7ª MOSTRA ECOFALANTE DE CINEMA AMBIENTAL

ecofalante

121 FILMES DE 31 PAÍSES NO MAIS IMPORTANTE EVENTO SUL-AMERICANO DEDICADO À TEMÁTICA SOCIOAMBIENTAL

* Presentes títulos de destaque nos festivais de Cannes, Berlim, Veneza, Sundance, Roterdã, Locarno, Toronto e SWSX

* Retrospectiva traz 18 produções do polêmico cineasta alemão Werner Herzog

* Chico Mendes: homenagem ao seringueiro, ativista e ambientalista marca os 30 anos de sua morte 

* Diretores renomados como Jia Zhangke, Julien Temple, Silvio Tendler, D. A. Pennebaker e Wang Bing 

* Competição Latino-Americana reúne 28 títulos de oito países da região

* Programa especial em realidade virtual leva espectador a uma aldeia indígena na Amazônia

* Com entrada franca, evento acontece de 31/05 a 13/06 em diversas salas de SP

* Festival celebra a Semana Nacional do Meio Ambiente e o Dia Mundial do Meio Ambiente

* Concurso Curta Ecofalante premia trabalhos de instituições de ensino

*  Nova sessão é dedicada ao público infantil

* Organização é da ONG Ecofalante

* Programa Ecofalante Universidades e Mostra Escola promovem projeções e discussões em instituições educacionais

* Seminários, workshops e debates completam a programação

*O evento ocupa 82 salas de cinema e espaços culturais e educacionais

Uma retrospectiva dedicada ao polêmico cineasta alemão Werner Herzog, uma homenagem ao ativista e ambientalista brasileiro Chico Mendes no marco dos 30 anos de seu assassinato, a Mostra Internacional Contemporânea (com filmes assinados por nomes como Jia Zhangke, Julien Temple D. A. Pennebaker e Wang Bing) e uma Competição Latino-Americana, com produções representando oito países da região, além de apresentação em realidade virtual  que oferece uma experiência com imagens, sons e aromas de uma aldeia amazônica.

Estas são algumas atrações da sétima edição da Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental, considerado como o mais importante evento audiovisual sul-americano dedicado a temas socioambientais e que acontece de 31/05 a 13/06.. No total, são exibidos 121 filmes, representando 31 diferentes países. A iniciativa celebra a Semana Nacional do Meio Ambiente e o Dia Mundial do Meio Ambiente (que se comemora no dia 5 de junho)  As exibições são todas gratuitas.

A programação inclui ainda uma competição de produções socioambientais de escolas e cursos audiovisuais, sessões infantis, o Programa Ecofalante Universidades e a Mostra Escola, ambos voltados à exibição e à discussão em espaços educacionais, o Seminário de Cinema e Educação e dois workshops: “A Prática do Cinema Documental”, com Jorge Bodanzky, e “O Audiovisual na Sala de Aula: A Arte a Favor do Meio Ambiente”.

O evento ocupa 82 salas de cinema e espaços culturais e educacionais de São Paulo, como Reserva Cultural, Centro Cultural Banco do Brasil, Espaço Itaú Augusta e o Circuito Spcine, entre outros. É uma realização da ONG Ecofalante, do Ministério da Cultura do Governo Federal, e da Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo. Uma correalização da Spcine, da Secretaria de Cultura da Prefeitura de São Paulo e do Goethe-Institut, tem patrocínio da Sabesp, Tigre e Kimberly-Clark, com apoio da White Martins,  Reciclo Pepsico e Instituto Clima e Sociedade, é viabilizado através da  Lei de Incentivo à Cultura  e do Programa de Apoio à Cultura (ProAC).

A retrospectiva dedicada a Werner Herzog traz algumas de suas mais impactantes obras, onde o conflito entre a natureza e o homem estão fortemente evidenciados. Marcam presença desde seus primeiros títulos, como “Hércules” (de 1962) e “Fata Morgana” (de 1971), até os mais recentes, “O Homem-Urso”, “Encontros no Fim do Mundo” e “A Caverna dos Sonhos Esquecidos”. Estão programados os longas-metragens realizados na Amazônia e interpretados pelo ator Klaus Kinsky: “Aguirre, a Cólera dos Deuses” e “Fitzcarraldo”, este vencedor do prêmio de melhor direção em Cannes. Participam do debate em torno da obra de Herzog, a ser realizado no dia 9 de junho, no Espaço Itaú de Cinema, o teórico,  – especialista nos documentários de Werner Herzog –  doutor pela Unicamp Gabriel Tonelo e a montadora Cristina Amaral.

O tributo a Chico Mendes exibe “Chico Mendes, Eu Quero Viver”, de Adrian Cowell, e “Crianças da Amazônia”, de Denise Zmekhol. Está agendado ainda um debate sobre o legado deste ativista pela proteção da floresta com presença de sua filha, Elenira Mendes e da atual vice-presidente do Conselho Nacional dos Seringueiros Edel Nazaré de Moraes Tenório.

