Campanha de Vacinação contra febre amarela na Cidade de São Paulo

Editado por Ana Marina Martins de Lima

Com Informações da  COVISA e Ministério da Saúde

proteção macacosA Coordenação de Vigilância em Saúde – COVISA informa que não há transmissão de febre amarela no município de São Paulo.

Desde 1942, não há registro de transmissão de Febre Amarela urbana no Brasil.

Áreas de risco para Febre Amarela:

A febre amarela é uma doença causada por um vírus e é transmitida por mosquitos. No Brasil, todos os casos registrados são de febre amarela silvestre, transmitida pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes, que são encontrados apenas em regiões de mata fechada. A Febre Amarela apresenta dois ciclos de transmissão distintos: a febre amarela urbana e a febre amarela silvestre.

Quem reside em áreas urbanas ou próximas a parques ou áreas de mata isolada não apresentam risco de transmissão para febre amarela silvestre.

A ocorrência de macacos doentes ou mortos pela Febre Amarela Silvestre indicam que naquela área de mata está ocorrendo a circulação da doença. Essas áreas são chamadas de Áreas de Risco para Transmissão da Febre Amarela. Quando as pessoas circulam próximas dessas áreas podem ser picadas por mosquitos infectados e ficarem doentes.

Desde setembro de 2017, a Secretaria Municipal de Saúde tem realizado a vacinação da população em áreas de risco de transmissão da febre amarela, tendo sido intensificadas as ações primeiramente na CRS Norte onde foram identificados macacos positivos para Febre Amarela. Posteriormente, a vacinação foi ampliada para alguns bairros da região Sul e Oeste, devido à ocorrência de mortes de macacos por febre amarela em municípios vizinhos.

Neste momento, conforme orientação do Ministério da Saúde, a Prefeitura de São Paulo vai realizar uma Campanha de Vacinação contra a Febre Amarela, com doses fracionadas da vacina, no período de 25/01 a 24/02. Essa campanha tem o objetivo de ampliar a vacinação da população em regiões do município que ficam mais próximas às áreas de risco de transmissão da febre amarela.

A febre amarela urbana não é registrada no país desde 1942. Enquanto o Aedes aegypti encontrava-se erradicado, havia uma relativa segurança quanto à não possibilidade de reurbanização do vírus amarílico. Entretanto, a reinfestação de extensas áreas do nosso território por este vetor, já presente em quase todos os municípios do país, traz a possibilidade de restabelecimento deste ciclo de transmissão do vírus.

A febre amarela urbana e a febre amarela silvestre

Ciclo da Febre Amarela
Ciclo da Febre Amarela. Fonte: MS

A forma silvestre é endêmica nas regiões tropicais da África e das Américas. Em geral, apresenta-se sob a forma de surtos com intervalos irregulares. Na população humana, o aparecimento de casos é geralmente precedido de epizootias em primatas não humanos. No Brasil, a partir da eliminação da forma urbana em 1942, só há ocorrência de casos de febre amarela silvestre (FAS) e os focos endêmicos até 1999 estavam situados nos estados das regiões Norte, Centro-Oeste e área pré-amazônica do Maranhão, além de registros esporádicos na parte Oeste de Minas Gerais.

Nos surtos ocorridos no período de 2000 a 2009, observou-se a expansão da circulação viral nos sentidos leste e sul do país, detectando-se sua presença em áreas silenciosas há várias décadas. Esse caráter dinâmico da epidemiologia da doença tem exigido avaliações periódicas das áreas de risco para melhor direcionar os recursos e aplicar as medidas de prevenção e controle. Em outubro de 2008, procedeu-se a uma nova delimitação, a qual levou em conta vários fatores: evidências da circulação viral, ecossistemas (bacias hidrográficas, vegetação), corredores ecológicos, trânsito de pessoas, tráfico de animais silvestres e critérios de ordem operacional e organização da rede de serviços de saúde que facilitassem procedimentos operacionais e logísticos nos municípios. Desde então as áreas de risco e vacinação são reavaliadas frequentemente, conforme o cenário epidemiológico.

Atualmente são considerados dois status epidemiológicos de acordo com a recomendação de vacina febre amarela:

  1. a) Área Com Recomendação de Vacina (ACRV), correspondendo àquelas áreas com risco de transmissão;
  2. b) Área Sem Recomendação de Vacina (ASRV), correspondendo, até então, a “áreas indenes”, pois não há evidências de circulação viral.
Epidemiologia
Epidemiologia. Fonte :MS

Áreas de Recomendação de Vacinação

Mapa da febre Amarela
Mapa da Vacinação. Fonte: MS

 

Veja: Unidades de Vacinação na Cidade de São Paulo

Informe do Ministério da Saúde 23 de janeiro de 2018

 

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