Educar é ensinar a fazer escolhas…

Por Oly de José Morais Ramos

Sabe-se que uma nação se constrói pela educação; é por meio dela que se abrem os caminhos dos cidadãos. Os países que investem em Educação têm grande parte de seus problemas sanados; já os que pouco investem nela, conhecem o caos na sociedade.
Os leitores sabem muito bem do que falo, pois nosso país está mergulhado nesse caos. Temos, então, de educar a população brasileira para conseguirmos uma melhoria significativa em todos os aspectos. O que é, porém, educar? Seria ministrar aulas das ciências em geral ­ matemática, português, geografia, história, biologia?
Sim, mas isso não é o suficiente. É preciso ir além. É necessário, sim, que os jovens conheçam as ciências e saibam utilizar os conceitos no dia a dia para evoluírem; o problema, porém, é que quem ensina isso aos jovens somos nós, adultos, a partir da nossa perspectiva, da nossa visão do que é a vida.
Eles, no entanto, não a conhecem, pois têm sua própria visão. Nós impingimos a eles nossas crenças, nossos dogmas, nossos “conhecimentos”. Educar não significa conduzir o jovem ao caminho que julgamos ser o certo, porque o caminho certo não existe.
Aquilo que serviu à minha vida para que eu conseguisse ser o que sou numa época em que se enviavam cartas e telegramas aos amigos e amores pelo correio, não serve aos que vivem hoje a revolução tecnológica, época da comunicação instantânea não somente aqui na Terra, mas daqui para o resto do universo, como ocorreu com o papa Bento 16 e alguns astronautas. Educar é ensinar os jovens a fazer escolhas, mesmo que erradas.
Sim! É importante fazer escolhas erradas, pois é mediante o erro que se adquire mais experiência. Lógico que o melhor seria aprender pela teoria para não errar na prática, mas, quando o conhecimento é empírico é mais marcante. Claro está também que temos de incentivar os jovens a se desenvolverem por meio de escolhas adequadas, e isso se consegue incutindo na mente deles a teoria apropriada.
É aqui que começa o trabalho do Educador ­­com letra maiúscula mesmo. Incutir na mente do jovem a teoria apropriada não precisa ser por meio de repetição pura e simples da teoria ano após ano. Isso é ineficaz. Quer uma prova disso? Pense nas regras de acentuação gráfica, que todos nós estudamos ao menos três vezes na nossa vida escolar.
Lembra-se delas? Certamente não. Por isso é preciso mudar o método; é preciso mudar o foco. O foco da educação tem de ser a aprendizagem do aluno, o que se consegue a partir da ação do próprio aluno. O papel do educador não deve ser o de pregador, o de dono absoluto da verdade. O professor tem de falar menos em sala de aula; tem de dar menos respostas e fazer mais perguntas, levando o jovem a buscar a resposta por si só. O papel do professor tem de ser de mediador do conhecimento, e não de transmissor de conhecimento. Educar é entusiasmar!
É mostrar ao jovem que aquele conhecimento específico é interessante, apesar de, às vezes, ser maçante. É mostrar que aquilo que parece ser desagradável naquele momento pode ser decisivo no futuro, quando houver a necessidade de aplicá-lo. Além disso, é mostrar que ter cultura é um diferencial positivo, que ajuda ­­e muito­­ na vida social e profissional.
Para isso, porém, o educador ­­seja pai, mãe, professor ou professora­­ precisa ser um diferencial, precisa mostrar ao jovem que para ele valeu a pena estudar, valeu a pena se esforçar; precisa mostrar que suas escolhas foram importantes para a sua formação como cidadão; precisa mostrar que houve muitas escolhas erradas, e que elas foram determinantes para a construção de sua personalidade.
Precisa, enfim, ser um cidadão pleno, ilibado, ético. Educar é cuidar; é ensinar a ser curioso, a buscar respostas pelo próprio raciocínio, não pela opinião dos demais; é ajudar a crescer, a ser humano, no sentido de pertencente à humanidade, para também aprender a respeitar o outro; é, pelo exemplo, incentivar a ser cidadão pleno, ilibado, ético.