As produções apresentadas na Mostra Internacional Contemporânea estão organizadas em seis temas: ‘campo’, ‘cidades’, ‘consumo’, ‘povos & lugares’, ‘preservação’ e ‘trabalho’.  Merece destaque “Safári”, sobre a indústria de safáris na África, lançado no Festival de Veneza, exibido nos festivais de Roterdã, Toronto e Londres, e atração da sessão de abertura da Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental. Já “Os Hedonistas”, de autoria do mais importante realizador chinês da atualidade, Jia Zhangke, fala de trabalhadores de um parque de diversões e foi selecionado para o prestigioso Festival de Locarno. “Alforria Animal” tem como codiretor D. A. Pennebaker, um dos nomes centrais do movimento ‘cinema direto’. Já “Troféu”, sobre a indústria da caça, destacou-se nos festivais de Sundance e SXSW. Dirigido pelo cineasta cult britânico Julien Temple, “Habaneros” traz a história da cidade de Havana ao som de diversos ritmos musicais. Premiado em Veneza, “Sangue Sami” retrata o racismo na Suécia nos anos 1930.

Na Mostra Internacional Contemporânea estão ainda os curtas-metragens “Às Margens”, sobre moradores despejados na capital da Coréia do Sul e exibida no Festival de Locarno, “Oh, Irmão Polvo!”, selecionado para o Festival de Berlim, e “Restos do Naufrágio”, projetado no Festival de Roterdã. Destaques no circuito internacional de festivais, estão incluídos ainda os longas-metragens “O Futuro do Trabalho e da Morte” (Reino Unido), exibido em Roterdã, e “Dinheiro Amargo”, dirigido pelo importante documentarista chinês Wang Bing e duplamente premiado em Veneza.

Programa especial da Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental, o trabalho em realidade virtual “Munduruku: A Luta para Defender o Coração da Amazônia” permite a incursão dentro de uma aldeia indígena na Amazônia, com direito a estímulos táteis, auditivos e olfativos.

Na Competição Latino-Americana 28 trabalhos da região concorrem a premiações de R$ 15 mil e R$ 5 mil. Estão incluídos os brasileiros “Dedo na Ferida”, de Silvio Tendler, sobre o fim do estado de bem-estar social; “Baronesa”, de Juliana Antunes, premiado nos festivais de Havana, Marselha, Valdívia, Mar del Plata, Mostra de Tiradentes e Mostra Internacional em São Paulo; e “Sertão Velho Cerrado”, de André D’Elia, exibido em première mundial. Participam também trabalhos da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Honduras, México e Peru.

Também competitivo, o Concurso Curta Ecofalante apresenta nove produções curriculares de instituições de ensino de Brasília, Mato Grosso,  Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.Elas concorrem a um prêmio do júri e a um prêmio do público.

Já a nova Sessão Infantil exibe animações, ficções e documentário produzidas no Brasil, Chile, EUA, França e México.

O Programa Ecofalante Universidades e a Mostra Escola promovem projeções e discussões em instituições educacionais. No total, 14 filmes produzidos na Alemanha, Áustria, Brasil, Canadá, China, EUA, Espanha, França e Reino Unido.

Completam a programação uma série de debates, o Seminário de Cinema e Educação, uma parceria do SESC-SP e da Ecofalante, os workshops “A Prática do Cinema Documental”, ministrado pelo renomado cineasta Jorge Bodanzky, e “O Audiovisual na Sala de Aula: A Arte a Favor do Meio Ambiente”, de responsabilidade de Edson Grandisoli, diretor educacional da Reconectta, biólogo, ecólogo e doutorando em Educação para a Sustentabilidade pelo Procam-USP.

Os debates giram em torno de filmes e temas do Panorama Internacional Contemporâneo e são os seguintes: “Burros Mortos Não Temem Hienas” (tema campo), “Cidadã Jane: A Luta pela Cidade” (tema cidades) “N-Água” (tema povos & lugares), “O Futuro do Trabalho e da Morte” (tema trabalho), “Triste Oceano” (tema preservação) e “Uma História de Desperdício” (tema consumo).

Responsável pela Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental, a organização não –  governamental sem fins lucrativos Ecofalante tem como objetivo criar e trabalhar em projetos que contribuam para o desenvolvimento sustentável do planeta por meio da educação e da cultura. A entidade promove ainda projetos como o Programa Ecofalante Universidades e exibições com debates e atividades de formação em unidades Etec – Escolas Técnicas Estaduais, Centros Educacionais Unificado (CEU), e Fábricas de Cultura, entre outras instituições culturais.

Saiba mais em: http://ecofalante.org.br/

Veja:  Sinopses e infos dos filmes

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