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Por: Por Silvia Calciolari

Durante 10 anos fica suspensa a exploração do gás de xisto no Estado para proteger as reservas de água de superfície e subterrâneas e a produção de alimentos

O Estado do Paraná estará livre da ameaça do fraturamento hidráulico, tecnologia altamente poluente para extração do gás de xisto do subsolo também conhecido como FRACKING, pelo menos nos próximos 10 anos.

É o que prevê o Projeto de 873/2015 aprovado em primeira discussão pela Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) nesta segunda-feira, 28. Foram 45 votos a favor pela suspensão por 10 anos de licenciamento para exploração do gás de xisto pelo método não convencional.

“É uma decisão inédita do país, colocando mais uma vez o Paraná na vanguarda do enfrentamento ao Fracking e demonstrando que já há o entendimento entre os parlamentares de que essa tecnologia minerária é perigosa, é destrutiva e causa impactos ambientais, econômicos e sociais irreversíveis”, afirmou Juliano Bueno de Araujo, coordenador de Campanhas Climáticas da 350.org e fundador da COESUS – Coalizão Não Fracking Brasil pelo Clima, Água e Vida.

Baseada em estudos internacionais das mais respeitadas instituição de pesquisa, a justificativa principal dos autores é o risco de contaminação do solo e das águas que pode atingir os 122 municípios onde tecnicamente haverá a exploração. Em 2013, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) leiloou 72 blocos para exploração de gás no Brasil, sendo 16 localizados no Paraná, atingindo as regiões Oeste, Sudoeste e Noroeste do estado.

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O “Ambiente do Meio” foi criado em 2007 e a autora teve como objetivo inicial auxiliar jornalistas e leigos nas informações de qualidade sobre o Meio Ambiente resultante de preocupações com as poucas informações jornalísticas de qualidade sobre o tema atreladas a conhecimentos acadêmicos e evidências científicas.

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