Construir a educação para o futuro

Por:UNESCO Brasil

BRICS: construir a educação para o futuro; prioridades para o desenvolvimento nacional e a cooperação internacional

educaçaoparaofuturo-unescoNos últimos anos, as cinco maiores economias emergentes, conhecidas coletivamente como BRICS – Brasil, Federação Russa, Índia, China e África do Sul –, transformaram dramaticamente o mapa mundial da educação, ao levar milhões de pessoas à escola, estabelecer centros de ensino de classe mundial e promover inovações.

Esta publicação fornece a primeira análise comparativa das tendências da educação nos países BRICS. Ela mostra que sua combinação de aspirações comuns e diferentes trajetórias de desenvolvimento proporcionam um rico contexto para os BRICS trocarem conhecimentos e participarem de atividades conjuntas, para ajudar a fomentar o progresso da educação, nos BRICS e em todo o mundo.

Além de fornecer uma visão geral dos sistemas de ensino dos BRICS, a publicação destaca as principais questões políticas relacionadas à qualidade e à equidade, além de analisar detalhadamente algumas prioridades que os países BRICS enfrentam ao procurar manter e ampliar os benefícios do crescimento. A publicação dedica especial atenção ao desenvolvimento de competências, em particular à formação e educação profissional (FEP), que todos os BRICS têm identificado como um ingrediente vital para o desenvolvimento mais inclusivo e sustentável. Também analisa a forma como os países BRICS têm traçado novas abordagens para a cooperação internacional para o desenvolvimento na educação.

A publicação constrói um forte argumento para os países BRICS cooperarem em diversas áreas da educação, ao descrever sua vasta experiência e compartilhar as lições que aprenderam. Entre as propostas apresentadas para a colaboração inicial, estão as iniciativas para melhorar a qualidade dos dados sobre educação, promover a mobilidade dos estudantes, melhorar a importância do desenvolvimento de competências para o mercado de trabalho e aprofundar a base de conhecimentos sobre cooperação para o desenvolvimento dos BRICS em educação.

Título original: BRICS: building education for the future; priorities for national development and international cooperation

Brasília: UNESCO, 2014. 1001p. ISBN: 978-92-3-700002-1; 978-85-7652-194-5.

Downloads gratuitos:

 Publicação completa:

PDF em português: http://unesdoc.unesco.org/images/0022/002296/229692por.pdf

PDF em inglês: http://unesdoc.unesco.org/images/0022/002296/229692e.pdf

Recomendações para a cooperação (4 páginas):

PDF em português: http://unesdoc.unesco.org/images/0022/002296/229602por.pdf

PDF em inglês: http://unesdoc.unesco.org/images/0022/002290/229054e.pdf

Quem está no controle?

QUE LEGAL O BRASIL PAROU E NEM É CARNAVAL!

QUEREMOS ESCOLAS E NÃO ESTÁDIOS BONITOS!

 Por Ana Marina Martins de Lima

Saúde, educação, transporte dentre outras coisas foram os temas de muitos cartazes que vivos durante estes últimos dias.

Simplesmente o básico o direito de ter o direito de fato, pois tudo o que está sendo pedido pela população está na Constituição Brasileira.

Outra questão que ficou clara os infratores continuam na rua e apareceram durante os movimentos, fácil de serem identificados pelas autoridades, pois eram os únicos a esconder seus rostos, porque não foram presos?

A fragilidade de nossas leis está bem diante de nossos olhos, o menino matou, roubou, atropelou deixou sequelas na vítima e nos familiares, mas era menino tem seu direito garantido, ouve um sermão e logo está na rua.

Direito adquirido do jovem infrator, saída de dias das mães, não volta vimos o que aconteceu na Virada Cultural…

Devemos mudar o contexto: Direito a educação não!  Dever de ser educado!

Infelizmente nossa sociedade ainda não percebeu que valores morais são aprendidos no berço a mãe deve dar os primeiros passos na educação de seus filhos.

Quem está no controle?  A mídia fala em REDE SOCIAL, quem faz a REDE?

