Lançamento do IRBEM Criança e Adolescente
Por: Oded Grajew – Rede Nossa São Paulo
Desde 2010, a Rede Nossa São Paulo, em parceria com o Ibope, realiza anualmente a pesquisa IRBEM (Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município). O IRBEM tem como objetivo formar um conjunto de indicadores para que sociedade civil, governos, empresas e instituições conheçam as condições e os modos de vida dos cidadãos, de modo que as ações públicas e privadas foquem principalmente no bem-estar das pessoas. A partir disso é possível montar o mapa da qualidade de vida de São Paulo.
O GT Criança e Adolescente da Rede Nossa São Paulo trabalham para ampliar a importância dos temas da infância e adolescência na cidade e, neste sentido, desenvolveu uma versão do IRBEM específica para ouvir as crianças e os adolescentes, entre 10 e 17 anos, sobre qualidade de vida na cidade. O objetivo é dar visibilidade a essa parcela da população e, assim, incidir nas políticas públicas municipais.
O levantamento contempla diversos temas da cidade no olhar das crianças e adolescentes que aqui vivem: a imagem da cidade de São Paulo; a percepção e satisfação das crianças e adolescentes com cultura, educação, esporte, lazer e modo de vida, transporte, segurança, saúde entre outras. A iniciativa tem o apoio e a parceria do Instituto Alana e do Instituto C&A.
O lançamento do IRBEM Criança e Adolescente será realizado no dia 23 de julho, das 9h30 às 12h30, no Teatro Anchieta, do SESC Consolação, sito à Rua Dr. Vila Nova, 245. Este evento ocorrerá no contexto do aniversário de 25 anos do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA). Embora seja a comemoração de uma conquista, há muito o que se avançar na perspectiva de garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes. Em um município complexo como São Paulo, com sua grande diversidade e simultânea desigualdade, é extremamente relevante promover um estudo que possa colocar em evidência o olhar das próprias crianças e adolescentes sobre como sentem e vivem a cidade.
Dessa forma, ao promover os resultados deste estudo, espera-se também contribuir para que a sociedade e poderes públicos olhem de forma mais atenta para as especificidades que a infância e a adolescência requerem.
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