Prêmio de Jornalismo de Investigação em HIV da América Latina e Caribe
Por ONU Br

Jornalistas brasileiros de mídia online e impressa já podem concorrer ao “Prêmio de Jornalismo de Investigação em HIV da América Latina e Caribe”, realizado pela Aids HealthCare Foundation (AHF) em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil. Inscrições no concurso vão até 10 de janeiro.
O ganhador do prêmio no Brasil participará, com os ganhadores dos outros países da América Latina e do Caribe, do workshop internacional “Jornalismo por um mundo sem AIDS”, que acontecerá em Fort Lauderdale, na Flórida, Estados Unidos, dos dias 17 a 19 de março do próximo ano. O curso acontece durante o Florida Aids Walk and Music Festival. Todos os custos com passagens, alimentação e hospedagens serão cobertos pela AHF.
O prêmio reconhece jornalistas que abordam em suas produções temas relacionados ao HIV, como prevenção, ações e serviços que permitam às pessoas conhecerem sua sorologia, acesso a tratamento de qualidade, o estigma frente ao vírus e as barreiras culturais para a testagem e cuidados. A organização da competição considera que a disseminação desses conteúdos pode salvar vidas.
“A colaboração da imprensa é fundamental para que a epidemia de Aids seja extinta até 2030, conforme acordado pelos Estados-membros da ONU com a nova Agenda de Desenvolvimento Sustentável. As histórias sobre HIV precisam ser compartilhadas pelos veículos de comunicação”, defende a oficial de projetos do setor de Educação do escritório da UNESCO no Brasil, Mariana Braga.
A UNESCO no Brasil decidiu colaborar com a AHF porque, explica Mariana, o planejamento estratégico da agência da ONU envolve a promoção da educação de qualidade em saúde, sexualidade e sobre a epidemia. O objetivo do organismo é contribuir para a adoção de estilos de vida mais saudáveis e para a igualdade de gênero.
Para se inscrever no concurso, o jornalista deve enviar para o e-mail ahfbrasil@aidshealth.org a versão original (escaneada) e a versão em word de suas reportagens ou série de reportagens, publicadas entre 1º de janeiro de 2016 e 31 de dezembro do mesmo ano, em jornais impressos, revistas ou sites de notícias online.
Além das reportagens, no e-mail também devem constar uma carta de apoio do veículo no qual a reportagem foi publicada, um curriculum vitae do jornalista e uma carta explicando por que o jornalista desenvolveu o trabalho. Também é necessário enviar uma autorização por escrito das pessoas que, por ventura, sejam citadas nas reportagens.
Regulamento
A Aids Healthcare Foundation (AHF), a UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura e a Faculdade Cásper Líbero chamam os/as jornalistas no Brasil para participarem da Primeira Edição do Prêmio ao jornalismo de investigação em HIV da América Latina e Caribe na categoria mídia impressa e on-line. Dado que o mundo tem um compromisso para acabar com a Aids até 2030, nos propomos reconhecer jornalistas com a missão de fazer pesquisa em profundidade de sobre questões que podem passar desapercebidas pela mídia, mas que custam vidas:
- Prevenção de novas infecções pelo HIV
- Ações e serviços que permitem as pessoas conhecerem sua sorologia para o HIV e atende-las (testes, qualidade nos serviços, etc.)
- Aceso ao tratamento para o HIV de qualidade
- Estigma frente o HIV e/ou barreiras culturais para testagem e cuidados.
Convidamos os/as jornalistas do Brasil para enviarem suas reportagens ou uma série de reportagens sobre os temas acimam mencionados que foram publicados entre o dia 01 de janeiro a 31 de dezembro de 2016. A chamada está aberta de 30 de setembro de 2016 até o dia 10 de janeiro de 2017. O nome dos jurados será informado em 31 de outubro. Os trabalhos serão recebidos no e-mail da AHF Brasil ahfbrasil@aidshealth.org
Deverão ser recebidos mais tardar até às 23 horas do dia 10 de janeiro, hora de Los Angeles (-8 UTC). Nenhum trabalho será aceito depois desse horário.
Critérios:
Os trabalhos devem ter sido publicados entre 01 de janeiro a 31 de dezembro de 2016[1].
Foram impressos em jornais ou revistas do Brasil, ou publicados nos sites de notícias on line. Nesta edição não participarão trabalhos nas redes sociais, incluindo blogs.
Incluir uma carta de apoio do meio de comunicação, um currículo do/a jornalista e uma carta explicando porque produziu esse trabalho.
Os trabalhos devem mostrar uma investigação completa sobre os temas propostos. Devem utilizar os mais elevados padrões jornalísticos, paixão pela pesquisa e a inclusão de diversas vozes; devem mostrar dedicação, ética e profissionalismo.
Os trabalhos devem proteger o nome e as imagens dos pacientes. Quem aceitar que seu nome ou imagem sejam publicados, deve autorizar isso por escrito. Pedimos que o conteúdo e linguagem não estigmatizem ou vitimizem as pessoas ou grupo de pessoas com HIV.
O trabalho publicado deve ser enviado na versão original (escaneado). É importante anexar também a versão em word.
O júri: A apresentação e deliberação do júri serão feitas no âmbito nacional, exceto no Caribe, onde será regionalmente. Em cada país participante, o júri será composto por cinco jornalistas e especialistas em HIV. As suas decisões serão baseadas nos critérios acima e pareceres técnicos. Sua composição será informada publicamente no dia 30 de outubro de 2016.
O prêmio: A pessoa vencedora no Brasil participará com colegas ganhadores nos outros países do Workshop Internacional: Jornalismo por um mundo sem AIDS que acontecerá em Fort Lauderdale, Flórida, de 17 a 19 março de 2017, durante o Flórida Aids Walk and Music Festival. A AHF vai pagar o voo de ida e volta partindo do país de residência, bem como alimentação e hospedagem durante a viagem. Cada participante receberá um certificado de reconhecimento.
Cerimônia de Premiação: A decisão final será anunciada no dia 13 de fevereiro de 2017, Dia Internacional do Preservativo. Os/as vencedores serão notificados com antecedência.
[1] As obras registradas nesse concurso poderão ser utilizadas pela AHF México e terceiros designados por ela com fins de promoção no presente ou seguintes anos sem a autorização previa do autor/a.
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