Delegados aprovam resoluções sobre cobertura universal de saúde na Assembleia Mundial da Saúde

Por: OPAS/OMS
Delegados da Assembleia Mundial da Saúde aprovaram nesta quarta-feira (22) três resoluções sobre cobertura universal, centradas em: atenção primária de saúde, papel dos profissionais de saúde comunitários e a reunião de alto nível da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre cobertura universal de saúde, a ser realizada em setembro deste ano.
Atenção primária e cobertura universal de saúde
A primeira resolução requer que os Estados Membros tomem medidas para implementar a Declaração de Astana, que foi adotada na Conferência Mundial sobre Atenção Primária de Saúde em 2018.
A declaração reconhece o papel fundamental da atenção primária de saúde para garantir que os países sejam capazes de proporcionar toda a gama de serviços de saúde que uma pessoa precisa ao longo de sua vida, seja para prevenção ou tratamento de doenças, reabilitação ou cuidados paliativos. A atenção primária de saúde significa que os países devem ter sistemas de saúde integrados e de qualidade, indivíduos e comunidades empoderados, envolvendo um amplo espectro de setores para abordar os determinantes sociais, econômicos e ambientais da saúde.
A resolução pede à Secretaria da OMS que aumente seu apoio aos Estados Membros nesta área. A OMS também deve finalizar seu Marco Operacional de Atenção Primária de Saúde a tempo para a Assembleia Mundial da Saúde de 2020. O organismo internacional e outras partes interessadas têm a tarefa de ajudar os países a implementar a Declaração de Astana e mobilizar recursos para construir uma atenção primária sólida e sustentável.
Profissionais de saúde comunitários que prestam cuidados primários de saúde
A segunda resolução reconhece a contribuição feita pelos trabalhadores de saúde comunitários para alcançar a cobertura universal de saúde, respondendo a emergências e promovendo populações mais saudáveis. Insta os países e parceiros a utilizar a diretriz da OMS sobre políticas de saúde e apoio ao sistema para otimizar os programas comunitários de trabalhadores de saúde e alocar recursos suficientes. Ao mesmo tempo, solicita ao Secretariado da OMS a coleta e avaliação de dados, monitoramento da implementação da diretriz e apoio aos Estados Membros.
Os trabalhadores de saúde comunitários desempenham um papel fundamental na prestação de cuidados da atenção primária à saúde: falam os idiomas locais e têm a confiança da população. Eles precisam estar bem capacitados, ser supervisionados de maneira efetiva e reconhecidos pelo trabalho que realizam como parte de equipes multidisciplinares. O investimento nesses profissionais gera oportunidades de emprego significativas, especialmente para mulheres.
Reunião de Alto Nível sobre Cobertura Universal de Saúde
A última resolução sobre cobertura universal endossada pelos delegados apoia a preparação da Reunião Geral de Alto Nível da ONU sobre Cobertura Universal de Saúde, a ser realizada em setembro de 2019. O documento pede aos Estados Membros que acelerem o progresso rumo à cobertura universal de saúde com foco em indivíduos e grupos com menos recursos, vulneráveis e marginalizados.
A reunião de alto nível da ONU exigirá o envolvimento dos governos na coordenação do trabalho necessário em todos os setores para alcançar a cobertura universal de saúde. Os delegados identificaram as principais prioridades, como o financiamento da saúde, a construção de sistemas de saúde sustentáveis, resilientes e centrados nas pessoas, bem como o fortalecimento das forças de trabalho da saúde. Também enfatizaram a importância de investir e fortalecer a atenção primária de saúde.
Países discutem como aumentar confiança em vacinas
Delegações dos países participantes da 72ª Assembleia Mundial da Saúde compartilharam experiências e ideias sobre como aumentar a confiança nas vacinas e intensificar os esforços globais de imunização para preservar a saúde de todas as gerações. Este evento paralelo foi organizado pelos Estados Unidos, Brasil, Canadá e Colômbia, entre outros países.
O secretário de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, Alex Azar, disse que em todo o mundo, complacência, incompreensão e desinformação estão fazendo com que as taxas de vacinação diminuam, com resultados trágicos, apesar das vacinas serem seguras e salvarem vidas.
Por sua vez, o ministro da Saúde do Brasil, Luiz Henrique Mandetta, manifestou o compromisso do país em alcançar uma alta cobertura de vacinação e restaurar a confiança na vacinação. “As vacinas podem ser o nosso ponto de encontro quando falamos sobre cobertura universal de saúde. É um tópico sobre o qual podemos concordar. As vacinas devem ser universais”, destacou.
A diretora de Saúde Pública do Canadá, Theresa Tam, explicou que seu país monitora continuamente informações falsas sobre a vacinação veiculadas na internet e que há uma infinidade de sites de origem desconhecida com esse tipo de conteúdo. Em conjunto com outras agências, como a OMS, o Canadá começou a trabalhar com plataformas de redes sociais, como o Twitter e o Facebook, para coordenar maneiras de neutralizar ou mesmo remover esse tipo de informação enganosa.
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ambientedomeio@outlook.com
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