Destruíram a Mata Atlântica para embolsar dinheiro

Por Equipe do Vereador Gilberto Natalini

Todos os dias dezenas de árvores da Mata Atlântica são criminosamente derrubadas no Município de São Paulo. A maior parte da cobertura vegetal vai ao chão na Zona Sul da Cidade para que organizações criminosas implantem loteamentos clandestinos em áreas de proteção ambiental.

As temperaturas de São Paulo sofreram aumento de 2º C nos últimos 50 anos. Para os cientistas, a melhor resposta ao problema – a mais rápida e eficiente – é o plantio de árvores.

Diretor do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, Marcos Buckeridge defende quadruplicar o número de árvores no Município. Calcula que existam 650 mil árvores nas vias públicas e praças da Cidade. “Poderiam ser 3 milhões”, diz ele.

As árvores retiram gás carbônico (CO²) da atmosfera e o armazenam em troncos e galhos. Por ora cientistas apontam que o plantio de 1 trilhão de árvores em todo o Planeta poderia ajudar a neutralizar as emissões de carbono provocadas pelo modelo de sociedade com base na petroeconomia.

Se as “organizações” que derrubam a Mata Atlântica em São Paulo para pôr no lugar bairros clandestinos continuarem livres para agir, temperaturas elevadas e poluição atmosférica substituirão árvores, e esgotos a céu aberto e águas contaminadas tomarão os cursos de água, córregos e do que ainda resta de água limpa que chega às Represas da Guarapiranga e Billings. Milhares de nascentes que abastecem as duas represas vão desaparecer. Se nada for feito, terá sido esse o “desenvolvimento” do extremo da Zona Sul.

Em 29 de Maio de 2019 o Vereador Gilberto Natalini requereu a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a devastação das áreas verdes e de proteção ambiental no Município de São Paulo. Vereadores que defendem os interesses políticos da Prefeitura, porém, não permitiram o funcionamento da CPI, cujos trabalhos de apuração certamente vinculariam a destruição da Mata Atlântica aos objetivos econômicos de organizações criminosas que transformavam as florestas em loteamentos clandestinos.

Em Agosto de 2019, a Primeira Edição do Dossiê “A Devastação da Mata Atlântica no Município de São Paulo” listava 90 áreas dentro do território da Cidade que já haviam sido desmatadas nos últimos cinco anos ou vinham perdendo os respectivos remanescentes de cobertura vegetal nesse período.

Do total, 46 áreas foram medidas. Somavam quase 3 milhões de metros quadrados – espaço suficiente para 500 mil árvores. Ou seja, meio milhão de árvores tinham ido ao chão em cinco anos em São Paulo ou estavam sendo derrubadas naquele momento.

Em seu lugar, caso lograssem êxito, grupos estabeleceriam 20 mil lotes clandestinos (150 metros quadrados cada um, somando as áreas em comum). Vendidos a R$ 50 mil o lote, proporcionariam faturamento de R$ 1 bilhão – dinheiro suficiente para subornar quem fosse necessário e ainda assim garantir bons lucros.

Os 11 primeiros casos de destruição da Mata Atlântica aqui registrados fizeram parte de um parecer técnico da Engenheira Agrônoma Maria Elena Basílio (a íntegra está na Primeira Edição do Dossiê). Todos ficam em Área de Proteção dos Mananciais. A Mata Atlântica – Floresta Ombrófila Densa, ou floresta tropical pluvial, tem a característica de proteger os mananciais hídricos. Como se vê, o que resta de Mata Atlântica é imprescindível à saúde do sistema de abastecimento de água da Região Metropolitana. As árvores são estratégicas para assegurar boas condições de vida a milhões de pessoas em São Paulo.

Acesse o conteúdo dos dossiês em: https://natalini.com.br/dossie-2a-edicao/

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