Se você adere a movimentos por causa da Facebook, tome cuidado, sobretudo com as fotos que você espalha, alguns autores são simplesmente TERRORISTAS…

Este BRASIL é rico em todos os sentidos, mas infelizmente faltam Gestores e nossos políticos deveriam ser “concursados”, servidores do públicos de fato.

Queremos a segurança, sabemos que todos os pedidos não serão atendidos da noite para o dia é necessário bom senso tem algumas pessoas foram que as ruas simplesmente com o objetivo de serem fotografadas ou para terem fotos postadas na REDE.

Vamos refletir o que importa é a mensagem que fica de uma Nação sem Ordem no Progresso e de Brasileiros que podem e vão fazer melhor: ter atitudes que demonstrem sua nova cultura respeitando os mais idosos, respeitando a si mesmo votando na consistência e não na incoerência partidária.

Lembramos que a insatisfação talvez não tenha sido gerada pela má condição do transporte público, mas pela inversão de valores com relação às profissões que exigem uma maior qualificação.

Fica também algo bem simples para pensarmos: se o transporte fosse adequado “rico” e pobre” ocupariam o mesmo espaço e a saúde, mental e física seriam preservadas.

A solução para o nosso país está no respeito à Justiça e não a criação de leis que permitam o crescimento de poder dos “injustos”.

Conhecimento: custódia e acesso na Feira Educar Educador

Por: Sistema Integrado de Bibliotecas

Entre os dias 22 e 25 de maio de 2013, a exposição Conhecimento: custódia e acesso estará novamente aberta ao público, desta vez na Feira Educar Educador, que será sediada no Centro de Exposições Imigrantes e tem como tema a Educação 3.0. A Escola do Futuro chegou?

Realizada pelo Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBiUSP), sob coordenação da professora Sueli Mara Ferreira, e curadoria do professor Marcos Galindo, a exposição Conhecimento: custódia e acesso se encaixa perfeitamente no contexto da Educação ao abordar o conhecimento do ponto de vista de seu resgate, preservação e acesso, assinalando a tensão suscitada pelas excepcionais mudanças que as novas tecnologias de informação e comunicação vêm produzindo na sociedade contemporânea.

Ao longo da história, coube às bibliotecas abrigar o legado do conhecimento da humanidade. Hoje, dada a crescente democratização do acesso à informação e ao conhecimento, é preciso repensar esse papel. Em vista disso, a mostra busca “discutir o papel das bibliotecas, na construção do fenômeno social do conhecimento e motivar a reflexão sobre os instrumentos técnicos e práticas sociais que permitiram tornar a informação acessível e fortalecê-la como matéria-prima básica para a construção de novas formas de conhecimento”, elucida Sueli Mara Ferreira.

Mais do que instituições guardiãs, é preciso compreender as bibliotecas como organizações que realizam a gestão da informação e do conhecimento, a partir da convergência de elementos técnicos, lógicos (tecno+lógicos) e humanos que concorrem para o cumprimento de sua função social, em consonância com sua época.

Aberta ao público em geral, a mostra é gratuita e destinada, sobretudo, a alunos de ensino médio, universitários e pós-graduandos, pesquisadores, professores e profissionais interessados em produção do conhecimento, recursos de acesso e recuperação de informação, acervos e bibliotecas memoriais.

Ainda segundo Sueli Mara Ferreira, a exposição busca resgatar a memória da informação científica e tecnológica, procurando recuperar uma perspectiva crítica da ação do SIBiUSP, destacando a função social das bibliotecas de maneira geral e, em particular, das bibliotecas universitárias”.

Os módulos da exposição

A mostra busca discutir o papel das bibliotecas na construção do fenômeno social do conhecimento

Partindo do conceito tradicional de biblioteca, a exposição se propõe a identificar as mudanças fundamentais e conceituais nela ocorrida perante o desenvolvimento tecnológico e sua permanente inserção educacional, cultural e educacional, independentemente da época ou localização.

O primeiro módulo apresenta-se como um panorama sobre as formas de entendimento do conhecimento principiado pelos mitos criacionistas ocidentais, desde os primórdios onde o conhecimento se ligava ao “pecado original” e após, por mandato divino, passa a ser responsabilidade de religiosos. Essa perspectiva evidencia a sacralidade do conhecimento, em contraposição ao mundo laico ou profano.

