Secretaria de Saúde do Município de São Paulo ultrapassa meta de vacinação contra o vírus Influenza A H1N1

Por Secretaria Municipal de Saúde do Município de São Paulo- Editado Por Ana Marina Martins de Lima / Ambiente do Meio

Município vacinou 99,3% do público-alvo; campanha termina nesta sexta-feira

Segundo dados da Secretaria Municipal da Saúde, o Município aplicou até a quinta-feira (19) 3.154.426 doses contra o vírus Influenza AH1N1 desde 4 de abril. Isso representa 99,3% do público preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A meta para a campanha deste ano era vacinar 80%. Em 2015, a cobertura vacinal foi de 81,72%.

Para as crianças entre seis meses a menos de cinco anos de idade, que tomaram a vacina pela primeira vez este ano e devem repetir a 2ª dose, a Secretaria disponibilizará vacina nas 453 UBS da cidade. Este grupo representa 136 mil pessoas.

Para os demais grupos prioritários – gestantes, pessoas acima de 60 anos, pacientes com doenças crônicas, indígenas e mulheres que deram à luz nos últimos 45 dias – a vacina estará disponível a partir da próxima terça-feira, das 7h às 19h, em 98 unidades de referência, sendo três na Coordenadoria Centro, quatro na Oeste, 33 na Sudeste, 26 na Leste, 23 na Norte e 13 na Sul. Vale lembrar que o abastecimento é feito pela Secretaria Estadual da Saúde, que se comprometeu a enviar mais 400 mil doses.

Em 2016, diferente do ocorrido em anos anteriores, a Secretaria atingiu a meta sem prorrogar a campanha, que termina nesta sexta-feira (20). A adesão dos idosos ficou em 100,1% com 1.354.301 doses aplicadas. Entre os indígenas, a cobertura vacinal foi 1.957 doses aplicadas (129%). Entre os profissionais de saúde a cobertura foi de 127,7% com 449.981 doses aplicadas.

No grupo das crianças foram 611.870 doses aplicadas (88,9%). Nas puérperas a adesão foi de 86,5% com 18.746 vacinas. A menor abrangência foi entre as gestantes, com 70,6% imunizadas. A Prefeitura ainda aplicou 571.181 doses em pessoas com doenças crônicas.

Situação atual:

Casos graves de gripe registram queda nas notificações

Registros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) caíram de 691 casos na 14ª semana para 413 na 16ª. Atendimentos em unidades de saúde de urgência e emergência vem caindo e cobertura vacinal chegou a 99,3%

De acordo com dados da Secretaria Municipal da Saúde, os registros de novos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) vem caindo na cidade de São Paulo nas últimas semanas. A Capital registrou 413 casos na 16ª semana epidemiológica deste ano contra 691 na 14ª. Outra queda foi no número de atendimentos nas unidades municipais de urgência e emergência, o que inclui quadros gripais graves, na comparação com o mesmo período. Foram 228.734 atendimentos contra 262.144 atendimentos. Segundo a secretaria, a redução de casos é fruto do acesso racional ao medicamento Oseltamivir e da abrangência da campanha de vacinação, que foi antecipada na cidade e superou a meta de pessoas imunizadas.

Os números confirmam que houve antecipação da circulação do vírus em São Paulo em comparação com outros anos. Desde o início de 2016 até o último dia 10, foram registrados 3.182 casos de SRAG na cidade, com 167 óbitos. Do total de casos, 509 são de Influenza A H1N1 com 69 mortes.

A redução de casos de SRAG também se reflete na queda de atendimentos realizados em unidades de saúde de São Paulo. Os atendimentos feitos por unidades de saúde caíram de 262.144 na 14ª semana epidemiológica para 218.622 na 17ª semana epidemiológica. Na 18ª semana, foram 208.105 atendimentos. A queda acontece consecutivamente desde a 13ª semana, quando foram registrados 274.292 atendimentos. Também foi registrado queda no consumo do medicamento Oseltamivir. Foram 16.354 cápsulas de 75mg dispensadas nos primeiros 10 dias de maio contra 327.429 durante todo o mês de abril.

Atualmente, a rede municipal conta com 453 UBSs, 100 AMAs 12 horas, 19 AMAs 24 horas, 18 hospitais municipais, 16 prontos atendimento e socorro, além de duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) 24 horas. O paulistano pode se informar sobre a localização desses equipamentos públicos por meio do aplicativo Busca Saúde.

Medicamento

Por conta do aumento indiscriminado da procura, a distribuição do Oseltamivir ganhou novas regras para garantir que não haja uso desnecessário e que todos os que precisam tenham garantia do medicamento. A receita deve estar com letra legível e constar o número CID da enfermidade que justifique o uso do medicamento. As receitas de oseltamivir têm validade de cinco dias após sua emissão.

O medicamento é dado ao paciente mesmo quando a receita trouxer concentração menor que 75mg, sendo o paciente orientado quanto à diluição. Também passaram a ser aceitas prescrições com nome comercial do medicamento – Tamiflu. As ações já garantiram o uso mais seguro do medicamento e maior eficiência na prescrição correta do Oseltamivir.

A rede municipal conta com o medicamento em estoque: São mais de 271 mil capsulas na versão 30 mg; 197 mil na versão 45 mg; e 361 mil na versão 75 mg. O cidadão pode conferir qual a unidade mais próxima de sua casa pelo aplicativo Aqui Tem Remédio.

Outras informações:

– Crianças maiores de seis meses e menores de cinco anos de idade e as que não receberam a 2ª dose poderão ser vacinadas em uma das 453 UBS;

– Pessoas que se enquadram no perfil de um dos grupos prioritários e não foram vacinadas deverão se dirigir às seguintes unidades listadas no link

http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/saude/unidades_referencia_vacinas_2016.pdf

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