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Por: Ana Marina Martins de Lima/ Bióloga e Gestora Ambiental

Aqui coloco alguns dados, que nos permite perceber que o homem, este ser racional, sempre esteve destruindo o Meio em que vive.

Período

Local
Ocorrências
2600 a C. até hoje Líbano: Exploração e uso excessivo da floresta de cedro.A exploração do cedro pelos fenícios e egípcios durou séculos, pequenos bosques ainda existem.
2500 a C. até 900   Império Maia: Erosão do solo, perda da viabilidade dos agroecossistemas e assoreamento dos recursos hídricos.Partes do atual México, Guatemala, Belize e Honduras; agricultura era criativa e intensiva; em algum momento a demanda aumentou e o sistema agrícola entrou em colapso.
800 a C. até 200 a C.  Grécia: Desflorestamento e uso intenso do solo.Florestas foram derrubadas para fins agrícolas, utilização de madeira para cozinhar e aquecer.
50 a C. até 450 a C.  Império Romano: Desertificação e perda de viabilidade de agroecossistemas no norte da África.Demanda intensa por grãos em todo o império exauriu essas terras, que tinham um alto potencial de erosão.
1800 até hoje   Austrália e Nova Zelândia: Perda da biodiversidade e proliferação de espécies invasivas.Cem anos de introdução de ovelhas e gado aniquilaram gramíneas nativas e, conseqüentemente muito da biodiversidade local.
1800 até hoje  América do Norte:  Conversão de habitats para agricultura e pastagens.Manada de bisões estimados em mais de 50 milhões, chegaram próximas da extinção.
1800 – 1900  Alemanha e Japão: Envenenamento industrial-químico dos sistemas de água doce.As conseqüências da Revolução industrial provocaram um grande impacto nas águas doces desses países.
1928 até hoje   Planeta Terra: Substâncias químicas industriais degradam a camada de ozônio protetora. Agrotóxicos acumulam-se em toda a cadeia alimentar.Os clorofluorcarbonos (CFCs) são compostos voláteis usados em aparelhos de refrigeração, solventes e aerossóis. A previsão para o fim de sua produção é 2010. O DDT já foi detectado em leite materno.

Percebemos o que tudo que se faz de errado prezando ter  “qualidade de vida”, reflete futuramente ou imediatamente em desastres no Meio Ambiente, e suas conseqüências são diretas na Saúde da população, precisamos diante de um “Mundo que se diz sustentável”, sermos formadores de opiniões e atitudes que preservem a VIDA neste pequeno Planeta Terra.Estes dados fazem parte do meu TCC da Pós Graduação do Curso de Gestão Ambiental realizado no SENAC intitulado: “Proposição de Implementação do Sistema de Gestão Ambiental no Instituto Adolfo Lutz de São Paulo”.  

Foto por zhang kaiyv em Pexels.com

1 comentário

  1. Colega,

    Antes de mais nada, parabéns pelo blog, pela iniciativa.
    Bom, estava eu fazendo pesquisas sobre a evolução da consciência das sociedades quanto ao uso dos meios que transformaram (vejo que os efeitos mais diretamente compreensíveis foram acompanhados de registros, como por exemplo, de Aristóteles a respeito do desmatamento na época em que viveu e também sabemos que algumas civilizações antigas, reinos e cidades pioneiras na revolução agrícola do neolítico) e vi essa cronologia aqui apresentada.

    Você conhece alguma obra ou estudo onde o autor se preocupe em fazer uma análise da trajetória do pensamento ambientalista em nossa História?

    Desde já os agradecimentos pela atenção

    Elvis

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Autor

ambientedomeio@outlook.com

O “Ambiente do Meio” foi criado em 2007 e a autora teve como objetivo inicial auxiliar jornalistas e leigos nas informações de qualidade sobre o Meio Ambiente resultante de preocupações com as poucas informações jornalísticas de qualidade sobre o tema atreladas a conhecimentos acadêmicos e evidências científicas.

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