Economia Verde para um lucro socioambiental

Por Ana Marina Martins de Lima/Ambientedomeio

O conceito de Economia Verde dever ser mais apurado e apresentado de forma que todos entendam.

Este conceito pode ser explicado do ponto de vista da ecologia como uma economia de energia no balanço da “teia da vida”, ou a energia necessária para que todos os seres vivam em equilíbrio no meio ambiente.

Já no âmbito empresarial dependendo da ética existente a economia verde visa o lucro e a promoção da empresa, ou se enquadrada em uma política ambiental mais séria envolve os seres humanos, o produto e o produtor levando a empresa há não só obter um lucro ambiental, mas uma comunidade a ter um lucro socioambiental.

O socioambiental aqui se aplica ao equilíbrio de ações que geram reações positivas para todo um sistema econômico mais evoluído.

Abaixo o artigo de Luana Lourenço/ Agência Brasil

Movimentos sociais criticam economia verde

A presidenta Dilma Rousseff, que esteve hoje (26) no Fórum Social Temático 2012 (FST) para um diálogo com a sociedade civil, foi cobrada por representantes de movimentos sociais sobre questões ambientais e sociais, principalmente sobre o conceito de economia verde, tema central da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que o Brasil vai sediar em junho.

A ideia do FST era promover um diálogo, mas o encontro acabou sendo uma sucessão de discursos, dois de representantes da sociedade civil e o da presidenta, que durou cerca de 20 minutos.

O ambientalista boliviano Pablo Solon fez duras críticas ao conceito de economia verde, tema central da Rio+20, e disse que o novo modelo de desenvolvimento não pode repetir padrões tradicionais, que estão levando ao esgotamento do planeta.

Solon convocou a sociedade civil a fazer uma grande mobilização contra a economia verde. “Assim como vencemos a alaca venceremos essa tentativa de mercantilizar e privatizar a natureza”.

A sindicalista Carmem Foro, que começou o discurso elogiando o governo da presidenta Dilma, cobrou demandas antigas dos movimentos sociais brasileiros, como a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais, o endurecimento da legislação sobre o trabalho escravo e a ampliação da reforma agrária.

Carmen também criticou o conceito de economia verde e disse que a sociedade tem que se mobilizar para que a Rio+20 tenha resultados efetivos na mudança para um novo padrão de desenvolvimento.

 “Não vamos aceitar termos uma economia rotulada de verde, como estão pensando os capitalistas que não têm responsabilidade nenhuma com a sustentabilidade. Vamos fazer a nossa parte, e fazer isso é fazer a crítica e uma grande mobilização, durante a Rio+20, para questionar o modelo, questionar o que vai ser essa economia verde. Nossa tarefa é de articulação, mobilização do conjunto da classe trabalhadora, vamos globalizar essa luta global”.

Durante o evento, grupos ambientalistas na plateia tentaram interromper os discursos com palavras de ordem pedindo o veto da presidenta ao texto do novo Código Florestal, que tramita no Congresso Nacional.

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