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Funcionário do ACNUR constrói enfermaria ao lado do hospital Erasmo Meoz, em Cúcuta, na Colômbia, como parte da intensificação da resposta à COVID-19. O local tem capacidade de atender 72 pacientes.
Foto: ACNUR

Por: ONU

Com a pandemia de coronavírus testando os sistemas de saúde em todo o mundo, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) estão chamando a atenção para os desafios que os refugiados e migrantes da Venezuela enfrentam.

“No momento em que a atenção do mundo está focada na COVID-19, e enquanto governos e populações, particularmente profissionais da saúde, se unem heroicamente para combater esse vírus, não devemos perder de vista as necessidades dos milhões de refugiados e migrantes venezuelanos”, afirmou Eduardo Stein, representante especial conjunto ACNUR-OIM para refugiados e migrantes da Venezuela.

“A COVID-19 paralisou muitos aspectos da vida – mas as implicações humanitárias dessa crise não cessaram e nossa ação coordenada continua sendo mais necessária do que nunca. Pedimos à comunidade internacional que aumentem seu apoio a programas humanitários, de proteção e integração, dos quais a vida e o bem-estar de milhões de pessoas dependem, incluindo das comunidades que os acolhem.”

A atual emergência global de saúde pública agravou uma situação já desesperadora para muitos refugiados e migrantes da Venezuela e seus anfitriões. É urgentemente necessário financiamento para apoiá-los, disseram as agências.

Muitos dependem de rendas diárias insuficientes para cobrir necessidades básicas, como abrigo, alimentação e cuidados de saúde; outros não têm um teto sobre suas cabeças. Com o crescente medo e agitação social, refugiados e migrantes venezuelanos também correm o risco de serem estigmatizados.

Os governos da região têm liderado e coordenado a resposta para garantir que aqueles que saem da Venezuela possam acessar direitos e documentação. Mas, à medida que as capacidades nacionais estão sobrecarregadas até um ponto de ruptura, o bem-estar e a segurança dos venezuelanos e das comunidades que os acolhem estão em risco.

Milhões de refugiados e migrantes e as comunidades anfitriãs continuam precisando de apoio urgente, principalmente quando o impacto econômico da pandemia da COVID-19 começa a ser sentido na América Latina e no Caribe.

A coordenação da resposta humanitária para refugiados e migrantes da Venezuela é realizada por meio de uma Plataforma de Coordenação Interagencial Regional (Resposta a Venezuelanos-R4V), complementada por oito plataformas nacionais ou sub-regionais.

As plataformas estão operando por meio de uma abordagem setorial com a participação de 137 parceiros. Além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) lideram os aspectos relacionados à saúde da resposta à COVID-19.

A Plataforma Regional ativou uma revisão crítica de todas as operações na região para priorizar ações essenciais de proteção, que salvam de vidas e promovem a inclusão de refugiados e migrantes em programas nacionais.

Em estreita coordenação com a OMS-OPAS, o R4V também está colaborando com as autoridades nacionais e locais para enfrentar os novos desafios e fornecer apoio básico aos refugiados e migrantes venezuelanos, bem como às comunidades anfitriãs.

Enquanto são mantidas medidas de distanciamento físico, os parceiros estão implementando uma série de atividades de prevenção e resposta nos principais locais onde estão hospedados refugiados e migrantes da Venezuela.

Essas atividades garantem que as pessoas possam acessar informações adequadamente, água potável, sabão e descarte adequado de resíduos. As organizações estão trabalhando dia e noite para encontrar maneiras inovadoras para continuar apoiando as pessoas mais vulneráveis no contexto atual, além de apoiar as autoridades nacionais a criar espaços de observação e isolamento para possíveis casos positivos de COVID-19.

Até agora, o Plano Regional de Resposta a Refugiados e Migrantes (RMRP), lançado em novembro de 2019 para responder as necessidades mais urgentes de refugiados e migrantes da Venezuela em 17 países, bem como das comunidades locais que os recebem, recebeu apenas 3% dos os fundos solicitados, o que pode pôr em risco a continuidade dos programas vitais na América Latina e no Caribe.

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ambientedomeio@outlook.com

O “Ambiente do Meio” foi criado em 2007 e a autora teve como objetivo inicial auxiliar jornalistas e leigos nas informações de qualidade sobre o Meio Ambiente resultante de preocupações com as poucas informações jornalísticas de qualidade sobre o tema atreladas a conhecimentos acadêmicos e evidências científicas.

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