Cetesb suspende queimas controladas em SP por 30 dias durante estiagem
Por ASCOM/CETESB
Decisão vale para a palha da cana-de-açúcar e queimas agrícolas para manejo e controle de pragas; prazo pode ser prorrogado se tempo seco continuar
A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) suspendeu por 30 dias a partir desta quinta-feira (28), todas as autorizações de queima controlada no estado. A medida inclui a palha da cana-de-açúcar, além das queimas agrícolas e para controle de pragas.
Durante esse período, não serão aceitos novos pedidos. O prazo poderá ser estendido caso a estiagem continue. As chamadas queimas prescritas, usadas no combate a incêndios florestais ou mediante solicitação da Secretaria da Agricultura, continuam autorizadas.
“Mais uma vez adotamos a suspensão como medida preventiva para atravessar o período crítico de estiagem. Nosso objetivo é reduzir os riscos de incêndios florestais e preservar a qualidade do ar, em linha com o histórico recente e a experiência de anos anteriores”, afirmou o diretor de Controle e Licenciamento da Cetesb, Adriano Queiroz.
No ano passado, São Paulo enfrentou um inverno de tempo seco, altas temperaturas e aumento das queimadas em diversas regiões. O histórico de 2024 levou os órgãos ambientais a reforçarem as ações neste ano.

Palha da cana já tinha restrições
Desde julho, a queima da palha da cana já estava limitada: só podia ser autorizada em dias com umidade relativa do ar acima de 30% e fora do período entre 6h e 20h, quando o risco de propagação do fogo é maior. Agora, até mesmo essas liberações ficam suspensas.
Apesar de ainda permitida em situações específicas no estado, a prática está em queda acelerada. Desde 2007, o uso do fogo na colheita da cana já foi reduzido em 99%, segundo dados da Cetesb.
Programa SP Sem Fogo
A suspensão integra os esforços do governo estadual no âmbito do programa SP Sem Fogo, uma parceria entre as Secretarias de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), Segurança Pública e Defesa Civil do Estado. Além disso, conta com iniciativas e investimentos do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar Ambiental, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), além da própria Semil e de suas vinculadas: Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e Fundação Florestal (FF).
Para cumprir seus objetivos, a Operação São Paulo Sem Fogo desenvolve uma série de atividades de forma permanente ao longo do ano, divididas em fases (verde, amarela e vermelha), conforme as necessidades e priorizações de cada período.
- Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
- Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
- Compartilhar no LinkedIn(abre em nova janela) LinkedIn
- Compartilhar no X(abre em nova janela) X
- Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
- Compartilhar no Threads(abre em nova janela) Threads
- Mais
Relacionado
Autor
ambientedomeio@outlook.com
Posts relacionados
Estudo define indicadores para orientar a restauração de campos úmidos no Cerrado
Os campos úmidos do Cerrado estão desaparecendo rapidamente e sua recuperação esbarra em um erro prático e histórico: a tentativa de aplicar...
Leia tudo
Dia Nacional do Ciclista – 19 de agosto
O ciclista e o veículo bicicleta no processo da construção de cidades mais humanas O Dia Nacional do Ciclista é uma data...
Leia tudo
Ondas de calor ainda são negligenciadas no Brasil, diz pesquisadora
As ondas de calor ainda são um desastre “completamente negligenciado” no Brasil e podem se tornar mais frequentes e intensas com a...
Leia tudo
Cidades resilientes ou apenas edifícios sustentáveis?
O desafio de transformar a sustentabilidade em política urbana A Sustentabilidade deixou de ser um diferencial para se tornar um requisito da...
Leia tudo
Conexão entre fragmentos florestais importa mais que tamanho na restauração da Mata Atlântica
A dispersão de sementes por meio do vento, da água ou de animais é um processo crucial para a renovação de florestas...
Leia tudo
Sete dos dez agrotóxicos mais vendidos no Brasil são proibidos na UE
Dos dez agrotóxicos mais vendidos no Brasil, sete são proibidos na União Europeia (UE), o que não impede que esses produtos sejam...
Leia tudo