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Por COMLURB

A exposição, que iria até 22 de agosto, pode ser visitada agora até 24 de setembro

Devido ao sucesso de público e muitas solicitações de escolas para visita de alunos, foi prorrogada em mais um mês no Galpão das Artes Urbanas da Comlurb, na Gávea, a exposição coletiva Deslocamento e Meio Ambiente, que reúne 19 artistas plásticos fluminenses. A exposição, com curadoria da artista plástica e mosaicista Moema Branquinho, iria até 22 de agosto, mas pode ser visitada agora até 24 de setembro. Complementam a mostra trabalhos coletivos de estudantes de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Santa Úrsula e do Atelier de Mosaico Contemporâneo Moema Branquinho no Instituto Calouste Gulbenkian.

Mosaico colorido com elementos naturais e geométricos, retratando uma mão em contato com plantas e folhas.
Arte de Christina Bocayuva

Estão em exposição, com texto curatorial de Marco Cavalcanti e Moema Branquinho: máscaras, pinturas e esculturas diversas, fotografias, assemblage e mosaico contemporâneo feitos a partir do reaproveitamento de bambus, vidros vazios de esmaltes coloridos, lixo eletrônico, entre outros materiais.

Aberta ao público em 11 de julho, Deslocamento e Meio Ambiente reúne artistas do Rio, Niterói, Magé, Saquarema, São Paulo e, a maioria, de Maricá, cidade da Região dos Lagos. A exposição envolve a natureza desses diferentes locais, homenageando seu povo, aves, povos originários, rios mares. São máscaras pintadas com pigmentos de terra; esculturas com folhas de palmeiras imperiais caídas no Jardim Botânico e em Maricá; instrumentos de percussão feitos de materiais reaproveitados; panôs com grafismos indígenas pintados com jenipapo, urucum e outros pigmentos naturais; fotos da diversidade de pássaros e aves da Mata Atlântica; mosaico sobre manequim velho; e trabalhos em bambu, vidros vazios de esmaltes coloridos, ossos, lixo eletrônico, entre outros.

Artistas e suas obras:

*Ana Luíza Mello– Artista natural do Rio de Janeiro. Obras: Condição Humana (Acrílico sobre tela) e Pacha Mama (Escultura cerâmica).

*Ana Monsores – Nascida e criada na Baixada Fluminense, adotou a Cidade Maricá como seu lar. Instagram: @anamonsores77 – Obras: Série Fotográfica A Centenária Vila de Pescadores de Zacarias – Maricá.

Pintura de uma criança com cabelo escuro segurando um canudo de bambu enquanto um pássaro verde está empoleirado em seu braço.
Arte de Giovani Rodrigues

* Carolina Potiguara – De ascendência Potiguara da Paraíba, vive atualmente em Niterói. Obras: KA’ A PORANG – Folhas Bonitas da Floresta – Argila verde, jenipapo e carvão vegetal.

* Christina Bocayuva – Vive e trabalha no Rio. Obras: Tabuleiro de Ervas (assemblage com pastilhas, vidros, fotos).

* Foguete Barreto – Percussionista e luthier. Obras: Instrumentos musicais percussivos sustentáveis.

* Geovani Rodrigues – Nascido na Paraíba, mora em Maricá. @artegeovani – Obras: Indígena 1 e Indígena 2 – acrílico sobre tela.

* Jean Peze – Brasileiro natural da França, mora em Maricá há 40 anos. Obras: Papagaio, Pinguim, Minnie – obras da série inn animados (assemblage) – esculturas com ossos e reaproveitamento de brinquedos e objetos descartados.

* José Domingos Mattos – De Valença, mora em Maricá/Saquarema, é pioneiro na arte sustentável na Região dos Lagos. Obras: O Emaranhado de Bambu.

* Laert Miranda – De Corumbá, Mato Grosso do Sul, desenvolve esculturas de grandes dimensões utilizando materiais de refugo, como latinhas de alumínio e garrafas PET. Obras: Casulo 04 – plástico e metal.

* Leila B. – @leila.mds.b – Obras: Colonizador e Colonizado – mandalas esmaltadas sobre cerâmica – 5 peças.