Na sequência, a exposição trata da evolução dos instrumentos técnicos de registro e preservação do conhecimento, alistando desde as formas primitivas de escrita, passando pela a invenção da prensa de tipos móveis e indo até as modernas tecnologias de informação e comunicação, bem como seu impacto sobre a ordenação da vida social. Como desfecho, uma linha do tempo evidencia os principais eventos relacionados à produção, registro e acesso ao conhecimento, desde a Antiguidade até a atualidade.

No segundo módulo, especial destaque é dado às figuras ligadas ao movimento modernista e à Semana de Arte Moderna de 1922, dentre os quais se destacam os intelectuais Rubens Borba de Morais, Paulo Duarte, Sérgio Milliet que, sob a coordenação de Mário de Andrade, participaram da criação, em 1935, do Departamento de Cultura e Recreação da Prefeitura de São Paulo. Aqui é pertinente a lembrança da atuação do bibliotecário Borba de Morais na modernização da Biblioteca Pública Municipal, a organização da rede de bibliotecas da cidade e sua ação em 1936, com Adelpha de Figueiredo, no Mackenzie College, organizando o curso de Biblioteconomia do Departamento de Cultura.

O terceiro módulo fundamenta-se na experiência e desenvolvimento das tecnologias da informação e comunicação para questionar o visitante sobre como será a biblioteca do futuro. A intenção é mostrar as interfaces dessa biblioteca a ser criada com a que já existe no presente, porque a biblioteca do futuro estará sempre no imaginário social.

Paralela e simultaneamente a um tradicional catálogo de fichas (modelo de recuperação da informação tradicionalmente utilizado pelas bibliotecas), a exposição contará com equipamentos para consulta ao Portal de Busca Integrada – um sistema de descoberta e acesso a conteúdos científicos – considerado como um recurso dos mais inovadores e sofisticados disponíveis no mercado.

“A exposição é como uma biblioteca da USP: todos os recursos (documentos, imagens, vídeos) que o usuário poderia acessar estando no campus, também poderá acessar na exposição utilizando o Portal de Busca Integrada, que é a primeira e a maior instalação do inovador sistema de descoberta e princípios de web semântica”, esclarece a professora Sueli.

A mostra dispõe de seis computadores com telas touch screen, que permitirão o acesso a mais de dois milhões de livros, 10 mil títulos de periódicos eletrônicos, 100 mil teses defendidas na USP, 594 mil itens de produção USP e 264 mil e-books.

Destaques da exposição

A exposição disponibiliza ao visitante o acesso a entrevistas com ilustres ex-alunos da USP — Fernando Henrique Cardoso, Flávio Fava de Moraes, Ruy Laurenti, Marcelo Tas, Mayana Zatz e Demi Getscko — com depoimentos sobre o mundo dos livros, das bibliotecas e do conhecimento.

Além disso, o processo de digitalização de obras raras, realizado pela Oficina de Digitalização do SIBiUSP é apresentado em vídeo.

A mostra também conta com projetores suspensos que exibem imagens sobre a evolução da informação e do conhecimento ao longo dos séculos. Obras raras também se encontram expostas, inclusive um livro atingido por uma bala disparada durante a Revolução de 1932.

No decorrer da mostra, ícones QRCode oferecerão outras dicas de pesquisa em bases de dados e materiais disponíveis para os visitantes. Aqueles que apresentam baixa visão, dislexos, cegos e surdos cegos poderão recorrer a computadores especialmente preparados para leitura em braille e áudio dos textos referentes aos painéis e à própria exposição.

Neste primeiro semestre de 2013, a exposição Conhecimento: custódia e acesso estará na Feira e Congresso Educar Educador, onde milhares de profissionais diretamente ligados ao segmento educacional terão acesso a uma centena de atividades e a uma grande variedade de produtos e serviços voltados para a Educação.

A exposição esteve presente no Museu da Língua Portuguesa, na Feira de Ribeirão Preto e na 22ª Bienal do Livro, em agosto de 2012, tendo reunido mais de 38 mil visitantes.

