Plano de Segurança da Água: Utilizando Técnicas Validadas para o Processo de Avaliação de Risco
Por Roseane Maria Garcia Lopes de Souza/ Engenheira Sanitarista e Ambiental

O Plano de Segurança da Água (PSA) é uma ferramenta fundamental na gestão da qualidade da água para consumo humano.
O PSA é um documento, baseado na metodologia integrada de avaliação e gestão de riscos que engloba todas as etapas do abastecimento de água desde o manancial até o ponto de consumo, visando desenvolver medidas de controle para assegurar o fornecimento de água segura, garantindo a proteção da saúde pública e a preservação ambiental.
A finalidade primordial do PSA é assegurar que a água destinada ao consumo humano atenda aos mais elevados padrões de qualidade e segurança, diminuindo os percentuais atribuíveis para Carga de Doenças Atribuídas a Más Condições de Água, Saneamento e Higiene.
Ao implementar o PSA, benefícios significativos são alcançados, incluindo a melhoria da qualidade da água, a prevenção de riscos à saúde pública e a garantia da sustentabilidade ambiental.
Podemos dividir o PSA em orgânico e inorgânico. O PSA orgânico é aquele que a equipe interna responsável pela elaboração do Plano de Segurança da Água faz parte da estrutura orgânica da organização. Essa equipe integrada ao sistema de abastecimento de água lida diretamente com as atividades diárias do sistema. Pode incluir membros da equipe operacional, gestores de qualidade da água, engenheiros e outros profissionais internos. A ênfase está na incorporação do plano no cotidiano do sistema, com velocidade e agenda ajustadas às atividades regulares, possuindo no máximo ajuda de um consultor externo. O PSA inorgânico, é aquele com a contratação externa de empresas para elaborar o Plano de Segurança da Água. Essa equipe externa é temporária e traz uma perspectiva independente e expertise específica. A contratação de profissionais externos pode trazer uma abordagem rápida e objetiva. Ambas as abordagens têm seus méritos, e a escolha dependerá das necessidades específicas, recursos disponíveis e da cultura organizacional. A abordagem orgânica integra o plano diretamente ao sistema, enquanto a abordagem inorgânica busca expertise externa para uma análise mais abrangente. Essa distinção pode ajudar a definir o método mais adequado para a elaboração do Plano de Segurança da Água em diferentes contextos organizacionais.
Plano de segurança da água e avaliação de risco
A avaliação de risco é um componente crucial do PSA, envolvendo a identificação, análise e gestão dos potenciais riscos associados ao sistema de abastecimento de água. Ou seja, é um processo onde se compara os resultados da análise de riscos com os critérios de risco para determinar se o risco e ou sua magnitude é aceitável ou tolerável para auxiliar na decisão sobre o tratamento de riscos. Essa prática visa antecipar e mitigar possíveis ameaças à qualidade da água, proporcionando um ambiente seguro para o consumo humano.
Para realizar uma avaliação de risco eficaz, é imperativo empregar ferramentas validadas.
Várias são as técnicas consagradas pela ABNT/ISO 31.010, algumas são ilustradas na tabela abaixo:

As ferramentas e técnicas de avaliação de risco que podem ser utilizadas para realizar um processo de avaliação de riscos ou auxiliar no processo de avaliação de riscos vai depender graus de profundidade e detalhe que a organização pretender e, algumas vezes pode ser necessário empregar mais de um método de avaliação para melhor desempenho.
Por fim, o sucesso na implementação do PSA depende, da expertise da equipe e da inclusão de um profissional de gestão de risco. Este indivíduo desempenha um papel crucial na seleção e aplicação das ferramentas de avaliação de risco, garantindo a eficácia e relevância do PSA no contexto específico do sistema de abastecimento de água.
Em resumo, o Plano de Segurança da Água é uma medida essencial para garantir água potável segura. O uso de técnicas validadas de avaliação de risco é imperativo para alcançar os objetivos do PSA, e a presença de profissionais qualificados é fundamental para o sucesso desse processo. Ao integrar esses elementos, podemos construir sistemas de abastecimento de água robustos, seguros e em conformidade com os mais altos padrões de qualidade.

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