Resultados do primeiro inquérito sorológico e do estudo de sororeversão com moradores da capital em 2021

Por: ASCOM/SMS

Dados embasam volta às aulas presenciais, limitadas a 35% da capacidade de lotação das escolas, a partir de fevereiro

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), divulgou nesta quinta-feira, 14, os resultados da primeira fase do primeiro inquérito sorológico realizado com a população da capital no ano de 2021, realizado com adultos de 18 anos ou mais, entre os dias 05 e 07 de janeiro. O mapeamento aponta prevalência da infecção pelo novo coronavírus de 14,1%. Entre os que testaram positivo, 36,1% eram assintomáticos. Também foram apresentados dados do estudo inédito de sororreversão (retestagem da população), realizado com pessoas que já haviam testado positivo para o novo coronavírus nas fases do inquérito sorológico de 2020.

Nessa primeira fase do inquérito de 2021, a prevalência praticamente se manteve em relação à última fase do estudo semelhante, com a mesma metodologia, realizado pela SMS em 2020 (que indicou 13,6% dos testados haviam se contaminado com o vírus). Na primeira parte dessa nova pesquisa de 2021, merece destaque o aumento de casos na Coordenadoria Regional de Saúde Leste da capital, que apresentou índice de prevalência de 19,4%, seguida por 16,4 % de índice de prevalência na região Sul, 12,4 % na Sudeste, 10,9 % de contaminados na Norte e 8,1 % na região Centro-Oeste da cidade. Na última fase do inquérito de 2020, os índices de prevalência de contaminação de acordo com a região da cidade eram 19,8% na região Sul, 13,8% na região Norte, 11,7% na região Leste, 10,3% na Sudeste e 5,5% na região Centro-Oeste da capital.

A prevalência da infecção se mostrou maior, com indicadores superiores à média, em pessoas com idade entre 35 e 49 anos (19% de prevalência) – seguidas pelas pessoas de 50 a 64 anos, que apresentaram 13,7 % de prevalência. Em relação à escolaridade, a fase 1 do inquérito de 2021 apontou que 16,6% das pessoas com testes positivos possuem ensino médio, 14,3% nunca estudaram e 13,2% possuem ensino fundamental. No levantamento por raça e cor, os pretos e pardos seguem com um maior índice de exposição ao vírus, 15,6%.

Quem mora em domicílios com apenas um ou dois moradores continua menos arriscado à contaminação do que os moradores de domicílios mais adensados, com maior número de residentes. A Prefeitura incluiu nesse novo inquérito de 2021 mais uma categoria de pesquisa, a relativa ao contato social. O levantamento indicou taxa de prevalência do vírus em 28,9% das pessoas que declararam não restringir contatos, contra 11,4% de contaminação entre os que afirmaram manter contatos apenas com quem reside no seu próprio domicílio.

As pessoas que trabalham fora de casa são as mais expostas à contaminação (20,7% de prevalência), assim como os desempregados, que circulam em busca de recolocação profissional ou em trabalhos informais (17,1%), em comparação aos que conseguiram manter o teletrabalho (índice de 8,1% de prevalência). A máscara, usada regularmente por 95,2% dos testados, se manteve como fator preventivo fundamental para evitar crescimento ainda maior da pandemia na cidade.

SORORREVERSÃO

Foram apresentadas nesta quinta-feira também as considerações do estudo de sororreversão (retestagem de quem já apresentou anticorpos para o novo coronavírus), realizado com pessoas que haviam participado do inquérito sorológico em 2020, para verificação do índice de desenvolvimento de anticorpos nessa população. Inédita no Brasil, a pesquisa teve como objetivo verificar a ocorrência de sororreversão, ou seja, se houve queda de anticorpos nos casos com exames reagentes para a infecção pelo SARS-COV-2 testados no inquérito sorológico 2020.

O público indicado para a retestagem foi formado por 1.097 pessoas que testaram positivo para o novo coronavírus nas fases 0,2,4 e 6 do inquérito sorológico promovido pela SMS em 2020. A retestagem foi feita com 730 pessoas que aderiram ao estudo, das quais 707 foram efetivamente testadas, seguindo o mesmo método de teste utilizado nos inquéritos sorológicos anteriores. Desse total, o estudo apontou que 556 pessoas (78,6%) mantêm anticorpos para o coronavírus e 151 não apresentaram anticorpos.

O estudo, portanto, apontou que a taxa de sororreversão na cidade foi de 21,4%. Ou seja, na retestagem não foram encontrados anticorpos em um quinto da população. A pesquisa também observou que a taxa de sororreversão é maior em pessoas que não referiram sintomas da Covid-19 (em 26% dos assintomáticos houve perda dos anticorpos). Não houve diferença significativa no índice de sororreversão de acordo com a faixa etária ou tempo transcorrido entre as duas testagens.

VOLTA ÀS AULAS

A Prefeitura de São Paulo autorizou a retomada das aulas presenciais na rede pública e privada de ensino da capital a partir do dia 1º de fevereiro. A recomendação da SMS é o retorno de todos os Equipamentos de Educação com 35% da sua capacidade.

As Unidades Básicas de Saúde (UBS) já realizam um trabalho de rotina junto às escolas da sua área de abrangência e, em parceria com as Unidades de Vigilância em Saúde (UVIS), monitoram a ocorrência de surtos nas escolas. No processo de retomada das aulas, as Secretarias Municipais da Educação e da Saúde farão um trabalho conjunto que visará o controle da transmissão da COVID-19 na comunidade escolar.

Nas quatro mil escolas da rede municipal de ensino, o retorno será com 35% dos estudantes em sistema de rodízio. As primeiras duas semanas de aulas serão de preparação. Por meio da Escola de Formação para Professores serão realizadas imersões que irão preparar os docentes para essa nova realidade de atividades híbridas entre os alunos. As escolas funcionarão durante o período habitual e passarão por constante análise.

Relatório

Errata: Na página 22 da apresentação, onde se lê “30% assintomáticos”, a informação correta é “36,1% assintomáticos”, conforme lâmina anterior (página 21).

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