Retorno do Rio Pinheiros à sua Vazão Natural: Solução conciliando Finalidades Ecológicas e Energéticas

Rio Pinheiros
Foto: https://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Pinheiros

Por: Ana Marina Martins de Lima

Os engenheiros Hugo Alabi e Ruy Alvarenga buscam parcerias para realização projeto que pretende estabelecer o curso do Rio Pinheiros, visando uma minimização da poluição do Rio

 

Sobre o Rio Pinheiros:

O rio Pinheiros é um rio que banha a cidade de São Paulo, no estado de São Paulo. Nasce do encontro do rio Guarapiranga com o rio Grande e deságua no rio Tietê.

No passado, os rios Grande, Jurubatuba e Pinheiros formavam uma única bacia, com nascentes situadas na serra do Mar e com a foz no rio Tietê. A construção do barramento que deu origem à represa Billings, na década de 1920, criou uma ruptura em seu curso natural, que descaracterizou a noção de continuidade desses corposhídricos.

Usina Henry Borden:

O complexo Henry Borden, localizado no sopé da Serra do Mar, em Cubatão, é composto por duas usinas de alta queda (720 m), denominadas de Externa e Subterrânea, com 14 grupos degeradores acionados por turbinas Pelton, perfazendo uma capacidade instalada de 889 MW, para uma vazão de 157 m3/s. Desde outubro de 1992, a operação desse sistema vem atendendo às condições estabelecidas na Resolução Conjunta SMA/SES 03/92, de 04/10/92, atualizada pela Resolução SMA-SSE-02, de 19/02/2010, que só permite o bombeamento das águas do Rio Pinheiros para o Reservatório Billings para controle de cheias, reduzindo em 75% aproximadamente a energia produzida em HenryBorden.

Justificativa:

Considerações sobre geração atual na Henry Borden, ou seja, paragerar 127 MW h, são necessários Aprox. 20 m³/s de vazão de água. Fechando-se a referida Usina Hidrelétrica, este fluxo retornará parao curso natural do Rio Pinheiros.

Hoje são despejados rejeitos no Rio Pinheiros, os dados indicam ser de 400.000 residências, o que equivale a 0,4 m³/s. Esta carga representa apenas 2% dos 20 m³/s de água limpa que vai entrar, ou seja o Rio ficará muito limpo, se comparado com a situação atualque armazena água parada provinda do Rio Tietê.

Situação legal atual:

No âmbito do  Operador Nacional do Sistema Elétrico , a energia assegurada nas usinas do complexo Henry Borden passou, com restrições ambientais, para 108 MW, médios, confirmados pela resolução 453, de 30 de dezembro de 1998 da ANEEL, mantendo este valor até ser alterada pela portaria do Ministério das Minas e Energia MME nº. 21, de 30 de julho de 2007 para 127,7 MW, médios de um total de 889 MW, de potência outorgada.

Projeto Rio Pinheiros
O projeto permitiria em situação extrema, gerar até 700 MW. Com represa a fio de água e entrada de água para turbinas por túnel a ser construído.

Resumo da Proposta (Concepção do Projeto):

1) Desligamento total da Usina Henry Borden.

2) Permitir o fluxo natural das Águas do Rio Pinheiros Da Serra Para a Foz do Rio Tietê.

3) Deixar as estações elevatórias Traição e Pedreira, apenas para situação de enchentes.

4) Observar como a entrada de água limpa da Serra para o Pinheiros (20m³/s, média histórica nos últimos 80 anos) resulta em descontaminação total do Rio.

5) Projetar a Usina Edgar de Souza, em lugar mais conveniente para aproveitar a vazão do Tietê mais Pinheiros que como o cálculo.

Sobre os autores:

Hugo Alabi: Grau Maximo de Engenheiro Eletricista Eletrônico pela Universidade Nacional de Córdoba em 1971,  e revalidado pela USP em 1980, foi Professor de Física em duas Universidades, desde  1974 atua no Brasil, participando como Gerente de Projeto para destacadas Empresas de Engenharia, em projetos como Sala de Controle de UHE de 1.000 MW, vários sistemas Portuários para armazenagem, carga e descarga de Navios. de Cereais, e Minérios. Primeira Plataforma de extração de petróleo do Brasil, e centenas de projetos Industriais, como de Saneamento Básico para cidade de aprox. 1.000.000 de habitantes.

Ruy Alvarenga: Engenheiro Mecânico de Produção pela Faculdade de Engenharia Industrial da Fundação de Ciências Aplicadas (ex – PUC) em 1972. Isopor Ind. e Com. de Plásticos S.A., empresa pertencente ao Grupo BASF, entre 1972 e 1973, quando do lançamento de linha de Câmaras Frigoríficas em módulos padronizados no mercado brasileiro. Foi professor de Química no Curso Preparatório aos Vestibulares São Salvador, em 1974. Foi Gerente de Enga do BCN – Banco de Crédito Nacional S.A. entre 1977 a 1981. Foi Gerente de Engenharia do Citibank N.A. no período 1982 a 1986. Gerente de Aplicações na Coldex Trane da linha de produtos Trane, fabricante norte-americana de equipamentos de Refrigeração e Ar Condicionado para conforto e para processos industriais, nos anos 1986 e 1987. Consultor em Engenharia de Produção desde 1988.

Saiba Mais:

Contato com Engenheiro Hugo Alabi: hugoalabi@gmail.com

 

Qual sua opinião sobre este tema?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s