Cacique Raoni pede apoio de Minc para homologação de terra indígena no MT

Agência Brasil
Brasília - O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e o cacique Raoni, que apresentou a primeira brigada de bombeiros indígenas. O grupo atua há dois anos dentro de uma reserva kayapó na divisa entre os estados de Mato Grosso e do Pará. FOTO: Agência Brasil

O cacique Raoni, líder indígena da etnia caiapó, solicitou apoio do ministro Carlos Minc para a aprovação da proposta de homologação de uma terra indígena, em São José do Xingu (divisa do Mato Grosso com o Pará), de aproximadamente 400 mil hectares, que tramita na Casa Civil. Ele esteve reunido com o ministro nesta segunda-feira (22), no Ministério do Meio Ambiente.

 

Raoni também apresentou ao ministro o trabalho da primeira brigada indígena de combate a incêndios. Formada por 35 caiapós, ao longo de um ano, com apoio do Corpo de Bombeiros, a brigada desenvolveu técnicas próprias para identificar os focos de calor na mata. Desde que iniciaram suas operações, há 2 meses, houve uma redução de 80% nos focos de incêndio na reserva do Parque do Xingu, uma área de 11,2 milhões de hectares, afirmou o cacique.

Minc se entusiasmou com a idéia da brigada indígena e defendeu sua ampliação, inclusive com a possibilidade de apoio financeiro por parte do Ministério do Meio Ambiente. “Esse resultado que eles obtiveram é muito significativo e como há muitas queimadas e desmatamento em terra indígena e em parques nacionais essa experiência é muito boa e deve ser passada para outras comunidades indígenas”, disse Minc.Eles também pediram ao ministro que interceda junto ao ministro da Justiça, Tarso Genro, para solicitar que sejam incluídos no curso de formação da brigada indígena módulos de vigilância e segurança. Atualmente, os índios são capacitados em três módulos de 45 dias cada com lições de primeiros-socorros e de confecção de abafadores e bombas costais para apagar focos de incêndio.

Desmatamento – no encontro com os caiapós, o ministro Carlos Minc afirmou que a preservação da floresta e o combate aos crimes ambientais são uma preocupação constante do ministério e que, independentemente do período eleitoral, quando há uma redução nas fiscalizações por parte dos governos estaduais, é preciso ação. “Nós temos que criar outros mecanismos de cooperação que não dependam somente do apoio dos governos estaduais”, defendeu.

Como exemplo, ele adiantou que está em articulação com a Advocacia Geral da União uma operação pente-fino para punir os cem maiores desmatadores do país. “A gente quer fazer um trabalho conjunto com a AGU e o MP Federal para que seja uma ação exemplar contra os desmatadores”, disse Minc.

Fonte: MMA    Enviado por Antonio Cunha

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