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Bradesco, HSBC, Itaú e Santander foram selecionados para estruturar fundos e operações de crédito nas áreas contempladas

Os ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e da Fazenda homologaram, nesta quarta-feira (7/10), o resultado do 5º leilão do Programa Eco Invest Brasil. A iniciativa é voltada ao fortalecimento da inovação tecnológica e ao desenvolvimento de cadeias estratégicas para a competitividade brasileira.

Foram apresentadas 23 propostas por seis instituições financeiras, totalizando uma demanda de R$ 181,3 bilhões para fundos de inovação e crédito corporativo. Desse total, R$ 49,95 bilhões foram homologados e serão destinados a investimentos em seis cadeias produtivas estratégicas ligadas à inovação e à transformação ecológica, por meio de fundos, crédito corporativo e recursos não reembolsáveis.

Nesta rodada, o leilão combinou três instrumentos financeiros: Fundos de Inovação Eco Invest, Instrumentos de Crédito Corporativo e Fomento à Pesquisa e ao Empreendedorismo de Base Tecnológica. As instituições financeiras disputaram cada cadeia estratégica conforme sua capacidade de mobilizar capital privado. 

A alavancagem global foi de aproximadamente 3,8 vezes, considerando a soma dos recursos públicos e privados em relação ao capital catalítico. Ou seja, para cada R$ 1 aportado pelo Tesouro Nacional, serão mobilizados cerca de R$ 3,80 em investimentos privado.

Participaram da disputa Bradesco, Citibank, HSBC, Itaú, Santander e Banco do Brasil. Ao final do processo, Bradesco, HSBC, Itaú e Santander foram selecionados para estruturar fundos e operações nas seis cadeias estratégicas.

As instituições financeiras selecionadas serão responsáveis pela constituição dos fundos e pela oferta de crédito corporativo às empresas aptas a ampliar sua produção. Como contrapartida, também deverão destinar recursos não reembolsáveis à pesquisa aplicada e ao empreendedorismo de base tecnológica.

Como parte das contrapartidas, as propostas homologadas preveem aproximadamente R$ 249,8 milhões em recursos não reembolsáveis no primeiro ano para ações de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e empreendedorismo de base tecnológica. As propostas também preveem destinação de 10,25% a 20% dos investimentos dos Fundos de Inovação a projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) em cooperação com universidades e Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs).

Recursos priorizam seis cadeias estratégicas

Nesta edição, o Programa Eco Invest Brasil contemplou seis cadeias produtivas ligadas à inovação e à transformação ecológica:

  1. Circularidade de resíduos minerais e industriais para insumos;
  2. Automação e inteligência artificial (IA) aplicada a processos produtivos e tecnológicos;
  3. Fertilizantes verdes, bioinsumos e proteínas alternativas;
  4. Biomateriais e química verde;
  5. Beneficiamento de minerais críticos, baterias e mobilidade elétrica;
  6. Combustíveis verdes avançados, biogás e biometano.

O principal destaque foi a cadeia de circularidade de resíduos minerais e industriais, que concentrou o maior volume homologado, com R$ 11 bilhões, o equivalente a cerca de 22% do total dos investimentos.

O Bradesco foi selecionado para estruturar os fundos da cadeia de circularidade de resíduos minerais e industriais, além das áreas de fertilizantes verdes, bioinsumos e proteínas alternativas, com R$ 9 bilhões, e de biomateriais e química verde, com R$8,5 bilhões.  

O Itaú ficou responsável pela cadeia de automação e inteligência artificial aplicada a processos produtivos e tecnológicos, com R$ 9,75 bilhões em investimentos. O Santander venceu a cadeia de beneficiamento de minerais críticos, baterias e mobilidade elétrica, com R$ 6,5 bilhões, enquanto o HSBC foi selecionado para combustíveis verdes avançados, biogás e biometano, com R$ 5,2 bilhões.

Entre as atividades priorizadas pelos bancos, destacam-se reciclagem e valorização de resíduos (R$ 8,8 bilhões), automação, robótica e manufatura inteligente (R$ 8,11 bilhões), biofertilizantes, bioinsumos e biodefensivos (R$ 7,2 bilhões) e baterias e sistemas de armazenamento de energia (R$ 4,55 bilhões).

Dos recursos públicos de capital catalítico, R$ 9 bilhões serão destinados aos fundos de inovação e R$ 4,2 bilhões às operações de crédito corporativo. Os critérios do leilão também favoreceram propostas com maior participação de capital estrangeiro e maior proporção de investimentos em projetos desenvolvidos em parceria com universidades e ICTs, bem como iniciativas voltadas à aquisição e à internalização de tecnologias de empresas internacionais de base tecnológica.

Programa Eco Invest Brasil

O Programa Eco Invest Brasil integra o Plano de Transformação Ecológica, e tem como objetivo mobilizar capital privado nacional e internacional para projetos com impacto econômico, social e ambiental.

A iniciativa combina instrumentos financeiros inovadores, mecanismos de redução de riscos e atração de investimentos de longo prazo para acelerar a transição ecológica brasileira. 

Com os cinco leilões realizados, o Programa Eco Invest Brasil já mobilizou mais de R$ 190 bilhões e reúne 13 instituições financeiras credenciadas.

Os documentos e demais informações referentes ao 5º leilão estão disponíveis no site do Programa Eco Invest Brasil.

Por: Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA

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ambientedomeio@outlook.com

O “Ambiente do Meio” foi criado em 2007 e a autora teve como objetivo inicial auxiliar jornalistas e leigos nas informações de qualidade sobre o Meio Ambiente resultante de preocupações com as poucas informações jornalísticas de qualidade sobre o tema atreladas a conhecimentos acadêmicos e evidências científicas.

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