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Por ASCOM/ ANA

A redução no total de casos de infecção pelo novo coronavírus em Belo Horizonte (MG) identificada nas últimas semanas do projeto-piloto Monitoramento COVID Esgotos não se confirmou. Isso porque o Boletim de Acompanhamento nº 14/2020, divulgado nesta sexta-feira, 4 de setembro, aponta aumento da estimativa da população infectada na mais recente semana de coleta de amostras e análise do esgoto.

O projeto Monitoramento COVID Esgotos é uma iniciativa conjunta da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Estações Sustentáveis de Tratamento de Esgoto (INCT ETEs Sustentáveis/UFMG), em parceria com a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (COPASA), o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM) e a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG).

Após chegar a uma estimativa de 110 mil pessoas infectadas, depois de ter chegado a 850 mil entre 20 e 24 de julho, o atual boletim indica subida para mais de 250 mil casos estimados. Segundo os pesquisadores, trata-se de um “aumento expressivo”, mais que o dobro em comparação à população infectada em Belo Horizonte na semana anterior de estudo. Em Contagem (MG), o aumento na população estimada infectada já vem subindo há duas semanas.

Os pesquisadores ressaltam, ainda, que essa estimativa da população infectada com COVID-19 nas duas cidades deve ser comparada com os casos acumulados das últimas quatro semanas, período de excreção do vírus pelas fezes nos pacientes infectados.

No boletim divulgado nesta sexta, verifica-se que 100% das amostras de esgoto testaram positivo, o que vem sendo constatado ao longo das últimas 12 semanas consecutivas de monitoramento na bacia do Arrudas e nas últimas 14 semanas na bacia do Onça.

Rio Jacu localizado na Zona Leste de São Paulo
Foto: Ana Marina Martins de Lima

Sobre o projeto-piloto

O projeto-piloto Monitoramento COVID Esgotos tem o objetivo de monitorar a presença do novo coronavírus nas amostras de esgoto coletadas em diferentes pontos do sistema de esgotamento sanitário das cidades de Belo Horizonte e Contagem, inseridos nas bacias hidrográficas dos ribeirões Arrudas e do Onça. Assim é possível gerar dados para a sociedade e ajudar gestores na tomada de decisão.

O trabalho, que terá duração inicial de dez meses, é fruto de Termo de Execução Descentralizada (TED) firmado entre a ANA e o INCT ETE Sustentáveis/ UFMG. Com a continuidade dos estudos, o grupo pretende identificar tendências e alterações na ocorrência do vírus nas diferentes regiões analisadas para entender a prevalência e a dinâmica de circulação do vírus.

Os pesquisadores participantes no estudo reforçam que não há evidências da transmissão do vírus através das fezes (transmissão feco-oral) e que o objetivo da pesquisa é mapear os esgotos para indicar áreas com maior incidência da doença e usar os dados obtidos a partir do esgoto como uma ferramenta de aviso precoce para novos surtos, por exemplo.

Com os dados obtidos, será possível saber como está a ocorrência do novo coronavírus por região, o que pode direcionar a adoção ou não de medidas de relaxamento consciente do isolamento social. Também pode possibilitar avisos precoces dos riscos de aumento de incidência do COVID-19 de forma regionalizada, embasando a tomada de decisão pelos gestores públicos.

Futuramente os resultados preliminares da pesquisa serão divulgados na forma de mapas dinâmicos, que possibilitarão acompanhamento da evolução espacial e temporal da ocorrência do vírus.

Outras ações de comunicação do andamento dos trabalhos também estão em curso. No dia 22 de maio foi realizado o webinar COVID-19: Monitoramento do Esgoto como Ferramenta de Vigilância Epidemiológica. Já em 24 de julho ocorreu o webinar com o tema Compartilhando Experiências de Monitoramento no Brasil. Os vídeos com as apresentações estão disponíveis no canal da ANA no YouTube.

Acesse aqui os boletins do projeto-piloto Monitoramento COVID Esgotos

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ambientedomeio@outlook.com

O “Ambiente do Meio” foi criado em 2007 e a autora teve como objetivo inicial auxiliar jornalistas e leigos nas informações de qualidade sobre o Meio Ambiente resultante de preocupações com as poucas informações jornalísticas de qualidade sobre o tema atreladas a conhecimentos acadêmicos e evidências científicas.

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