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Por ONU

A primeira convenção global destinada a prevenir e responder aos crimes cibernéticos foi aberta para assinatura em 25 de outubro de 2025, em Hanói, no Vietnã.

65 Estados assinaram a Convenção das Nações Unidas contra o Crime Cibernético, que ainda deverá ser ratificada por cada Estado, de acordo com seus procedimentos nacionais. A convenção entrará em vigor 90 dias após a ratificação pelo 40º signatário. 

“A Convenção das Nações Unidas contra o Crime Cibernético é um instrumento jurídico vinculante e poderoso, que fortalece nossas defesas coletivas contra o cibercrime”, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres, durante a cerimônia de assinatura, em Hanói, no Vietnã. 

“Ela é uma prova do poder duradouro do multilateralismo em oferecer soluções, e um compromisso de que nenhum país, independentemente do seu nível de desenvolvimento, ficará indefeso diante do cibercrime.”

Cerimônia de assinatura da Convenção das Nações Unidas contra o Crime Cibernético em Hanói, Vietnã, com participantes levantando as mãos.
Legenda: Na cerimônia de assinatura em Hanói, em 25 de outubro de 2025, o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, descreveu a Convenção das Nações Unidas contra o Crime Cibernético (Convenção de Hanói) como um instrumento poderoso e juridicamente vinculante para fortalecer as defesas coletivas contra o crime cibernético.
Foto: © Escritório das Nações sobre Drogas e Crime (UNODC

A Convenção busca responder à crescente ameaça representada pelo crime cibernético, reconhecendo que o uso indevido das tecnologias da informação e comunicação tem facilitado crimes como terrorismo, tráfico de pessoas, crimes financeiros e tráfico de drogas em escala sem precedentes. O objetivo é tornar mais eficazes a prevenção e a resposta ao crime cibernético, fortalecendo a cooperação internacional, a assistência técnica e o desenvolvimento de capacidades, especialmente nos países em desenvolvimento.

Principais destaques da Convenção:

  • Estabelece o primeiro marco jurídico global para coleta, compartilhamento e uso de provas eletrônicas relacionadas a crimes graves. Até agora, não havia normas internacionais amplamente aceitas sobre provas eletrônicas;
  • É o primeiro tratado global que criminaliza os crimes ciberdependentes, além de infrações relacionadas à fraude online, ao material de abuso e exploração sexual infantil e ao aliciamento de crianças na internet;
  • É o primeiro tratado internacional a reconhecer a divulgação não consensual de imagens íntimas como infração;
  • Cria a primeira rede mundial de contato permanente (24 horas por dia, 7 dias por semana), permitindo que os países iniciem rapidamente a cooperação; e
  • Reconhece e promove a necessidade de fortalecer capacidades nacionais para investigar e cooperar no combate ao cibercrime, que evolui de forma acelerada.

“O crime cibernético está transformando a natureza do crime organizado como a conhecemos, e a nova Convenção das Nações Unidas contra o Cibercrime oferece aos Estados-Membros um instrumento essencial para enfrentarem esse desafio juntos”, declarou a diretora-executiva do UNODC, Ghada Waly. 

“A assinatura da Convenção demonstra o valor duradouro da cooperação multilateral, após cinco anos de negociações. Tenho orgulho do papel que o UNODC desempenhou nessa conquista e sou profundamente grata ao Vietnã por sua liderança ao sediar a cerimônia de assinatura. Agora, devemos garantir a rápida entrada em vigor e implementação da Convenção, para um mundo digital mais seguro para todos.”

A Convenção das Nações Unidas contra o Crime Cibernético foi adotada pela Assembleia Geral da ONU em dezembro de 2024. Entrará em vigor 90 dias após a ratificação pelo 40º signatário. 

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O “Ambiente do Meio” foi criado em 2007 e a autora teve como objetivo inicial auxiliar jornalistas e leigos nas informações de qualidade sobre o Meio Ambiente resultante de preocupações com as poucas informações jornalísticas de qualidade sobre o tema atreladas a conhecimentos acadêmicos e evidências científicas.

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