Salvar a economia ou salvar o planeta ?

Salvar a economia ou Salvar o planeta: Obama na Midia

 

Resumo: salvar a economia, significa matar a capacidade do planeta sustentar todas as formas de vida na  Terra, menos a nossa, alguns acreditariam, porque aplicam a seguinte lógica: “nunca morri, portanto, nunca morrerei.”  Para o planeta, esse exercício lógico é assim: “o planeta nunca expulsou a humanidade da Terra, portanto, nunca expulsará.” Será?

O mesmo modelo de crescimento baseado em consumo estúpido, concentração de riqueza, destruição do bem estar, da liberdade e da paz entre nações, apesar das críticas contundentes nunca refutadas de vários economistas, como Nicholas Georgescu-Roegen, Herman Daly, Kenneth Boulding, Max-Neef, E.F.Schumacher, etcA pergunta que fica é: “se não crescermos, produzimos uma convusão social; se crescermos, produzimos um colapso planetário”. Não há saída para essa armadilha?

Por quanto tempo vamos ficar brincando de faz de conta? Faz de conta que…. “The economic crisis we face is unlike any we’ve seen in our lifetime. It’s a crisis of falling  confidence and rising debt. Of widely distributed risk and narrowly concentrated reward. A crisis written in the fine print of sub-  prime mortgages, on the ledger lines of once-mighty financial institutions, and on the pink slips that have upended lives and cost the economy 2.6 million jobs last year alone…. Make no mistake: A failure to act, and act now, will turn crisis into a catastrophe and guarantee a longer recession, a less robust recovery, and a more uncertain future. Millions more jobs will be lost. More businesses will be shuttered. More dreams will be deferred.  That’s why I feel such a sense of urgency about the Economic Recovery and Reinvestment Plan that is before Congress today. With it, we can save or create more than three million jobs, doing things that will  strengthen our country for generations to come. It is not merely a prescription for short-term spending — it’s a strategy for long-term economic growth in areas like renewable energy, health care, and education.”

Só um adendo: na crise 2001 e 2002 foi criado um déficit de 8 milhões de empregos (destruição dos trabalhos, mais expansão da população economicamente ativa). Na recuperação de empregos posterior esse déficit nunca foi recuperado. Em 2008 o déficit foi de 5,5 milhões de empregos. O déficit total de empregos acumulados (crescimento de postos de trabalho inferior à dinâmica populacional) é de 24,3 milhões, apesar de termos presenciado cinco anos de crescimento que em muitos relatórios vinha acompanhado do adjetivo sólido: crescimento sólido. Teremos que redefinir o sentido dessa palavra agora, até Japão vivia um crescimento sólido. Há 28 milhões de mendigos nos Estados Unidos, segundo números oficiais, a maioria americanos tradicionais e não imigrantes, que por sinal, estão sendo estimulados a deixar o país.  Quem se importa com essas pessoas, que viverão suas vidas inteiras completamente marginalizadas no país mais rico do planeta?

 

Hugo Penteado

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