* Mariana Devoto – Argentina radicada no Brasil. Obras: Pimpinela Nerd (mosaico sobre manequim velho; cacos de prato e garrafas de cachaça, azulejos antigos e pastilhas de coco. No topo da cabeça, teclas de um teclado descartado de computador).

* Martha Pires Ferreira – Criações com lixo eletrônico, cabelo, crina, pelo de animais e assemblage com selos postais e outros materiais. Obras: Placa Mãe VI – acrílico, selo e mini-desenho (nanquim e aquarela/assemblage).

* Maurício Kiffer – Obras: Fóssil (Warhol) n° 7 – assemblage, colagem sobre madeira; Farelo da esfera – assemblage, colagem sobre madeira; Fóssil (cachou) n° 5 – colagem sobre madeira.

* Carlos Eduardo Meiga Rodrigues – De Niterói. Obras: Restos cadavéricos de três louras – óleo sobre tela; Cerva Joia e Shock Óptima, casal bonito – óleo sobre tela.

* Moema Branquinho – Carioca, mora em Maricá. Obras: Restinga – pintura com pigmento de terroso e carvão sobre algodão cru; Cocar – embalagem de esmalte de unha, argamassa sobre argamassa e madeiraCocar – embalagem de esmalte de unha, pigmento preto, argamassa sobre argamassa e madeira.

* Osias Silveira – O artista, que tem 80 anos, transforma materiais naturais e objetos descartados em esculturas. Com folhas de palmeira imperial caídas no Jardim Botânico do Rio criou uma série de esculturas que celebram figuras icônicas e personagens do imaginário popular. Obras: Guerreiro Viking e Guerreiro – esculturas feitas com folhas de palmeira imperial e betume.

* Renata Aymoré Gama – Primeira presidente do Instituto Histórico, Geográfico e Ambiental de Maricá. Obras: Mata Viva – Uma viagem pelas asas da Mata Atlântica – Instalação: 46 fotografias de aves presentes na Mata Atlântica varais ao longo do espaço.

* Roberto Tavares – Professor e coordenador do Ateliê de Gravura no Centro de Artes Calouste Gulbenkian, no Rio. Obras: Da Obra Para Obra 005 e Da Obra Para Obra 006 – assemblage, madeira, pintura.

* Bel Mattos – Trabalha com pesquisas com pigmentos vegetais e minerais, elementos naturais e cerâmica. IG: @belmatttos / @belmattos – Obras: Reté – Corpo Arquivo (registro de performance) com fio de lã e urucum.

Obras coletivas:

* Painéis em pequeno formato – resíduo eletrônico, pigmento, argamassa sobre madeira; e Máscaras-Identidade – apresentação de 40 peças dispostas sobre fundo terroso – atividades envolvendo estudantes da disciplina Expressão Atelier Terra do Curso de Arquitetura da Universidade Santa Úrsula. Cada máscara foi modelada no rosto de um aluno e pintada com pigmentos de terra.

* Lenço Artístico – Participação das alunas Ana Carvalho, Christina Bocayuva e Jovita Agra, do curso de Mosaico Contemporâneo – Pastilhas e gema de vidro, azulejo, rolha de cortiça, fios do interior de computadores aplicado sobre tecido de nylon.

 

Serviço:

Deslocamento e Meio Ambiente: a Arte em tempos de crise

Local: Galpão das Artes Urbanas Helio G. Pellegrino da Comlurb

Visitação: Até 24 de setembro – segunda à sexta-feira, das 9h às 17h

Entrada: GRATUITA

Endereço: Rua Padre Leonel Franca, s/nº – Gávea (sob o Viaduto Lagoa-Barra, em frente ao Terminal Rodoviário da Gávea)

Contato: galpaodasartes@gmail.com

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Autor

ambientedomeio@outlook.com

O “Ambiente do Meio” foi criado em 2007 e a autora teve como objetivo inicial auxiliar jornalistas e leigos nas informações de qualidade sobre o Meio Ambiente resultante de preocupações com as poucas informações jornalísticas de qualidade sobre o tema atreladas a conhecimentos acadêmicos e evidências científicas.

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