Mostra Una Shubu Hiwea – Livro Escola Viva do Povo Huni Kuĩ do Rio Jordão

Por Itaú Cultural

“A cultura é nossa maior proteção”, afirmou o pajé Agostinho Manduca Mateus Ïka Muru (1944-2011). Nessa frase, o líder espiritual expressa uma das marcas do posicionamento dos Huni Kuĩ, habitantes da região amazônica entre Peru e Acre, na atualidade: o esforço de preservar suas tradições e de transmiti-las não só às próximas gerações, mas também aos não brancos, de modo a retomar o passado e construir o Novo Tempo, o Xiña Bena.

É nesse contexto até  13 de fevereiro de 2018 a mostra Una Shubu Hiwea – Livro Escola Viva do Povo Huni Kuĩ do Rio Jordão. Em dois pisos da sede do Itaú Cultural, em São Paulo, serão exibidas algumas facetas do conhecimento desse povo: seus saberes sobre fauna e flora, suas cerimônias espirituais, seus métodos de cura, seus objetos tradicionais, suas pinturas e seus desenhos.

Entre os itens exibidos, estão também produções audiovisuais, como os documentários de Camilla Coutinho, sobre o modo de viver e pensar do povo Huni Kuin, e de Tauá Klonowski, com imagens aéreas das aldeias do rio Jordão e do rio Taraucá.

Outra camada da exposição é a paisagem sonora criada por Yan Saldanha com base em viagens às aldeias Huni Kuĩ. Segundo o artista, esse ambiente tenta capturar “todo e qualquer som que faz parte da vida dos Huni Kuĩ”, são barulhos da floresta, ruídos de animais e sinais da atividade humana que se misturam.

Os contos tradicionais dos Huni Kuĩ também estarão presentes na publicação impressa feita especialmente para a exposição. São 13 mitos que contam a origem desse povo e de seus costumes. Além das narrativas, o livreto traz textos sobre a cultura Huni Kuĩ.

A exposição tem organização do pajé Dua Busë e de outros representantes Huni Kuĩ, com colaboração da editora Anna Dantes, do artista Ernesto Neto e do Itaú Cultural. Ela é um desenvolvimento da publicação Una Shubu Hiwea – Livro Escola Viva, obra produzida com o apoio do Rumos Itaú Cultural 2013-2014 que reúne o saber medicinal desse grupo e, por sua vez, segue o trabalho começado com Una Isi Kayawa: Livro da Cura, publicado pela Dantes Editora e pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro em 2014.

Visitação até terça 13 de fevereiro de 2018

terça a sexta 9h às 20h [permanência até as 20h30]

sábado, domingo e feriado 11h às 20h

pisos -1 e -2

Local:  Avenida Paulista, 149 – São Paulo/SP

 

Ocupação Nise da Silveira (2017)

Por Itaú Cultural

Com bravura de cangaceira e convicção de rebelde, a psiquiatra Nise da Silveira foi pioneira na renovação das estruturas de saúde mental no Brasil. Além do respeito por aqueles que estavam sob os seus cuidados, sua atuação foi marcada pelo uso da arte como forma de expressão e de exploração do inconsciente. O trabalho de Nise demonstrou o valor da terapêutica ocupacional e abriu espaço para a revelação de nomes importantes para as artes visuais brasileiras.

A 37ª edição do programa Ocupação homenageia essa trajetória, apresentando os métodos, as referências e os principais conceitos mobilizados por Nise: o afeto como disparador da cura, os animais como terapeutas, o contato com os materiais como aprendizado fundamental. A mostra conta com obras do Museu de Imagens do Inconsciente, criado por Nise, além de documentos e entrevistas com pessoas próximas à sua obra.

Durante todo o período da exibição da mostra, a Ocupação Nise da Silveira reserva, no piso térreo do Itaú Cultural, um espaço onde o público pode fazer experimentações livres em desenho — uma das técnicas adotadas pela médica em suas terapias.

nformações

Visitação e Ateliê Vivo até: domingo 28 de janeiro de 2018

terça a sexta 9h às 20h [permanência até as 20h30]

sábado, domingo e feriado 11h às 20h

piso térreo e piso 1

Local:  Avenida Paulista, 149 – São Paulo/SP

 

Oficina sobre Agenda 2030/ODS 53 – Saúde e bem estar com foco na Meta de Redução da Mortalidade Materna

Os objetivos do desenvolvimento sustentável são parâmetros para uma sociedade mais justa, contudo estamos em uma sociedade de risco onde a ética foi esquecida por governantes e grandes detentores de rendas é algo distante da realidade atual, mas pode ser conquistada a cada dia e depende da atitude responsável de cada indivíduo.

 

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