Começa com você

Por: Ana Marina Martins de Lima

Educar para não destruição 

Arte de Tatiana Clauzet/foto Ana Marina Martins de Lima

São tantos os problemas encontrados em tão pouco tempo, as questões ambientais estão presentes no nosso dia-a-dia; são questões polemicas como a nova “versão” do código florestal, onde iremos colocar o nosso “lixo” e se é legal a importação de resíduos hospitalares.

Por que hoje nos deparamos com tais questões que são “colocadas” em congressos e reuniões cientificas?

A resposta é simples: não educamos nossas crianças que se tornaram adultos que tem em suas mentes somente uma preocupação: o quanto irei lucrar?

Necessitamos hoje de buscar em nosso passado a simplicidade, a cultura e a educação baseada no Amor.

Não é preciso fazer cursos de pós-graduação ou ser doutor (a) em sustentabilidade para enxergarmos que a humanidade esta vivendo o pior do caos o caos da ignorância.

Veja você que em suas aulas de Ciência ou Biologia lhe ensinaram a importância de um arvore; nas aulas de Geografia aprendeste a importância de um rio e na Matemática importância da economia; no entanto hoje com formação superior ou não e com um cargo público; você é incapaz e perceber que se desmatar não haverá rios ou florestas, peixes e nem tão pouco onde plantar porque as florestas são responsáveis pela conservação do solo e o solo é o que necessitas para viver como “agricultor”.

Este é apenas um pedido em nome das crianças que habitam este planeta: não aprove o desmatamento, pois seu filho amanhã terá vergonha de ter-te como pai.

Você é virtual?

Ana Marina Martins de Lima

Quando iniciei o trabalho em comunicação com este site um dos objetivos era fornecer conhecimento sobre Gestão Ambiental para pessoas que não tinham acesso a este tipo de informação. Com uma linguagem simples e “fugindo” da técnica foram compostos vários artigos com temáticas importantes como, por exemplo, a saúde e a relação desta com o meio ambiente no caso das consequências da poluição do ar para a saúde do homem que normalmente vemos são estudos relacionados ao meio ambiente excluindo-se o homem deste. Foram divulgados centenas de eventos e com eles vieram os convites para participação e destes surgiram artigos temáticos como por exemplo: a relação da educação com a Cultura de Paz. A felicidade deste trabalho se concretizou quando vejo inúmeros jovens e empresas inspiradas no Ambiente realizarem trabalhos semelhantes.  Outro objetivo foi levar as grandes mídias às temáticas relacionadas ao Meio Ambiente e a necessidade de informações coerentes e melhores trabalhadas, hoje nossos melhores jornais colocaram em pauta estas questões e alguns de nossos artigos foram utilizados como tema em várias reportagens da TV. Este PEQUENO meio de informação hoje utilizado por outros países como referencia, além de ser uma base para discussão em cursos de Jornalismo e Direito. Neste momento o que me assusta é o fato de pessoas colocarem suas opiniões e criarem ainda mais espaços sobre estas questões, espaços que muitas vezes não são visualizados, cada um procurando não informar, mas aparecer e se tornar mais um. Não precisamos de pessoas virtuais precisamos de cidadãos e cidadãs que façam a diferença no mundo real.

 

Mudando conceitos

Por: Ana Marina Martins de Lima

 Mudar conceitos trata-se de uma evolução do pensamento e do comportamento social.

A necessidade de se manter no mercado tem levado várias empresas a se qualificarem como sustentáveis, sejam por meio de credenciamento  e certificações  ou por promoção e participação em eventos considerados sustentáveis.

Neste imenso mercado de oportunidades foram abertos novos cursos de Pós graduação, MBA e graduações, mas será que estes profissionais estão de fato preparados para esta realidade.

Sou formada em Ciências Biológicas e especialista em Gestão Ambiental e penso que todos os profissionais das diversas podem e devem contribuir para sustentabilidade do Planeta e se possível ter um gestor para coordenar o processo.

