Amazonas pode ter seca mais severa em 2024
Defesa Civil orienta população a estocar água, comida e remédios
Por: Por Gabriel Correa – repórter da Rádio Nacional – São Luís
A estiagem este ano no Amazonas pode ser tão ou mais severa que no ano passado. O alerta é do governo do Estado.
De acordo com último boletim hidrológico da Bacia do Amazonas, feito pelo Serviço Geológico do Brasil, o Rio Negro, em Manaus, ainda está subindo e atingiu a cota de 25,7 metros.
O pico da enchente deverá ocorrer a partir do mês de junho e deve ficar este ano dentro da normalidade.
O alerta, porém, é para o período de estiagem. Os baixos volumes de precipitação previstos até o mês de julho sobre as cabeceiras dos rios Juruá, Purus e Madeira indicam uma ameaça de seca no estado.
Segundo a Defesa Civil do Amazonas, a população pode se antecipar às consequências da estiagem fazendo estoque de água, alimentos e medicamentos para enfrentar o período crítico. O pico da vazante deve começar em outubro, no Rio Solimões, Negro e Amazonas.
De acordo com Francisco Máximo, secretário do órgão, o poder público também vai disponibilizar locais para receber as famílias que precisarem deixar suas casas por causa dos isolamento consequência da estiagem.
Segundo o governo do Amazonas, os níveis dos rios em todas as calhas do estado estão abaixo do esperado, se comparado a anos anteriores. No caso de Manaus, o Rio Negro, neste período do ano, está mais baixo até do que no ano passado, quando houve a seca histórica. Ou seja, a estiagem este ano pode ser tão ou mais intensa quanto a de 2023.
Neste mês, o governo do Amazonas anunciou a emissão de licenças ambientais para a dragagem em quatro trechos de rios.
O trabalho será feito pelo governo federal, por meio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
A retirada dos sedimentos do fundo dos rios facilita a navegação de embarcações e evita que elas encalhem, quando as águas baixarem. Outras ações também são consideradas “urgentes”, como manutenção de portos e aeroportos; soluções para acesso à água potável; e medidas que evitem o desabastecimento de combustíveis e comércio.

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