Conhecimento: custódia e acesso na Feira Educar Educador

Por: Sistema Integrado de Bibliotecas

Entre os dias 22 e 25 de maio de 2013, a exposição Conhecimento: custódia e acesso estará novamente aberta ao público, desta vez na Feira Educar Educador, que será sediada no Centro de Exposições Imigrantes e tem como tema a Educação 3.0. A Escola do Futuro chegou?

Realizada pelo Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBiUSP), sob coordenação da professora Sueli Mara Ferreira, e curadoria do professor Marcos Galindo, a exposição Conhecimento: custódia e acesso se encaixa perfeitamente no contexto da Educação ao abordar o conhecimento do ponto de vista de seu resgate, preservação e acesso, assinalando a tensão suscitada pelas excepcionais mudanças que as novas tecnologias de informação e comunicação vêm produzindo na sociedade contemporânea.

Ao longo da história, coube às bibliotecas abrigar o legado do conhecimento da humanidade. Hoje, dada a crescente democratização do acesso à informação e ao conhecimento, é preciso repensar esse papel. Em vista disso, a mostra busca “discutir o papel das bibliotecas, na construção do fenômeno social do conhecimento e motivar a reflexão sobre os instrumentos técnicos e práticas sociais que permitiram tornar a informação acessível e fortalecê-la como matéria-prima básica para a construção de novas formas de conhecimento”, elucida Sueli Mara Ferreira.

Mais do que instituições guardiãs, é preciso compreender as bibliotecas como organizações que realizam a gestão da informação e do conhecimento, a partir da convergência de elementos técnicos, lógicos (tecno+lógicos) e humanos que concorrem para o cumprimento de sua função social, em consonância com sua época.

Aberta ao público em geral, a mostra é gratuita e destinada, sobretudo, a alunos de ensino médio, universitários e pós-graduandos, pesquisadores, professores e profissionais interessados em produção do conhecimento, recursos de acesso e recuperação de informação, acervos e bibliotecas memoriais.

Ainda segundo Sueli Mara Ferreira, a exposição busca resgatar a memória da informação científica e tecnológica, procurando recuperar uma perspectiva crítica da ação do SIBiUSP, destacando a função social das bibliotecas de maneira geral e, em particular, das bibliotecas universitárias”.

Os módulos da exposição

A mostra busca discutir o papel das bibliotecas na construção do fenômeno social do conhecimento

Partindo do conceito tradicional de biblioteca, a exposição se propõe a identificar as mudanças fundamentais e conceituais nela ocorrida perante o desenvolvimento tecnológico e sua permanente inserção educacional, cultural e educacional, independentemente da época ou localização.

O primeiro módulo apresenta-se como um panorama sobre as formas de entendimento do conhecimento principiado pelos mitos criacionistas ocidentais, desde os primórdios onde o conhecimento se ligava ao “pecado original” e após, por mandato divino, passa a ser responsabilidade de religiosos. Essa perspectiva evidencia a sacralidade do conhecimento, em contraposição ao mundo laico ou profano.

Na sequência, a exposição trata da evolução dos instrumentos técnicos de registro e preservação do conhecimento, alistando desde as formas primitivas de escrita, passando pela a invenção da prensa de tipos móveis e indo até as modernas tecnologias de informação e comunicação, bem como seu impacto sobre a ordenação da vida social. Como desfecho, uma linha do tempo evidencia os principais eventos relacionados à produção, registro e acesso ao conhecimento, desde a Antiguidade até a atualidade.

No segundo módulo, especial destaque é dado às figuras ligadas ao movimento modernista e à Semana de Arte Moderna de 1922, dentre os quais se destacam os intelectuais Rubens Borba de Morais, Paulo Duarte, Sérgio Milliet que, sob a coordenação de Mário de Andrade, participaram da criação, em 1935, do Departamento de Cultura e Recreação da Prefeitura de São Paulo. Aqui é pertinente a lembrança da atuação do bibliotecário Borba de Morais na modernização da Biblioteca Pública Municipal, a organização da rede de bibliotecas da cidade e sua ação em 1936, com Adelpha de Figueiredo, no Mackenzie College, organizando o curso de Biblioteconomia do Departamento de Cultura.

O terceiro módulo fundamenta-se na experiência e desenvolvimento das tecnologias da informação e comunicação para questionar o visitante sobre como será a biblioteca do futuro. A intenção é mostrar as interfaces dessa biblioteca a ser criada com a que já existe no presente, porque a biblioteca do futuro estará sempre no imaginário social.

Paralela e simultaneamente a um tradicional catálogo de fichas (modelo de recuperação da informação tradicionalmente utilizado pelas bibliotecas), a exposição contará com equipamentos para consulta ao Portal de Busca Integrada – um sistema de descoberta e acesso a conteúdos científicos – considerado como um recurso dos mais inovadores e sofisticados disponíveis no mercado.

“A exposição é como uma biblioteca da USP: todos os recursos (documentos, imagens, vídeos) que o usuário poderia acessar estando no campus, também poderá acessar na exposição utilizando o Portal de Busca Integrada, que é a primeira e a maior instalação do inovador sistema de descoberta e princípios de web semântica”, esclarece a professora Sueli.

A mostra dispõe de seis computadores com telas touch screen, que permitirão o acesso a mais de dois milhões de livros, 10 mil títulos de periódicos eletrônicos, 100 mil teses defendidas na USP, 594 mil itens de produção USP e 264 mil e-books.

Destaques da exposição

A exposição disponibiliza ao visitante o acesso a entrevistas com ilustres ex-alunos da USP — Fernando Henrique Cardoso, Flávio Fava de Moraes, Ruy Laurenti, Marcelo Tas, Mayana Zatz e Demi Getscko — com depoimentos sobre o mundo dos livros, das bibliotecas e do conhecimento.

Além disso, o processo de digitalização de obras raras, realizado pela Oficina de Digitalização do SIBiUSP é apresentado em vídeo.

A mostra também conta com projetores suspensos que exibem imagens sobre a evolução da informação e do conhecimento ao longo dos séculos. Obras raras também se encontram expostas, inclusive um livro atingido por uma bala disparada durante a Revolução de 1932.

No decorrer da mostra, ícones QRCode oferecerão outras dicas de pesquisa em bases de dados e materiais disponíveis para os visitantes. Aqueles que apresentam baixa visão, dislexos, cegos e surdos cegos poderão recorrer a computadores especialmente preparados para leitura em braille e áudio dos textos referentes aos painéis e à própria exposição.

Neste primeiro semestre de 2013, a exposição Conhecimento: custódia e acesso estará na Feira e Congresso Educar Educador, onde milhares de profissionais diretamente ligados ao segmento educacional terão acesso a uma centena de atividades e a uma grande variedade de produtos e serviços voltados para a Educação.

A exposição esteve presente no Museu da Língua Portuguesa, na Feira de Ribeirão Preto e na 22ª Bienal do Livro, em agosto de 2012, tendo reunido mais de 38 mil visitantes.

Publicado por AMBIENTE DO MEIO

Site editado e criado por Ana Marina Martins de Lima - Bióloga, Jornalista e Especialista em Gestão Ambiental.

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