame no Município do Conde na Paraíba foi a primeira localidade (Latitude: 07° 14′ 57.81″ S | Longitude: 34° 48′ 20.65″ W) e a última localidade até 27/10 foi Ilhéus na Praia de Cururupe (Latitude: 14°52′ 52.93″ S | Longitude: 39° 01′ 20.89″ W)

1º. Paraíba – 30/08 – Município: Conde

2º. Pernambuco – 02/09 – Município: Ilha de Itamaracá

3º. Sergipe – 02/09 – Município: Barra dos Coqueiros

4º. Ceará – 07/09 – Município: Beberibe

5º. Rio Grande do Norte – 07/09 – Município: Natal

6º. Alagoas – 15/09 – Município: Maceió

7º. Maranhão – 16/09 – Município: Araioses

8º. Piauí – 28/09 – Município: Luís Correia

9º. Bahia – 01/10 – Município: Mata de São João

Recomendação de saúde

1. População Geral

  • Não entrar em contato direto com a substância (petróleo), especialmente crianças e gestantes;
  • Seguir as orientações dos órgãos ambientais sobre atividades recreacionais nas regiões afetadas;
  • Em caso de exposição ou aparecimento de sintomas, contatar o Centro de Informações Toxicológicas (0800 722 6001) e procurar atendimento médico.

2. Voluntários

  • Seguir as orientações dos órgãos de Defesa Civil ou do Comando local de resposta ao desastre antes de realizar a ação de voluntariado;
  • Durante a limpeza evitar o contato direto com o óleo por meio do uso de: máscara descartável; luvas de borracha resistente; botas ou galochas de plástico ou outro material impermeável;
  • Não é recomendada a participação de crianças e gestantes nos mutirões de limpeza;
  • Lavar a pele com água e sabão sempre que houver contato da pele com o petróleo;
  • Utilizar óleo de cozinha e outros produtos contendo glicerina ou lanolina para a retirada do produto;
  • NUNCA usar solventes (como querosene, gasolina, álcool, acetona, tiner) para remoção (esses produtos
  •  Eventuais lesões de pele devem ser tratadas por serviços médicos especializados;
  • Em caso de aparecimento de sintomas, contatar o Centro de Informações Toxicológicas Nacional (0800 722 6001) e procurar atendimento médico.

3. Profissionais de saúde

Aos profissionais de saúde, recomenda-se atenção aos sinais e sintomas característicos de intoxicação aguda.

Ressalta-se que os casos suspeitos e confirmados (em trabalhadores ou voluntários) de intoxicação exógena devem ser notificados na respectiva ficha do Sistema Nacional de Agravos de Notificação (Sinan), conforme determina a Portaria de Consolidação no4/2017. Em caso de dúvidas, recomenda-se consulta ao documento Instruções para preenchimento da Ficha de Investigação de Intoxicação Exógena no Sinan – Sistema de Informação de Agravos de Notificação e ao Centro de  Informação Toxicológica.

Saiba Mais:  Boletim Epidemiológico | Secretaria de Vigilância em Saúde | Ministério da Saúde Volume/ 50 | Nº 32 | Out. 2019


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Autor

ambientedomeio@outlook.com

O “Ambiente do Meio” foi criado em 2007 e a autora teve como objetivo inicial auxiliar jornalistas e leigos nas informações de qualidade sobre o Meio Ambiente resultante de preocupações com as poucas informações jornalísticas de qualidade sobre o tema atreladas a conhecimentos acadêmicos e evidências científicas.

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