
Por: ONU
O Plano Regional de Resposta a Refugiados e Migrantes (RMRP) de 2020, lançado na capital colombiana, Bogotá, é uma ferramenta de coordenação e captação de recursos estabelecida e implementada por 137 organizações. Eles estão trabalhando em toda a região, com o objetivo de atingir quase quatro milhões de pessoas – incluindo refugiados e migrantes venezuelanos e comunidades anfitriãs – em 17 países.
Ele é o resultado de um amplo processo de consulta de campo, envolvendo governos anfitriões, sociedade civil e organizações religiosas, comunidades locais e doadores, bem como refugiados e migrantes.
O plano inclui ações em nove setores-chave: saúde; educação; segurança alimentar; integração; proteção; nutrição; abrigo; itens de socorro e transporte humanitário; e água, saneamento e higiene. Além da resposta de emergência, o Plano Regional foca em garantir a inclusão social e econômica de refugiados e migrantes.
“Somente por meio de uma abordagem coordenada e harmonizada será possível atender efetivamente às necessidades de larga escala, que continuam a aumentar e evoluir à medida que a atual crise se aprofunda”, disse Eduardo Stein, Representante Especial Conjunto do ACNUR-OIM para refugiados e migrantes venezuelanos. “Para esse fim, o apelo do Plano Regional é um dos principais instrumentos para mobilizar recursos para ações coletivas e coordenadas.”
“Apesar de muitos esforços e outras iniciativas, a dimensão do problema é maior do que a atual capacidade de resposta, por isso é necessário que a comunidade internacional dobre esses esforços e contribuições para ajudar os países e organizações internacionais a responder à crise”, afirmou Stein. “É necessário mais apoio aos governos, com foco nas preocupações de desenvolvimento, além das necessidades humanitárias imediatas”.
O Plano é fruto da Plataforma Regional de Coordenação Interagencial, mecanismo de coordenação para resposta à crise venezuelana de refugiados e migrantes, co-liderado por ACNUR e OIM e envolve uma ampla gama de organizações da ONU, ONG e sociedade civil.
Leia: