Consulta pública para atualizar as diretrizes na utilização das águas em SP até 15 de novembro de 2020

Por ASCOM / Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente de SP
Revisão para o quadriênio 2020-2023 traz apontamentos importantes, como mudanças climáticas e estudo específico do Rio Tietê
Definir as diretrizes para utilização das águas no território paulista e estabelecer medidas para garantir sua disponibilidade e qualidade para esta e as futuras gerações. Esses são os principais objetivos do Plano Estadual de Recursos Hídricos (PERH). A Consulta Pública já está aberta para contribuições no planejamento do próximo quadriênio até 15 de novembro de 2020. Para isso, basta preencher o formulário clicando aqui ou acessá-lo pelo QR Code disponível no fim desta página.
Esta é a sétima atualização do PERH, para o período 2020-2023, completando-se assim mais um ciclo, como vem ocorrendo desde os anos 1990. Compatibilizada com o Plano Plurianual (PPA) do Governo do Estado, esta revisão traz apontamentos importantes, tais como a necessidade de se investir cada vez mais em saneamento básico; as incertezas decorrentes das mudanças climáticas, causando eventos extremos (secas e inundações); e um alinhamento crescente com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 das Organizações das Nações Unidas (ONU).
“Segurança hídrica e saneamento básico são prioridades da nossa gestão. Os grandes projetos da SIMA, como o Programa Novo Rio Pinheiros e a construção de reservatórios de abastecimento, são exemplos disso”, afirmou o secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente, Marcos Penido. “Todo o recurso disponível está sendo aplicado para garantir água de qualidade, além da coleta e tratamento de esgoto para a população. E o Plano Estadual de Recursos Hídricos nos indica qual o caminho a seguir.”
Para o próximo quadriênio, o estudo do PERH, coordenado pelo Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CRH), diagnosticou uma série de temas críticos que demandam maior atenção da sociedade e do poder público. Entre eles estão:
– criticidades quantitativas, com muita gente não tendo tanta água e vice-versa;
– criticidades qualitativas, com a necessidade de coletar e tratar esgotos, novos passivos associados ao manejo de resíduos sólidos e à drenagem de águas pluviais urbanas;
– processos erosivos, que causam perdas de solo e assoreamentos de corpos d´água, gerando a necessidade de aumentar a cobertura florestal, em especial no Oeste Paulista;
– diminuir as lacunas de conhecimento, sendo uma delas a respeito das águas subterrâneas e seu papel no balanço hídrico integrado com as águas superficiais, bem como a proteção de poços.
O PERH 2020-2023 é formado por quatro volumes: Diagnóstico-Síntese; Prognóstico; Insumos do PERH; e Plano de Ação e Programa de Investimentos para 2020-2023, além de uma proposta de Plano de Ação (PA) e Plano de Investimentos (PI) de médio prazo (2024-2027 e 2028 a 2035).
“O PERH 2020-2023 representa um esforço colaborativo entre a SIMA, o DAEE e a CETESB, que compõem o Comitê Coordenador do Plano Estadual de Recursos Hídricos – CORHI, que com apoio de consultoria especializada procuraram mostrar a situação atual e identificar ações factíveis para promover a melhoria de nossos recursos hídricos”, apontou Rui Brasil Assis, Coordenador de Recursos Hídricos. “A Consulta Pública é uma oportunidade para toda sociedade conhecer e contribuir com o PERH 2020-23.”
Rio Tietê
Dada sua importância e especificidades na gestão dos recursos hídricos do estado, foi ainda preparada uma avaliação específica sobre a bacia do Rio Tietê, contendo perfis de vazão e de concentração, abordando desafios e problemas, como episódios de poluição nos reservatórios do Médio Tietê, lixo flutuante entre o Alto e Médio Tietê e a formação de espumas nesta mesma porção do rio.
Plano de Ação e Plano de Investimentos
O Plano de Ação e o Programa de Investimentos (PA/PI) para o período 2020-2023 totaliza R$ 16 bilhões, atrelado ao PPA do mesmo período, com as ações distribuídas nos oito Programas de Duração Continuada do PERH: 1) Bases técnicas em recursos hídricos (0,9%); 2) Gerenciamento dos recursos hídricos(0,3%); 3) Melhoria e recuperação da qualidade das águas (48,9%); 4) Proteção dos corpos d’água (0,2%); 5) Gestão da demanda de águas (14,4%); 6) Aproveitamento dos recursos hídricos (30,4%); 7) Eventos hidrológicos extremos (4,8%); e 8) Capacitação e comunicação social (0,1%).
Além disso, como subsídio para o próximo PPA (2024-2027), foi previsto um investimento mínimo de R$ 14,2 bilhões e colocada a necessidade de rediscutir os investimentos necessários a partir de 2028.
Participe : http://www.sigrh.sp.gov.br//perh20202023
- Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
- Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
- Compartilhar no LinkedIn(abre em nova janela) LinkedIn
- Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
- Imprimir(abre em nova janela) Imprimir
- Envie um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
- Compartilhar no Threads(abre em nova janela) Threads
Relacionado
Autor
ambientedomeio@outlook.com
Posts relacionados
Projeto leva saneamento ecológico à maior aldeia indígena do Estado
Iniciativa será implementada na Aldeia Sapukai, em Angra dos Reis, e une saneamento, preservação ambiental e saúde pública A Aldeia Sapukai, maior aldeia...
Leia tudo
ANA lança Relatório de Segurança de Barragens 2026 na próxima sexta-feira
Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) realizará, na próxima sexta-feira, 3 de julho, das 9h às 11h, o Webinário de Lançamento...
Leia tudo
Sistema Cantareira passará a operar na Faixa de Alerta em julho
Na Faixa de Alerta, a SABESP pode captar até 27 metros cúbicos por segundo do Sistema Cantareira. Em condições de normalidade, essa captação...
Leia tudo
ANA e órgãos gestores estaduais aprovam nova captação suplementar temporária para reforçar abastecimento do Sistema Cantareira
Medida amplia a segurança hídrica da Região Metropolitana de São Paulo e das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), reforçando o...
Leia tudo
Abordagem inovadora apresenta bons resultados na degradação de contaminantes farmacêuticos na água
Agência FAPESP Estudo publicado no Chemical Engineering Journal propõe uma nova abordagem para a remediação ambiental de poluentes farmacêuticos em fluxos d’água baseado...
Leia tudo
Operação do Sistema Cantareira seguirá na Faixa de Restrição em fevereiro
ASCOM/ANA – Agência Nacional das Águas Na Faixa de Restrição, a SABESP pode captar até 23 metros cúbicos por segundo do Sistema Cantareira....
Leia tudo