Questões ambientais que permanecem, mas tem soluções

Foto: Ana Marina Martins de Lima

Por: Ana Marina Martins de Lima

Aqui apresento velhas questões ambientais e os impactos das atividades econômicas que permanecem em nossa vida.

Um exemplo muito simples é questão da poluição do ar, como ocorre? Você já pensou nisto? A poluição do ar é resultante das atividades realizadas pelo homem em busca da modernidade; desde o inicio do desenvolvimento industrial foram liberadas na atmosfera toneladas de gazes tóxicos como o enxofre.

O que causa o enxofre? Chuva ácida que destrói a vegetação de dependendo de sua intensidade causa desconforto respiratório para os seres humanos, além de influenciar no sistema que não vemos as atividades realizadas no solo por microrganismos reapossáveis pela fertilização e adubação natural para que tenhamos bons resultados na economia agrícola.

Atualmente um dos maiores poluidores do ar são os carros por causa do uso de combustíveis poluentes, embora tenha ocorrido um bom desenvolvimento na construção de carros modernos há pouca consciência e efetividade em politicas públicas que retirem as frotas antigas de circulação.

As estradas ainda são o meio mais comum para uso de transporte de cargas direcionadas ao portos e o caminhões utilizam na sua maioria das vezes diesel altamente poluente.

Resultado:

Temos milhares de casos de pessoas que necessitam de atendimento médico devido á poluição do ar e isto é um fator comum que vai além de barreiras municipais, estaduais ou federais.

Mapa mostrando a passagem de água com elevada turbidez e a passagem da onda de cheia, incluindo dados de várias estações fluviométricas e UHEs em Minas Gerais.

A poluição da água é tão complexa quanto a doa ar, vivenciando recentemente em nosso país a crise da água em uma grande Metrópole como São Paulo, foram realizados diversos eventos temáticos que reuniu milhares de especialistas da área.

Infelizmente nestes eventos a notícia que não gostaríamos de dar é que a crise é muito maior não só por causa de escassez da água tratada, mas pelas condições em que deixamos esta água, temos muita água, mas “água doente”.

Por meio de técnicas de análises desenvolvidas a partir de conhecimentos de profissionais da Química, da Biologia e da Geologia hoje o que encontramos é um cenário no qual temos muitos poluentes do ponto de vista químico alguns poluentes são resultantes da descarga de esgotos não tratados em mananciais vindos da indústria farmacêutica e mesmo o esgoto de nossas casas contem uma grande carga de “remédios” que consumimos como os hormônios e antibióticos que podem ser responsáveis pela modificação da fauna e flora, além de posteriormente serem reintroduzidos para nosso consumo e resultarem em modificações do comportamento sexual e social dos humanos.

Do ponto de vista biológico, microrganismos podem sofrer mutações ou adaptações tornando-se mais resistente á antibióticos e quando reintroduzidos em nosso consumo causa doenças das quais são mais resistentes aos medicamentos já existentes em alguns caos além de bactérias temos infecções causadas por fungos.

Pesquisas científicas e acadêmicas podem e devem ser utilizadas como soluções para os impactos ocasionados por atividades econômicas.

Já na Geologia notícias também não são boas as principais causas de poluição do solo e consequentemente poluição de mananciais são o despejo de resíduos “lixões a céu aberto” ou não, temos que repensar nosso consumo, mas também qual a forma na qual os resíduos sejam eles recicláveis ou não são colocados à disposição sobre o solo até que sem destinado a sua função final. Além da poluição proveniente destes resíduos há uma grande carga de agrotóxicos, alguns como temos notícias são fabricados ou adulterados e vendidos para uso também em pequenas propriedades no entorno de cidades.

Hoje enfrentamos questões decorrentes de extração de petróleo que podem provocar poluição doar e contaminação da água e até terremotos por meio de técnicas que quebram o solo.

Do ponto de vista da postura das empresas houve uma evolução no uso de conhecimentos tecnológicos visando à chamada “economia verde”, mas ainda são necessárias medidas de eficiência e eficácia para que soframos um pouco menos em relação aos poluentes presente em nosso meio.

Um estudo de caso no qual devemos refletir é ocaso de uma tragédia ocorrida em Santos durante a queima de poluentes que teve como consequência visível a morte de milhares de peixes com a poluição da água e como consequência não visível por toda sociedade a poluição do ar e o impacto econômico pela proibição do consumo e venda de peixes na região.

Outro ocorrido na cidade de Americana em São Paulo aponta para o treinamento, conscientização e melhorias no trabalho de fiscalização por meio de secretarias de meio ambiente ou agencias ambientais.

Um pato com plumagem verde devido à proliferação de algas em uma represa.

Além de casos como os movimentos do solo em Maceió e as “tragédias” de rompimentos de barragens sejam elas ocasionadas por falha no sistema de gestão ou mesmo por efeitos das mudanças climáticas excesso de chuvas e aumento do volume de água. O aumento de volume das águas por efeito das intensas chuvas tem ao longo de nossa história recente impactado grandes cidades a exemplo dos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais e são necessárias avaliações dos Planos de Contingências já criados por causa dos impactos econômicos e nos serviços de saúde.

Voltando para nossa consciência em meio a tantos eventos e reuniões é preciso estar atentos às necessidades apresentadas por especialistas como, por exemplo, uma análise mais profunda da água que é disponibilizada para consumo humano, o desenvolvimento de novas formas de tratamento.

Do ponto de vista da Lei são necessárias revisões quantos as penas e os termos de ajuste de conduta nesta área, além de rever a forma de como o homem é inserido no MEIO AMBIENTE, pois a legislação deve manter a postura da proteção da fauna e da folha, mas também deve estar atenta à proteção da VIDA HUMANA, as questões de saúde também devem estar presentes principalmente quando ocorre a avaliação do impacto causado por desastres e o possível impacto de novos empreendimentos.

Por fim é necessária uma transparência nas informações sobre as licenças outorgadas para grandes empreendimentos e revisões nas áreas urbanas de licenças concedidas as construtoras além de apresentação das prefeituras do planejamento prévio para o atendimento da demanda ocasionada posteriormente aos empreendimentos liberados como infraestrutura da rede de abastecimento de água, tratamento de esgoto, gestão do resíduo (lixo) e transporte público além dos impactos ocasionados na saúde física e mental da população e todas as ferramentas já são conhecidas e estão disponibilizadas a décadas são elas a Gestão Ambiental; Políticas Públicas; Gestão Participativa e alinhamento de condutas na esfera da Justiça Ambiental e do Direito Cível.

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