Companhia Siderúrgica Nacional recebe nova multa por poluir Volta Redonda (RJ)

Via Jornal Nacional* Editado

Moradores de Volta Redonda, no sul do Rio de Janeiro, enfrentam o acúmulo de um pó emitido pela Companhia Siderúrgica Nacional. O estado deixou de monitorar a emissão desse produto há seis anos. Nesta sexta-feira (14), o Instituto Estadual do Ambiente multou a empresa em R$ 1 milhão.

Uma cidade inteira coberta de fumaça e de poeira. Volta Redonda, no Sul Fluminense, tem a mais antiga siderúrgica do Brasil. Com máquina e equipamentos que não conseguem conter a emissão de poluentes, a CSN é hoje uma grande ameaça à saúde pública da região.

Vista parcial da Usina Presidente Vargas, em Volta Redonda, Rio de Janeiro. FOTO: Wikipedia

“Essa fonte principal de poluição vem dessa principal indústria, que é a Companhia Siderúrgica Nacional. Alguns estudos que já foram feitos em Volta Redonda, já mostraram que tem uma relação muito clara, uma associação, da poluição do ar com efeitos à saúde”, afirma Marcelo Moreno, pesquisador da Fiocruz.

O pó preto que sai da CSN está por toda parte: nas ruas, dentro das casas. Há um ano, o Jornal Nacional esteve em Volta Redonda e mostrou o teste do imã para confirmar que essa poeira tem origem metálica. Este poluente deixou de ser monitorado pelas autoridades ambientais em 2017 por determinação do Conselho Estadual do Meio Ambiente.

O Inea, Instituto de Ambiente do Estado, informou que o conselho tomou a decisão alegando que não há padrões de monitoramento para este material. Mas o Ministério Público afirma que o poluente é fiscalizado em vários estados e em outros países.

“Em diversos países, como Canadá, e em outros estados brasileiros, como Minas Gerais, Espírito Santo, a gente tem. E no Rio de Janeiro, por conta de uma decisão do órgão ambiental estadual, não há mais monitoramento dessa substância”, explica o promotor de Justiça Leonardo Kataoka.

Agora, o Conselho Estadual do Ambiente informou que houve uma reunião na segunda-feira (17) para revisar as normas.

Para um casal de idosos, cada minuto importa. Eles enfrentam problemas respiratórios agravados pela poluição.

“Eu tenho asma brônquica e alérgica”, diz a enfermeira Maria Aparecida Rodrigues Lima.

“Eu tenho enfisema pulmonar”, conta o aposentado Mauro Lima.

Para proteger a saúde, eles já foram orientados pelos próprios médicos a deixar a cidade.

Nos dias de vento forte, a situação fica ainda pior. Em maio, o flagrante do lançamento de uma fumaça espessa de cor laranja. A empresa chegou a ser multada pelo o Inea. Segundo o instituto, a CSN não seguiu o protocolo de comunicar imediatamente o incidente.

Em Aquidauna Moradores pedem socorro por atividade de siderúrgica via rede social:

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