A Sustentabilidade não deve ser vista somente sobre a ótica do preservar para gerações futuras, hoje vemos que a previsão de aumento da temperatura para o Planeta, os cenários realizados pelos cientistas do mundo todo já esta acontecendo. Uma forma fácil de entender tudo isso foi a nossa realidade desde dezembro, as alterações do Clima não fazem mais parte de projetos ou talvez previsões. Enchentes pelo mundo, São Paulo uma metrópole evoluída não resistiu e a situação deixou clara que a cidade não é tão evoluída assim.

Precisamos de Gestores que orientem os nossos tomadores de decisões, por exemplo, a construção de lixeiras fixas ao invés da disposição de “lixos” nas ruas poderia ser uma alternativa mais barata, ou a colocação de caçambas, grandes recipientes moveis indicando a disposição de resíduos “secos” e “molhados” já facilitaria bastante na ora do descarte final.

Educar é responsabilidade de todos, ser educado é necessário para nossa sobrevivência, outro dia vi uma moça em um carro preto maravilhoso jogando um chiclete pela janela o tal do chiclete era verde e grudou na porta do seu carro importado… queria estar com a camera na mão…é preciso praticar as Leis da Educação, respeitar culturas e raças, mas sobretudo dar uma boa educação para nosso povo.

A Saúde enfim simples entender a “dengue” deixou de existir frente à “gripe suína”, apenas ficou em segundo plano… a nossa Vigilância tem que ser constante, já conhecemos o ciclo da doença, precisamos evitar a proliferação de mais mosquitos, simples atitudes, algo que observamos em uma janela e que nas campanhas não é falado, a água da chuva que se acumula em sua janela pode proliferar os mosquitos, a ordem é secar tudo checar cada espaço. Um grande problema coletivo mais uma vez detectado em São Paulo é o descarte de Pneus, temos que sentar achar uma solução imediata.

Necessitamos de bom senso colocarmos nosso conhecimento em prática em todas as estâncias, a realidade não pode ser utilizada somente como plataforma política, sabemos que nossos políticos pouco fizeram pela preservação de nossas cidades. Projetos que envolvem as questões ambientais são vetados ou não entram nas pautas. Mudar a Legislação em vez de respeita-lá.

O novo conceito para sustentabilidade é: habilidade de se sustentar, habilidade de sobreviver e não de viver neste grande caos que criamos; habilidade de uma empresa ou organização de se manter, de criar, de recriar conceitos e educar o mercado para que obtenhamos de fato a tão estimada qualidade de vida.

O desafio da alfabetização global

unesco5O desafio da alfabetização global: um perfil da alfabetização de jovens e adultos na metade da Década das Nações para a Alfabetização 2003-2012
Título original / Original title: The Global literacy challenge: a profile of youth and adult literacy at the mid-point of the United Nations Decade 2003-2012
Brasília: UNESCO, 2009. 79 p. PDF (download)
• Distribuição Institucional – Como adquirir / Institutional Distribution – How to order
Resumo: Versão em português da publicação sobre o perfil da alfabetização de jovens e adultos na metade da Década das Nações para a Alfabetização 2003-2012, originalmente publicada pela UNESCO em 2008.
Palavras-chave: alfabetização; alfabetização de adultos; programas educacionais

Abstract: Portuguese version of the publication on the profile of youth and adult literacy at the mid-point of the United Nations Decade 2003-2012. Report originally published by UNESCO in 2008.

Keywords: literacy; adult literacy; educational programmes

A Sustentabilidade Humana

Por: Ivone Boechat

O homem busca, em desespero, mas antes tarde do que nunca, a preservação do que sobrou neste Planeta. Não é impossível, até porque atitudes simples têm o poder de mudar o rumo de coisas importantes. Mas eis o impasse: por que não se começa a educar para o equilíbrio da ecologia humana? Quanto custa o esforço por um abraço, um sorriso, uma demonstração de afeto?

A Escola gasta quase todo o tempo destinado a ela resolvendo equações de primeiro e segundo graus e a criança vive refém de deveres de casa. Não há tempo nem espaço para brincar. Dirão muitos que a concorrência exige tudo isso na corrida desenfreada ao mercado de trabalho: passar nos concursos, nos vestibulares e arranjar emprego! Só quem sabe mais equação e rebimboca da parafuseta passa. Será ?

Certa vez perguntaram a uma famosa atriz, centenária, o que a levou ao sucesso nos palcos do teatro e ela nem pestanejou: a fome. Estudar não lhe fez falta? Perguntou o repórter, e ela disse que não, porque a professora só ensinava algarismos romanos até 100.

A educação tem os recursos pedagógicos para transformar a humanidade. Quem falhou? Ao invés de ensinar doutrinas religiosas, porque não se ensinam valores? Fé, amor, paz, união, misericórdia, fraternidade, solidariedade? Ensinar ao homem a ser bom é um grande desafio. Todas as guerras do Planeta têm origem na religião, desde a primeira, no Iraque, quando Caim matou a Abel, por causa de um culto.

Quando o homem reflorestar as idéias, podar os galhos secos da ira, regar suas raízes no manancial da fé, vai colher os frutos de um mundo oxigenado de amor. Aí, sim, o homem equilibrado vai equilibrar o Planeta!

Educação nas cidades

Leny Spessotto de Camargo Santiago

A experiência de viver em cidades é recente no Brasil.Por quase 500 anos, a distribuição populacional ocorreu nas áreas rurais e agrícolas. De acordo com Milton Santos foi somente a partir de 1960 que as cidades brasileiras presenciaram a urbanização, impulsionada pela industrialização.

Segundo Euclides Mance[1], o processo de ocupação de território gerou uma teia de cidades interligadas, com pólos centrais de industrialização próximos à costa, provocando uma ocupação profundamente desigual do território.

O movimento de industrialização e urbanização foi concentrado em regiões onde se desenvolveu infra-estrutura possibilitando maior mercado de trabalho e consumo. A concentração do mercado consumidor atraiu empresas e, este círculo vicioso, levou a uma ocupação desigual do território e à segregação de regiões inteiras.

A região segregada, mais vulnerável à pobreza, realizou o movimento migratório em direção aos grandes centros urbanos onde, passou a ocupar a periferia destes, de maneira irregular, informal e clandestina.

Enquanto a indústria produzia a riqueza e desenvolvia a economia, a cidade produzia a segregação do espaço com a multiplicação das ocupações irregulares, a sub-habitação precária e o esgoto a céu aberto.

Raquel Rolnik[2], destaca que este tipo de urbanização acaba por formar uma “cidade paralela, oculta, irregular, fora dos padrões do planejamento previsto, que coexiste com a cidade oficial, desenhada nas pranchetas”

Mais do que espaço geográfico, físico do território a cidade é uma forma de organização social. O Homem busca nas cidades a inter-relação. A cidade proporciona o encontro da diversidade em todos os aspectos. Acontecem os encontros, as trocas, o comércio, o conhecimento, a arte, a criatividade, enfim, a interação.

Pensar a cidade envolve pensar os valores de uma sociedade. Envolve pensar desde os modelos globais de desenvolvimento até a apropriação local que a comunidade faz deste desenvolvimento no crescimento do seu bairro e da sua cidade. E isso é objeto de estudo da Educação.

A Educação não é um fenômeno isolado e descontextualizado na sociedade humana.

Mance ainda defende que: o ato educativo expressa uma posição de classe e de algum modo se articula aos conflitos sociais. Para ele, a educação tanto pode contribuir para reforçar o modelo de dominação como pode levar à consciência crítica.

Como se deu a formação das cidades no desenvolvimento das civilizações? Como é a relação do Homem nas cidades? Qual a relação de determinado bairro naquela determinada cidade? Indagações como estas devem permear o modelo de educação que optamos por adotar. Modelo que interaja na construção de novos caminhos, percepções e  abra novas possibilidades de relações.

Cabe, portanto, à educação estimular, instigar e criar condições de desenvolvimento de um cidadão critico, solidário e co-responsável no processo de aprendizagem dos espaços da comunidade e da cidade.


[1] Euclides André Mance, mestre em educação e filósofo. Autor de obras como “Redes de colaboração solidárias”

[2] Raquel Rolnik, arquiteta e urbanista. Autora de várias publicações, entre elas, “A cidade e a lei”